Aliança Anticomunista Brasileira

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Aliança Anticomunista Brasileira
Motivos Luta pela manutenção do Regime Militar no Brasil.
Ideologia Extrema-direita
Principais ações Terrorismo
Ataques célebres Atentados a bombas
Relação com outros grupos
Inimigos Grupos terroristas de esquerda do Brasil

A Aliança Anticomunista Brasileira (AAB) foi uma organização terrorista de extrema-direita que atuou durante a ditadura militar no Brasil. Foi responsável por vários atentados a bomba em 1976, inclusive contra a Associação Brasileira de Imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil,[1] ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento[2] e a residência do jornalista Roberto Marinho.[3]

Origem[editar | editar código-fonte]

No começo da década de 60 surgiram no Brasil os primeiros grupos civis-militares anticomunistas que utilizavam de táticas violentas, sendo principais o Movimento Anticomunista (MAC) e o Comando de Caça aos Comunistas (CCC). Estes grupos praticavam, ainda no governo de João Goulart, atos de terrorismo que se estenderam até o início dos anos 70. Em um primeiro momento, o foco destes grupos se deu em barrar o avanço da esquerda no Brasil, em período da Guerra Fria em que era difundido o medo do comunismo.[4] Após o Golpe de 64, o foco passou a ser a formação de "comunidades de segurança" onde civis e militares pertencentes aos orgãos oficiais de inteligência e repressão se dividiram em diversos grupos paramilitares, entre eles a AAB[5], para identificar, perseguir e torturar opositores ao regime.[6] A AAB teve como inspiração para o seu nome o esquadrão da morte argentino Triple A.[7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Nardele Gomes. «Dia na História: atentados a bomba da Aliança Anticomunista Brasileira em 1976» 
  2. «BOMBA EXPLODE EM CENTRO DE PESQUISA». Folha de S.Paulo. 5 de setembro de 1976 
  3. «ATENTADOS CONTRA A REDEMOCRATIZAÇÃO». Grupo Globo. Consultado em 25 de novembro de 2017 
  4. Amaral, Marina (9 de fevereiro de 2012). «Conversas com Mr. DOPS». Agência Pública. Consultado em 6 de dezembro de 2018. A intenção era “profissionalizar” a polícia brasileira – sobretudo os que lidavam com crimes políticos e sociais – para que barrassem o comunismo sob qualquer governo. 
  5. Baby, Sophie; Calleja, Eduardo González (2009). Olivier Compagnon, ed. Violencia y transiciones políticas a finales del siglo XX: Europa del Sur - América Latina. [S.l.: s.n.] p. 205. ISBN 9788496820319 
  6. Horta, Maurício (28 de setembro de 2018). «Mito: "durante a Ditadura Militar, a tortura ocorreu só em casos isolados"». Superinteressante. Consultado em 6 de dezembro de 2018 
  7. Chirio, Maud (2012). A política nos quartéis: Revoltas e protestos de oficiais na ditadura. [S.l.]: Zahar. p. 188. ISBN 9788537807798 
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