Ahmad Shah Massoud

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Ahmad ShahCombatente Militar
2006 ilustração
Nome completo Ahmad Shah Massoud
Conhecido(a) por Leão de Panjshir
Nascimento 2 de setembro de 1953
Bazarak, Panjshir, Reino do Afeganistão
Morte 9 de setembro de 2001 (48 anos)
Takhar, Estado Islâmico do Afeganistão
Alma mater Universidade de Cabul
Serviço militar
Serviço Flag of Jamiat-e Islami.svg Jamiat-e Islami
Flag of Afghanistan (1992–2001).svg Aliança do Norte
País  Afeganistão
Anos de serviço 1975–2001
Patente General
Conflitos Guerra Afegã-Soviética
Guerra Civil Afegã 
Condecorações Herói Nacional do Afeganistão
Religião Islamismo (sunita)
Massoud, the cult.jpg

Ahmad Shah Massoud (em farsi: احمد شاه مسعود) (Bazarak, c. 2 de setembro de 1953Takhar, 9 de setembro de 2001) foi um líder militar e político afegão da etnia tadjique.[1]

Massoud nasceu no vale do Panjshir, Afeganistão e formou-se em engenharia na Universidade de Cabul. Tornou-se o líder militar que articulou a expulsão do exército soviético do Afeganistão e ganhou o título de "Leão de Panjshir". Seus seguidores o chamam de "Amer Sahib e Shaheed", ou seja, "Nosso Comandante Martirizado".

Tornou-se Ministro da Defesa do Afeganistão em 1992 sob o governo do presidente Burhanuddin Rabbani. Durante o colapso do governo de Rabbani e a ascensão do regime dos Talibã, Massoud firmou-se como o líder militar da Frente da União Islâmica para a Salvação do Afeganistão, a Aliança do Norte. Sua oposição firme diante do crescente poder dos Talibã foi reconhecido pelo Ocidente, que via em Massoud a única força afegã capaz de enfrentar os fundamentalistas muçulmanos.[2] Em abril de 2001 viajou à Europa, onde pediu aos países europeus que pressionassem o Paquistão para que parassem de apoiar os Talibãs e e também que enviassem ajuda humanitária ao seu país.

Em 9 de setembro de 2001 Massoud foi assassinado após um ataque de dois homens-bomba da Al Qaeda por sua cumplicidade com Abdul Rasul Sayyaf, apenas dois dias antes dos ataques de 11 de Setembro de 2001. Os homens-bomba fingiram ser jornalistas e detonaram uma bomba escondida dentro de uma câmera usada para filmagens.[3] No ano seguinte foi nomeado "Herói Nacional" por ordem do presidente afegão Hamid Karzai.

Massoud era casado, pai de quatro filhas e um filho.

Referências

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