Neo-otomanismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Neo-otomanismo (turco: Yeni Osmanlıcılık) é um ideologia política turca que, em seu sentido mais amplo, promove um maior engajamento político da moderna República da Turquia dentro de regiões anteriormente sob o domínio do Império Otomano, o seu estado predecessor.

A palavra foi inventada pelos gregos após a Invasão turca de Chipre, em 1974.

História[editar | editar código-fonte]

Ela tem sido usada para descrever a política externa turca sob o Partido da Justiça e Desenvolvimento, que tomou o poder em 2002, sob o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan. Neo-otomanismo é uma mudança dramática da política externa turca tradicional da ideologia Kemalista, que destacou olhando para o oeste em direção à Europa com o objetivo de evitar a instabilidade e sectarismo do Oriente Médio. A mudança de este conceito em política externa turca sob o governo de Turgut Özal tem sido descrito como o primeiro passo para a neo-otomanismo.[1]

Ahmet Davutoğlu, ex Ministro das relações exteriores e Primeiro Ministro, e Hossam Zaki, conselheiro dele, no Cairo.

O Império Otomano foi uma potência mundial influente que, em seu pico, controlou os Balcãs, a maior parte do moderno Oriente Médio, a maioria dos norte da África e do Cáucaso. A política externa Neo-Otomana promove um maior engajamento nessas regiões como parte da crescente influência regional da Turquia, seguindo uma doutrina assumidamente saudosista da época anterior.[2] A Turquia usa também seu poder de persuasão para alcançar os seus objetivos.[3] No entanto relações da Turquia com Israel, seu aliado tradicional, sofreram especialmente após a Operação Chumbo Fundido [4] e no Ataque à Flotilha da Liberdade.[5] Apesar disso, a Turquia no início da Guerra Civil Síria coordenou com Israel e cedeu bases aéreas para ataques em apoio aos rebeldes sírios.[6] [7] O governo turco também tem mandado tropas clandestinamente pelo menos desde 2010 para auxiliar o suporte ao EIIL.[8]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Kubilay Yado Arin: The AKP's Foreign Policy, Turkey's Reorientation from the West to the East? Wissenschaftlicher Verlag Berlin, Berlin 2013. ISBN 9 783865 737199.
  • Graham E. Fuller, The New Turkish Republic: Turkey as a Pivotal State in the Muslim World, United States Institute of Peace Press, 2007.
  • Sahin, Mustafa, Islam, Ottoman Legacy and Politics in Turkey: An Axis Shift? [1]
  • Murinson, Alexander (dezembro de 2009). Turkey's Entente with Israel and Azerbaijan: State Identity and Security in the Middle East and Caucasus (Routledge Studies in Middle Eastern Politics). [S.l.]: Routledge. p. 119. ISBN 0-415-77892-1 
  • Turkey Threatens to Invade Greece
  • Taspinar, Omer (setembro de 2008). «Turkey's Middle East Policies: Between Neo-Ottomanism and Kemalism». Carnegie Endowment for International Peace. Consultado em 5 de junho de 2010 
  • Sarah Rainsford (16 de janeiro de 2009). «Turkey rallies to Gaza's plight». BBC News. Consultado em 9 de janeiro de 2012 
  • «Turkey condemns Israel over deadly attack on Gaza aid flotilla». United Kingdom: The Telegraph. 31 de maio de 2010. Consultado em 5 de junho de 2010 
  • «Erdogan thinks he's Caliph, new sultan of the Ottoman». RT. Consultado em 9 de novembro de 2012 
  • «Shock claim: Israeli airstrike coordinated with al-Qaida-linked rebels. Jihadists advance throughout Syria immediately after today's bomb attack». Consultado em 19 de março de 2015. Arquivado do original em 18 de maio de 2015 
  • Two Thousand Turkish Special Forces in ISIS[ligação inativa]