Pedro Pires

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Pedro Verona Rodrigues Pires
Presidente de Cabo Verde
Período 22 de março de 2001
a 9 de setembro de 2011
Antecessor(a) António Mascarenhas Monteiro
Sucessor(a) Jorge Carlos Fonseca
Dados pessoais
Nascimento 29 de abril de 1934 (83 anos)
São Filipe, Fogo
Primeira-dama Adélcia Pires
Partido PAICV
Profissão político

Pedro Verona Rodrigues Pires GColIH (São Filipe, Fogo, 29 de abril de 1934) é um político cabo-verdiano, presidente do seu país desde 22 de março de 2001.

Pedro Pires estudou na Universidade de Lisboa e lá encontrou os futuros líderes dos movimentos de libertação que lutaram pela independência das colónias portuguesas. Com o início da luta armada em Angola em 1961, partiu de Portugal para a Guiné-Bissau. Ali, até à Revolução dos Cravos, lutou pela independência de Cabo Verde mesma forma como o fez Amílcar Cabral que foi morto em 1973 . As razões da sua morte ainda estão por ser conhecidas. Há quem considere, que pela sua luta independentista possa ter sido assassinado pela antiga polícia portuguesa - PIDE/DGS, embora haja quem defenda a hipótese de que membros do então movimento independentista PAIGC, deram ordens para matar Cabral, de forma a criar o símbolo de "mártir". [1] Viria mais tarde a ser acusado de autoria moral desse assassinato, pelo actual Primeiro-Ministro de Cabo Verde[1].

Depois do 25 de Abril, foi o representante de Cabo Verde nas negociações com Portugal, deslocando-se a Lisboa em 10 de agosto de 1974, onde foi humilhado pelo então Presidente português Spínola, que não o cumprimentou, por o considerar moralmente responsável pela morte dos três majores em chão manjaco no ano de 1970, quando este era Governador e Comandante Militar da Guiné e Pedro Pires Comandante da Frente Norte do PAIGC. [2]. Apesar das negociações decorridas em Bissau logo após a independência, nas quais Pedro Pires prometera poupar os combatentes opositores ao PAIGC nas fileiras do exército português, a maior parte dos Comandos Africanos vieram a ser fuzilados.

Depois da Declaração de Independência de Cabo Verde em 5 de julho de 1975, foi designado primeiro-ministro do Primeiro Governo da República de Cabo Verde, ao lado do presidente Aristides Pereira que tinha fundado o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde com Amílcar Cabral. Pedro Pires manteve-se no cargo de primeiro-ministro até 1991, quando — por sua iniciativa, junto com outros — o sistema multipartidário foi introduzido no país e o MpD - Movimento pela Democracia, de Carlos Veiga, conseguiu a maioria dos votos.

Em 2001, apresentou-se finalmente como candidato presidencial contra Carlos Veiga e venceu as eleições com apenas 17 votos de diferença. Em 22 de março de 2001 foi empossado como sucessor de António Mascarenhas Monteiro.

Foi agraciado com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal a 22 de Abril de 2002.[3]

Referências

  1. «Pedro Pires desvaloriza as afirmações de José Maria Neves sobre assassinato de Amílcar Cabral». www.rtc.cv. Consultado em 5 de agosto de 2015 
  2. «Teria o Exército português um plano próprio de retracção/evacuação dos seus contingentes durante a descolonização da Guiné-Bissau?». guineidade.blogs.sapo.pt. Consultado em 5 de agosto de 2015 
  3. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Pedro Pires". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 11 de abril de 2016 
Precedido por
António Mascarenhas Monteiro
Presidente de Cabo Verde
2001 - 2011
Sucedido por
Jorge Carlos Fonseca