Terrorismo no Brasil

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Terrorismo no Brasil tem ocorrido desde, pelo menos, a década de 1940.[1]

Organizações terroristas[editar | editar código-fonte]

Shindo Renmei[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Shindo Renmei

A Shindo Renmei foi uma organização terrorista nipo-brasileira cujos ataques eram motivados pela negação à rendição japonesa no final da Segunda Guerra Mundial; os ataques foram perpetrados contra outros nipo-brasileiros.[2]

Grupos terroristas islâmicos[editar | editar código-fonte]

Segundo a Polícia Federal do Brasil, pelo menos sete grupos terroristas islâmicos operam no país:

Esses grupos operam dentro do território nacional e a maioria também é conhecida por operar na Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai).[3]

Sob a ditadura militar[editar | editar código-fonte]

Durante a ditadura militar brasileira (1964-1985) "terrorismo" era um termo frequentemente usado pelo Estado. Todas as formas de oposição ao regime militar eram consideradas formas de terrorismo e, membros da oposição foram considerados "terroristas".[3]

Em 1 de Maio de 1981, ocorreu o atentado do Riocentro, um ato terrorista de direita, perpetrado por um setor militar insatisfeito com a abertura política democrática do regime.

Presente[editar | editar código-fonte]

Em 21 de Julho de 2016, duas semanas antes do início da Olimpíada do Rio, a Polícia Federal brasileira prendeu um grupo terrorista jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos do massacre de Munique em 1972. Dez pessoas suspeitas de serem aliadas ao Estado Islâmico foram presas e duas fugiram. Além disso, o grupo terrorista incentivou agressivamente ataques de lobos solitários para atingir atletas do Reino Unido, EUA e França, sugerindo o uso de venenos ou explosivos ligados a drones.[4]

Em 2 de Maio de 2017, na cidade de São Paulo, imigrantes palestinos lançaram uma bomba caseira contra manifestantes de extrema direita, deixando vários feridos.[5]

Em 6 de Setembro de 2018, o candidato de direita, Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante comício em Juiz de Fora, Minas Gerais.[6]

Em 13 de Março de 2019, dois ex-alunos abriram fogo numa escola em Suzano, São Paulo. A dupla matou pelo menos cinco adolescentes e dois funcionários da escola antes de cometer suicídio em um ataque que as autoridades policiais afirmaram ter sido inspirado pelo massacre de 1999 em Columbine, nos Estados Unidos.[7]

Respostas e esforços de contraterrorismo[editar | editar código-fonte]

O governo brasileiro tinha quatro medidas legais contra o terrorismo pendentes no Congresso Nacional:[8]

  • Negação de vistos - em 2011, foi introduzida legislação para negar vistos a pessoas e/ou expulsar estrangeiros condenados ou acusados de ato terrorista em outro país;
  • Terrorismo durante a Copa do Mundo de 2014 - em 2011, foi introduzida legislação que trata de crimes específicos, incluindo terrorismo, durante e antes da Copa do Mundo;
  • Atualização do código penal - a legislação em 2012 procurou atualizar o código penal brasileiro para incluir diretrizes de condenação por crimes de terrorismo;
  • Definições de terrorismo - a legislação em 2013 buscou definir terrorismo de acordo com a Constituição Brasileira.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Exite uma grande concentração de imigrantes do Oriente Médio na área próxima à fronteira com o Paraguai, Argentina e Brasil. Algumas autoridades que monitoram a área declararam que o Brasil deveria participar mais ativamente da luta internacional contra o terrorismo.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Daniela de Carvalho (2003). «Migrants and Identity in Japan and Brazil: The Nikkeijin». Routledge (Google Livros) (em inglês). Consultado em 25 de agosto de 2019 
  2. Jeffrey Lesser (1999). Negotiating National Identity: Immigrants, Minorities, and the Struggle for Ethnicity in Brazil. [S.l.]: Duke University Press. 281 páginas. ISBN 9780822322924 
  3. a b c Duran, Rebeca (12 de dezembro de 2013). «Terrorism in Brazil». The Brazil Business (em inglês). Consultado em 25 de agosto de 2019 
  4. Jennifer Newton, Chris Summer (21 de julho de 2016). «Brazilian police arrest 10 people and hunt two more as they smash ISIS plan for 'terror attacks' on Rio Olympics». Daily Mail (em inglês). Consultado em 25 de agosto de 2019 
  5. Virginia Balloussier, Anna (2 de maio de 2017). «Palestinos são presos após confronto com direita anti-imigração em SP». Folha de S.Paulo. Consultado em 25 de agosto de 2019 
  6. Da Redação (7 de setembro de 2018). «Bolsonaro leva facada em atentado durante campanha em Juiz de Fora». Veja. Consultado em 25 de agosto de 2019 
  7. Martins, Lais (13 de março de 2019). «Inspired by Columbine, Brazil pair kill eight and themselves in school shooting». Reuters. Consultado em 25 de agosto de 2019 
  8. Bureau of Counterterrorism (2014). «Chapter 2. Country Reports: Western Hemisphere Overview». Departamento de Estado dos Estados Unidos (em inglês). Consultado em 25 de agosto de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]