Bhikkhu

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Monges budistas tailandeses

Bico 1 2 (bhikkhu em páli; bhiksu/bhikṣu em sânscrito; bǐqīu, 比丘 em chinês) é o nome pelo qual são chamados, no budismo, os monges do sexo masculino. As monjas recebem o nome de bicunim no português de Goa3 (bhikkhuni em páli). Bhikkhus e bhikkhunis obedecem a uma série de preceitos monásticos, cujas regras básicas são chamadas de patimokkha. Seu estilo de vida é moldado de forma a permitir as práticas espirituais, que são essencialmente a simplicidade e a vida meditativa, até atingir o nirvana.

Bhikkhus birmaneses

O monaquismo foi introduzido no budismo desde o início da sua história, mas aplicou-se, num primeiro tempo, apenas aos homens. Gautama Buddha aceitou que as mulheres pudessem ser monjas, designadas como bhikkhuni. A ordenação não é imediata: todo o que queira tomar votos tem de ser primeiro noviço, dito samanera. A partir dos 20 anos, é possível se fazer os votos de bhikhu. Tal designação é mais comum dentro da tradição theravada. Há monges em outras tradições budistas, como no zen, que têm a possibilidade de casar-se e assumir atividades profissionais.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Bikkhu" é um termo páli que, originalmente, significava "mendicante". Sidarta Gautama usava o termo para se referir aos monges e a qualquer pessoa que dele se aproximava para ouvi-lo. A partir de então, o termo adquiriu o significado de "monge".4

Cinco preceitos[editar | editar código-fonte]

Existem cinco regras ou preceitos que os monges budistas devem observar:

  1. não matar (nem pessoalmente nem ordenando outros para assim o fazer)
  2. não roubar (não tomar o que não lhe pertence sem o consentimento do dono)
  3. não mentir
  4. não ter relações sexuais
  5. não usar drogas ou álcool
Commons
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Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 255.
  2. Darmapada: a doutrina budista em versos. Tradução de Fernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre/RS. L&PM Editores. 2010. p. 132.
  3. Darmapada: a doutrina budista em versos. Tradução de Fernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre/RS. L&PM Editores. 2010. p. 132.
  4. Darmapada: a doutrina budista em versos. Tradução de Fernando Cacciatore de Garcia. Porto Alegre/RS. L&PM Editores. 2010. p. 132.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Môhan Wijayaratna, Le moine bouddhiste selon les textes du Theravâda, Cerf, Paris 1983 (em francês)
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