Lupe Cotrim

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Lupe Cotrim Garaude
Nascimento 16 de março de 1933
São Paulo, São Paulo
Morte 18 de fevereiro de 1970 (36 anos)
São Paulo, São Paulo
Nacionalidade  Brasil
Cônjuge José Arthur Gianotti
Filho(s) Lupe Maria Ribeiro Lima e Marco Garaude Giannotti
Ocupação Poetisa e Tradutora
Prémios Prémio Jabuti 1970
Movimento literário poeta pós-drummondiana

Lupe Cotrim Garaude, de nome completo Maria José Cotrim Garaude Gianotti, (16 de março de 193318 de fevereiro de 1970) foi uma poetisa e tradutora brasileira, professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Lupe Cotrim Garaude nasceu em São Paulo (SP), filha de Maria de Lourdes Lins Cotrim e de Pedro Garaude, médico. Batizada Maria José Cotrim Garaude, foi desde menina chamada de Lupe, apelido formado pelas primeiras sílabas dos prenomes de seus pais. Vive por alguns anos em Araçatuba (SP), onde seu pai clinica, e ainda menina transfere-se com a mãe para o Rio de Janeiro, onde estuda no Colégio Bennett. Volta mais tarde a residir em São Paulo para estar mais próxima do pai e integra-se no meio literário paulista. Conclui os estudos secundários no Colégio Des Oiseaux. Forma-se nos cursos de Cultura Geral e de Biblioteconomia no Instituto Sedes Sapientiae em São Paulo.[1]

Na década de 50, estuda literatura, línguas, artes e canto lírico. Em 1961 produz um programa de TV que a projeta publicamente. Começa a estudar Filosofia na USP em 1963, onde conhece José Arthur Giannotti, com que viria a se casar. Foi casada ainda com o engenheiro José Celestino Bourroul (19 de março de 1923 - 9 de março de 2004), filho do médico e professor Celestino Bourroul e de dona Maria da Conceição Monteiro de Barros Bourroul, pertencente à Academia Paulista de História, possuidor de um dos maiores acervos da Revolução de 32. Foi também casada com Mario Robeiro Lima Filho 9 de Abril 1936 - 9 de abril de 1969, filho do fazendeiro Mario Ribeiro Lima e de dona Maria de Lourdes Ribeiro Lima. Com quem teve sua primeira filha Lupe Maria Ribeiro Lima.


Lupe foi dos nomes de destaque da poesia brasileira da década de 1960. Em 1968 integrou a equipe de professores-fundadores da ECA, lecionando Estética e Pensamento Filosófico. Sua atuação notável diante dos desafios da recém-criada unidade da USP e, ao mesmo tempo, da conjuntura política adversa por que passava o país, levou os estudantes a darem o seu nome ao Centro Acadêmico da escola após sua morte prematura.

"A sua condição de escritora, poeta, professora formada em filosofia lhe permitiu enfrentar, melhor que ninguém", aqueles desafios, especialmente "na agitação de 1968", lembrou o professor Ismail Xavier,[2] em seminário realizado, em março de 2010, no Instituto de Estudos Brasileiros, depositário do acervo da professora-poeta. "Ela foi uma liderança decisiva naquela conjuntura, e seu curso representou a experiência mais densa, do ponto de vista intelectual e político, daquele ano".

Infelizmente, tudo isso foi interrompido por um câncer e sua metástase um mês antes de ela completar 37 anos. Quando morreu recebeu o prêmio Governador do Estado por seu livro Poemas ao Outro.

Teve dois filhos: Lupe Maria Ribeiro Lima e Marco Garaude Giannotti.

Tem muitos admiradores, basta ver a freqüência da citação do seu soneto Saudade nas comunidades do orkut. Domingos Carvalho da Silva citava-a sempre por sua beleza e pela formalidade e clareza de seus poemas.

O programa Biblioteca Sonora, do dia 28 de janeiro de 2012, da Rádio USP, entrevistou Leila Gouvêa, autora do livro Estrela Breve: Lupe Cotrim: uma biografia literária, que será lançado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Estrela Breve relata a trajetória das buscas poéticas de Lupe Cotrim, que viveu somente até os 36 anos, mas que ainda bem jovem planejou que a poesia faria parte de sua vida. Lírica de raiz, ela considerava-se "poeta pós-drummondiana". Mas inicialmente deixou-se impregnar pelo subjetivismo formalista e pelo apego ao sublime dos poetas de 1945.[3] O livro recupera o percurso literário, assim como o clima político e cultural, percorrido por Lupe Cotrim.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Raiz Comum (1955)
  • Monólogos do Afeto (1956)
  • Entre a Flor e o Tempo (1961)
  • Cântico da terra (1963)
  • O poeta e o Mundo (1964)
  • Inventos (1968)
  • Poemas ao outro (1970)
  • Encontro (1984) antologia.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Algumas de Suas Poesias