Primeira Guerra Civil da Libéria

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Primeira Guerra Civil da Libéria
Data 1989-1996
Local Libéria
Desfecho Vitória do NPLF.
Queda e morte de Doe.
Governo de Taylor.
Combatentes
Libéria Partidários de Doe

Libéria Governo e FAL (1989-90)
ULIMO (1991-94) Dividido em 1994:

  • ULIMO-J
  • ULIMO-K

FDL (1994-96)
LPC (1993-96)
Apoiado por:
Nigéria Nigéria (ECOWAS)
Flag of Burkina Faso.svg Burkina Faso

Libéria Partidários de Taylor

NPFL
Apoiado por:
Sl RUF.png FRU

Libéria Partidários de Johnson

INPFL
NPFL-CRC

Principais líderes
Libéria Samuel Doe † (governo)

ULIMO:
Raleigh Seekie

Francois Massaquoi (FDL)
George Boley (LPC)

Libéria Charles Taylor (NPFL)

Sl RUF.png Foday Sankoh

Libéria Prince Johnson (INPFL)

INPFL-CRC: Sam Dokie e Tom Woewiyu

Forças
Libéria FAL:
2.000 (1990)[1]
ULIMO (1993):[2]
  • 8.000 Johnson
  • 12.000 Kromah

2.500 LPC[3]
750 FDL[4]
Nigéria 17.000 (1994)[5]
Flag of Burkina Faso.svg 500 (1991)[5]

NPFL:
10.000[1]-14.000[5](1990)
10.000 (1995)[5]
25.000 (1996)[6][7]
INPFL:
4.000 (1990)[5]
Vítimas
150.000-200.000 mortos[8]


A Primeira Guerra Civil da Libéria foi um conflito ocorrido na Libéria de 1989 até 1996. Os diversos grupos armados, que ajudaram a derrubar a ditadura de Samuel Kanyon Doe eventualmente enfrentaram-se durante o vazio de poder, a guerra trouxe terríveis consequências humanas, sociais e econômicas, chegando a afetar os seus vizinhos, especialmente devido ao apoio do NPFL ao FRU de Serra Leoa.

Origem[editar | editar código-fonte]

Samuel Kanyon Doe, o então presidente da Libéria, havia assumido o poder em uma revolta popular em 1980, mas a oposição a seu regime ditatorial, do exterior, conduziu o colapso econômico do país. A princípio, Doe esmagou a oposição que ainda permanecia no país, mas depois que sua tribo, Krahn, começou a atacar outras tribos, em particular no condado de Nimba, o conflito civil pareceu inevitável.

Charles Taylor, que havia abandonado o governo de Doe, reuniu um grupo de rebeldes na Costa do Marfim. Mais tarde se fez conhecido como dirigente da Frente Patriótica Nacional da Libéria (NPFL). Invadiram o condado de Nimba em 24 de dezembro de 1989. O Exército liberiano respondeu contra a população inteira da região, atacando civis dezarmados e queimando povos inteiros. Muitos fugiram como refugiados para a Guiné e a Costa do Marfim, mas a oposição a Doe se entusiasmou ainda mais. Prince Johnson tinha de seu lado Taylor na invasão, mas logo se dividiu para formar sua própria força guerrilheira, baseada na tribo Gio.

Referências

  1. a b Adebajo, 2002, p.58
  2. Damrosch, Lori Fisler. Enforcing Restraint: Collective Intervention in Internal Conflicts, 1993, pp. 170.
  3. Adebajo, Adekeye. Building Peace in West Africa: Liberia, Sierra Leone, and Guinea-Bissau, 2002, pp. 47.
  4. Wikipedia en Inglés - Lola Defense Force
  5. a b c d e Uppsala conflict data expansion. Non-state actor information. Codebook pp. 263-266
  6. Tiempos de Reflexión - ¿El fin de la impunidad Charles Taylor al Tribunal de La Haya
  7. Insight on Conflict » Conflict Profile » Key People and Parties
  8. De re Militari: muertos en Guerras, Dictaduras y Genocidios
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