Participantes Olímpicos Independentes

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Em algumas ocasiões especiais, o Comitê Olímpico Internacional (COI) permite que alguns atletas participem sob a bandeira Olímpica para disputar as Olimpíadas, eles são conhecidos como Participantes Olímpicos Independentes (IOP) ou Atletas Olímpicos Individuais/Independentes (IOA).

História[editar | editar código-fonte]

Barcelona 1992[editar | editar código-fonte]

A primeira vez que essa permissão aconteceu foi em 1992, nos Jogos de Barcelona. Doze dos 15 países da ex-União Soviética competiram sob a bandeira olímpica e o nome de "Equipe Unificada", mas no pódio tocava o hino de cada ex-república soviética. Ainda em 1992, a Iugoslávia (sem Croácia, Eslovênia e Bósnia e Herzegovina), foi proibida de competir por causa de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU (757) em virtude da guerra civil. Mas, após negociações, o COI conseguiu que os atletas iugoslavos de esportes individuais participassem sob a bandeira olímpica como "Participantes Olímpicos Independentes" (IOP).

Sydney 2000[editar | editar código-fonte]

Em 2000, o Timor-Leste, país recém separado da Indonésia, conseguiu permissão do COI para participar dos Jogos de Sydney como "Atletas Individuais Olímpicos" (IOA), e enviou quatro atletas para a Olimpíada.

Londres 2012[editar | editar código-fonte]

Quatro atletas competiram como Atletas Olímpicos Independentes nos Jogos Olímpicos de 2012. Após a dissolução das Antilhas Neerlandesas e o posterior desmantelamento de seu Comitê Olímpico Nacional, três atletas do país que se classificaram para os Jogos foram autorizados a competir de forma independente.[1]

O Comitê Olímpico Nacional (CON) do Sudão do Sul não foi estabelecido entre a formação do novo Estado africano e as qualificações olímpicas para 2012. Um atleta do Sudão do Sul se classificou para os Jogos, e foi autorizado a competir como independente.[2]

Atletas do Kuwait foram originalmente autorizados a competir como atletas olímpicos independentes porque o seu CON estava suspenso. No entanto, o CON foi restabelecido pouco antes dos Jogos, permitindo aos atletas competir sob sua própria bandeira.[3]

Nanquim 2014[editar | editar código-fonte]

Sóchi 2014[editar | editar código-fonte]

Com a suspensão do Comitê Olímpico Nacional da Índia em dezembro de 2012,[4] três atletas indianos foram autorizados a competir de maneira independente nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sóchi.[5]

As novas eleições para a Associação Olímpica da Índia foram realizadas a 9 de fevereiro de 2014, dois dias depois da cerimônia de abertura, o que não daria para suspender a punição em tempo hábil.[5] Em 11 de fevereiro o COI reconheceu como o novo presidente da AOI, Narayna Ramachandran da Federação Internacional de Squash, e suspendeu a punição ao CON da Índia. Com isso os atletas que ainda não competiram foram autorizados a representar a bandeira indiana. Pela primeira vez na história um Comitê Olímpico Nacional foi restabelecido durante os Jogos Olímpicos.[6]

Apenas o luger Shiva Keshavan chegou a competir como "Participante Olímpico Independente" nos dias 8 e 9 de fevereiro.

Rio 2016[editar | editar código-fonte]

Em 2016, uma equipe de Atletas Olímpicos Refugiados, constituída de 10 atletas refugiados em outros países, competirá sob a bandeira olímpica e o código ROA.[7][8]

Nessa edição, também ocorreu as primeiras medalhas da história de um atleta independente, com os kuwaitianos Fehaid Aldeehani e Abdullah Alrashidi ambos no tiro esportivo e conquistado ouro e bronze, respectivamente.

Referências

  1. «Curtain comes down on 123rd IOC Session». COI. 9 de julho de 2011. Consultado em 21 de agosto de 2012. 
  2. «IOC Executive Board meets ahead of London Games». COI. 21 de julho de 2012. Consultado em 21 de agosto de 2012. 
  3. «All 204 NOCs to compete in London». COI. 16 de julho de 2012. Consultado em 21 de agosto de 2012. 
  4. «IOC bans India from Olympics». CBC Sports. 4 de dezembro de 2012. Consultado em 19 de janeiro de 2014. 
  5. a b «Sochi Games: Four Indian skiers to go as independent athletes». Zee News. 31 de dezembro de 2013. Consultado em 19 de janeiro de 2014. 
  6. «International Olympic Committee reinstates India at Sochi after ban» (em inglês). CNN. 11 de fevereiro de 2014. Consultado em 13 de fevereiro de 2014. 
  7. Associated Press (20 de março de 2016). «Refugee team forming for Rio 2016 Olympics: ‘We want to send a message of hope’». The National (UAE). Consultado em 27 de abril 2016. 
  8. «Refugee Olympic Team to Shine Spotlight On Worldwide Refugee Crisis». Comitê Olímpico Internacional. 3 de junho de 2016. Consultado em 3 de junho de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]