Marija Gimbutas

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Marija Gimbutas
Marija Gimbutas em Newgrange, Irlanda, em setembro de 1989.
Nascimento 23 de janeiro de 1921
Vilnius, Lituânia
Morte 2 de fevereiro de 1994 (73 anos)
Los Angeles, Estados Unidos
Ocupação Arqueóloga

Marija Gimbutas (em lituano: Marija Gimbutienė, nascida Marija Birutė Alseikaitė; Vilnius, 23 de janeiro, 1921Los Angeles, 2 de fevereiro, 1994), foi uma arqueóloga lituana conhecida por suas pesquisas sobre as culturas do Neolítico e da Idade do Bronze da Europa Antiga e pesquisas avançadas sobre a religião da Deusa mãe.

Gimbutas conquistou fama e notoriedade ao publciar seus três últimos livros: "The Goddesses and Gods of Old Europe" ("As Deusas e Deuses da Antiga Europa") (1974); "The Language of the Goddesses" ("A Linguagem das Deusas") (1989), que inspirou uma exibição em Wiesbaden (1993/94); e o último livro "The Civilization of the Goddess" ("A Civilização da Deusa") (1991), que apresentou uma visão das suas especulações sobre a cultura Neolítica da Europa, família, padrões familiares, estruturas sociais, arte, religião e a natureza dos conhecimentos e da alfabetização.

"The Civilization of the Goddess" ("A Civilização da Deusa") articulou o que Gimbutas viu como diferenças entre o antigo sistema europeu, que ela considerava como centralizado na Deusa mãe e na mulher ("matrístico") e a Idade do Bronze e um modelo Indo-Europeu patriarcal ("androcrático") que suplantou o matrístico. De acordo com esta interpretação as sociedades ginecocráticas eram pacíficas, acolhiam homossexuais e esposavam igualdade econômica.

Os androcráticos, ou dominados pelos homens, por ela denominados Kurgan, por outro lado invadiram a Europa e impuseram sobre os nativos a hierarquia dos homens guerreiros.

Em 1956 Gimbutas apresentou a Hipótese Kurgan, que combinava estudos de arqueologia com linguística para evidenciar problemas no estudo dos povos de língua proto-indo-europeia, que ela deu o nome de Kurgans. Neste trabalho, reinterpretou a pré-história à luz de seu conhecimento em linguística, etnologia e estudos sobre a história das religiões. Desafiou várias suposições tradicionais sobre o começo da cultura europeia.

As teorias de Gimbutas foram bem recebidas por vários autores do movimento neopagão, embora outros classifiquem as suas conclusões como meras especulações.

Três estudos genéticos recentes, de 2015, deram apoio à teoria de Marija Gimbutas de que a difusão das línguas indo-europeias teria se dado a partir das estepes russas (hipótese Kurgan). De acordo com esses estudos, o Haplogrupo R1b (ADN-Y) e o Haplogrupo R1a (ADN-Y) - hoje os mais comuns na Europa e sendo o R1a frequente também no subcontinente indiano - teriam se difundido, a partir das estepes russas, junto com as línguas indo-europeias; tendo sido detectado, também, um componente autossômico presente nos europeus de hoje que não era presente nos europeus do Neolítico, e que teria sido introduzido a partir das estepes, junto com as linhagens paternas (haplogrupo paterno) R1b e R1a, assim como com as línguas indo-europeias.[1] [2] [3]

Assim como Marija Gimbutas, trabalhos de arqueologia contemporâneos associam a domesticação do cavalo a essa expansão.[4]

Referências

  1. Haak; et al. (2015). «Migração em massa da estepe é fonte das línguas indo-europeias na Europa» (pdf publicado=2015) (em inglês). p. 172. Consultado em 6 de novembro de 2015. 
  2. Allentoft; et al. (2015). «Genética de populações da Eurásia à época da Idade do Bronze» (pdf publicado=2015) (em inglês). p. 167. Consultado em 6 de novembro de 2015. 
  3. Mathieson; et al. (2015). «8000 anos de seleção natural na Europa» (pdf publicado=2015) (em inglês). p. 167. Consultado em 6 de novembro de 2015. 
  4. O cavalo, a roda e a linguagem Como cavaleiros das estepes euroasiáticas, da Idade do Bronze, contribuíram para a formação do mundo moderno, por David W. Anthony, Editora Universidade de Princeton, "The Horse, the Wheel and Language, How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes shaped the Modern World", 2007

Ver também[editar | editar código-fonte]

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