Religião na China

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Religião na China (com base em diferentes pesquisas[1] [2] [3] [4] [5] )
Religião Porcentagem
Agnosticismo e ateísmo
  
42%
Religiões tradicionais e taoísmo
  
30%
Budismo
  
18%
Cristianismo
  
4%
Religiões étnicas minoritárias
  
4%
Islamismo
  
2%

Na China, o governo permite um grau limitado de liberdade religiosa, porém a tolerância oficial só é estendida aos membros de organizações religiosas aprovadas pelo Estado e não para aqueles que são adeptos de outras religiões. É difícil se obter o número exato de seguidores de grupos religiosos devido à falta de dados oficiais, mas há um consenso geral de que a religião no país está passando por um tipo de "ressurgimento" nos últimos 20 anos.[6] Uma pesquisa de Phil Zuckerman, no site Adherents.com, concluiu que em 1998, 59% (mais de 700 milhões de pessoas)[7] da população era irreligiosa. Enquanto outra pesquisa de 2007 constatou que existem 300 milhões de pessoas (23% da população) religiosas, divergindo do número oficial de 100 milhões.[6]

Templo do Céu, um complexo de edifícios taoistas em Pequim

Apesar dos resultados de diferentes pesquisas, a maioria concorda que as religiões tradicionais — budismo, confucionismo, taoismo e a religião tradicional chinesa — são as religiões dominantes. De acordo com várias fontes, o budismo na China possui entre 660 milhões (50%) a 1 bilhão de membros (80%),[8] enquanto que o número de taoistas é de 400 milhões de pessoas (~30%).[9] [10] No entanto, devido ao fato de que uma pessoa pode participar de duas ou mais destas crenças tradicionais e, ao mesmo tempo, pela dificuldade em diferenciar claramente o budismo, o confucionismo, o taoismo e a religião tradicional chinesa, o número de adeptos dessas religiões podem ser sobrepostos. Além disso, os seguidores do budismo e do taoismo não são considerados necessariamente religiosos por aqueles que seguem tais filosofias.[11] [12] [13]

Ver artigo principal: Cristianismo na China

Das religiões minoritárias, o cristianismo tem sido particularmente destacado como uma das de mais rápido crescimento (especialmente desde os últimos 200 anos) e, hoje, possui entre 40 milhões (3%)[6] [14] a 54 milhões (4%) de seguidores,[15] de acordo com pesquisas independentes, enquanto as estimativas oficiais sugerem que há apenas 16 milhões de cristãos no país.[16] O islamismo também está presente no país, porém estatísticas sobre o tema são difíceis de serem encontradas e os valores que a maioria das estimativas fornecem ficam em torno de 20 e 30 milhões de muçulmanos (1,5% a 2% da população).[17] [18] [19] [20] Existem também seguidores de outras religiões minoritárias, como o hinduísmo, o dongbaismo, o bön e uma série de novas religiões e seitas. Em julho de 1999, a prática espiritual da seita Falun Gong foi oficialmente proibida pelas autoridades[21] e vários organismos internacionais têm criticado o tratamento do governo a esse grupo.[22]

Referências

  1. Yu Tao, University of Oxford. A Solo, a Duet, or an Ensemble? Analysing the Recent Development of Religious Communities in Contemporary Rural China. ECRAN - Europe-China Research and Advice Network. University of Nottingham. p. 12. Acessado em 25 de setembro de 2012.
  2. «Buddhism in China. By staff reporter ZHANG XUEYING». Chinatoday.com.cn. Consultado em 17 de outubro de 2011. 
  3. ANALYSIS (1 de maio de 2008). «Religion in China on the Eve of the 2008 Beijing Olympics». Pew Forum. Consultado em 17 de outubro de 2011. 
  4. «Prof: Christians remain a small minority in China today». Purdue.edu. 26 de julho de 2010. Consultado em 17 de outubro de 2011. 
  5. Views on globalisation and faith. Ipsos MORI. Acessado em 5 de julho de 2011.
  6. a b c «Asia-Pacific | Survey finds 300 m China believers». BBC News. 7 de fevereiro de 2007. Consultado em 15 de junho de 2009. 
  7. «Nonreligious, continued...». Adherents.com. Consultado em 15 de junho de 2009. 
  8. «Buddhists in the world». Vipassanafoundation.com. Consultado em 15 de junho de 2009. 
  9. «How Now Tao?». Asia Sentinel. 27 de abril de 2007. Consultado em 15 de junho de 2009. 
  10. «Alliance of Religions and Conservation (ARC)» (PDF). Consultado em 14 de julho de 2009. 
  11. «Religions and Beliefs in China». Travelchinaguide.com. Consultado em 14 de junho de 2009. 
  12. «Society for Anglo Chinese Understanding». SACU. Consultado em 14 de junho de 2009. 
  13. «Index-China Chinese Philosophies and religions». Index-china.com. Consultado em 14 de junho de 2009. 
  14. Watts, Jonathan (7 de fevereiro de 2007). «Christian population in China». Londres: The Guardian. Consultado em 27 de agosto de 2007. 
  15. «China Survey Reveals Fewer Christians than Some Evangelicals Want to Believe». Assistnews.net. 1 de outubro de 2007. Consultado em 15 de junho de 2009. 
  16. «Chinese government official statistics on Christian population in China». hrwf.org. Consultado em 27 de agosto de 2007. 
  17. «China». The World Factbook. CIA. Consultado em 15 de junho de 2009. 
  18. «China (includes Hong Kong, Macau, and Tibet)». Departamento de Estado dos Estados Unidos. Consultado em 15 de junho de 2009. 
  19. «NW China region eyes global Muslim market». China Daily. 9 de julho de 2008. Consultado em 14 de julho de 2009. 
  20. «Muslim Media Network». Muslim Media Network. 24 de março de 2008. Consultado em 14 de julho de 2009. 
  21. Xinhua, China Bans Falun Gong, People's Daily, 22 de julho de 1999
  22. Mary-Anne Toy, Underground existence for Falun Gong faithful, The Age, 26 de julho de 2008.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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