Vírus da zica

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Como ler uma caixa taxonómicaVírus da zica
(em inglês, Zika virus)
Micrografia eletrônica do vírus Zika. As partículas virais têm uns 40 nm de diâmetro, com um núcleo denso e cápsula exterior. (fonte: CDC)

Micrografia eletrônica do vírus Zika. As partículas virais têm uns 40 nm de diâmetro, com um núcleo denso e cápsula exterior. (fonte: CDC)
Classificação científica
Grupo: Grupo IV ((+)ssRNA)
Família: Flaviviridae
Género: Flavivirus
Espécie: Zika virus

O vírus da zica [1][2][3][4][5][6] ou vírus da zika[7][8][9][10] ou, ainda, vírus de Zika[11] (em inglês, Zika virus; abreviatura: ZIKV[12]) é um vírus do gênero Flavivirus. Em humanos, transmitido através da picada do mosquito Aedes aegypti, causa a doença também conhecida como zika[1][2][13][4][3][14] — que embora raramente acarrete complicações para seu portador, apresenta indícios de poder causar microcefalia congênita (quando adquirido por gestante, podendo prejudicar o feto em alguns casos).[9][15][16]

O nome Zika tem sua origem na floresta de Zika, perto de Entebbe, capital da República de Uganda, onde o vírus foi isolado pela primeira vez em 1947. É relacionado aos vírus da dengue, da febre amarela e encefalite do Nilo, os quais igualmente fazem parte da família Flaviviridae.[17]

Atualmente, a América Latina vem enfrentando um surto de vírus da zica. Suspeita-se que a entrada do vírus no Brasil tenha se dado durante a Copa do Mundo de 2014, quando o país recebeu turistas de várias partes do mundo, inclusive de áreas tropicais atingidas de forma mais intensa pelo vírus, como a África — onde surgiu — e a Polinésia Francesa na Oceania. No primeiro semestre de 2015, já havia casos confirmados em estados de todas as regiões do país. Com sintomas mais brandos que os da dengue e os da febre chikungunya (doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti), a zica chegou a ser inicialmente ignorada pelas autoridades de saúde; porém há evidências de que a infecção pelo vírus da zica está associada a casos mais graves, como microcefalia congênita e síndrome de Guillain-Barré, que, embora continuem sendo condições raras, aumentaram de maneira incomum no país no ano de 2015.[9][15][16][18]

Outras doenças podem provocar problemas na formação do feto, sobretudo se adquiridas pela gestante nos três primeiros meses de gestação. Rubéola, toxoplasmose, sífilis e infecções causadas pelo citomegalovírus são as principais causas da microcefalia. Existem também outras causas, como o uso de drogas, consumo excessivo de álcool e exposição a produtos químicos. A microcefalia pode ocorrer em decorrência de todas elas. Existem ainda poucos casos comprovados cientificamente da relação entre o zika e a microcefalia. Por enquanto, há muitos casos inferidos (sintomas similares aos do zika, mas sem comprovação por teste de material genético).[19]

Embora a dengue e a chikungunya sejam também febres causadas por um arbovírus, como a zika, nunca se estabeleceu (de acordo com a OMS) nenhuma relação entre a infecção por essas doenças e o nascimento de bebês com microcefalia congênita. [19]

Virologia[editar | editar código-fonte]

Aedes aegypti
Vídeo sobre o vírus Zika (legendas em português)

Junto com outros vírus da família, o vírus da zica é envelopado e icosaedral com um genoma de RNA não segmentado, de cadeia simples e senso positivo. É mais próximo ao vírus Spondweni e é um dos dois vírus do clado do Spondweni.[20] 

O vírus foi isolado pela primeira vez em 1947 por pesquisadores da Fundação Rockefeller (Dr. Jordi Casals),[21] de um macaco reso (Macaca mulatta), capturado na floresta de Zika, em Entebbe, Uganda, e foi isolado pela primeira vez em humanos em 1968, na Nigéria. De 1951 a 1981, evidências de infecção humana foram reportadas em outras nações africanas como Uganda, Tanzânia, Egito, República Centro-Africana, Serra Leoa e Gabão, assim como em partes da Ásia incluindo Índia, Paquistão, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Indonésia[22] É transmitida por mosquitos e foi isolado de um número de espécies do gênero Aedes - Aedes aegypti, Aedes africanus, Aedes apicoargenteus, Aedes furcifer, Aedes luteocephalus e Aedes vitattus. Estudos mostram que o período de incubação extrínseca em mosquitos é de cerca de 10 dias.[22] Os hospedeiros vertebrados do vírus incluem macacos e humanos.[carece de fontes?]

Acredita-se que patogênese do vírus consista inicialmente em infectar células dendríticas próximas ao lugar de inoculação, e então espalham-se pelos nódulos linfáticos e na corrente sanguínea.[20] Em termos de replicação, os flavivírus tendem geralmente a se replicarem no citoplasma, mas os antígenos do vírus Zika foram encontrados em núcleos de células infectadas.[carece de fontes?]

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Febre Zika
Principais sintomas da febre Zika
Erupções cutâneas num braço devido ao vírus Zika.

Aproximadamente 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas. Nos casos em que há manifestação de sintomas, eles costumam incluir dores de cabeça leves, febre baixa, mal estar, dores leves nas articulações, conjuntivite, coceira e exantema maculopapular (erupção cutânea que não se eleva acima da superfície da pele), que, no geral, desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias.[8]

O primeiro caso bem documentado do vírus da zica foi em 1964, começando com uma leve dor de cabeça que progrediu para um exantema maculopapular, febre e dor nas costas. Com dois dias, a erupção começou a desaparecer, e com 3 dias, a febre desapareceu com apenas a erupção permanecendo.[23]

Não existe tratamento específico ou vacina para a infecção pelo vírus da zica. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de paracetamol ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus como o vírus da dengue.[8]

Microcefalia[editar | editar código-fonte]

Ilustração de um bebê com microcefalia (à esquerda) e outro com tamanho da cabeça normal.

Dados recentes sugerem que recém-nascidos de mães que contraíram o vírus da zica durante a gestação estão sob risco de terem microcefalia. Casos da malformação congênita cresceram exponencialmente no Brasil em 2015, ano em que também cresceu o número de infectados pelo vírus da zica.[24][25]

Em Novembro de 2015, o vírus da zica foi isolado em um recém-nascido com microcefalia no estado do Ceará, Brasil. Desde Dezembro de 2015, já existe a suspeita (ainda não provada) de que a infecção pelo zica ultrapassa a placenta e ocasiona microcefalia e danos cerebrais.[26]

Em Janeiro de 2016, um bebê em Oahu, Estados Unidos nasceu com microcefalia, e foi o primeiro caso de dano cerebral causado pelo vírus da zica nos Estados Unidos. O bebê e a mãe testaram positivo para uma cepa do vírus. A mãe provavelmente adquiriu a doença em uma viagem ao Brasil em Maio de 2015 durante os primeiros estágios da gravidez. Apesar da gravidez ter progredido normalmente, a microcefalia do bebê só foi descoberta no nascimento.[27]

Em 20 de Janeiro de 2016, cientistas do estado do Paraná, Brasil, descobriram que o vírus é capaz de penetrar a placenta durante a gravidez. Restos do material genético do vírus da zica foi encontrado numa amostra de tecido da placenta de uma mulher que abortou devido à microcefalia.[28]

As principais causas da microcefalia são rubéola, toxoplasmose, sífilis e infecções causadas pelo citomegalovírus. Existem ainda poucos casos comprovados cientificamente da relação entre o zika e a microcefalia. Por enquanto, há muitos casos inferidos (sintomas similares aos do zika, mas sem comprovação por teste de material genético - PCR). [19]

Embora a dengue e a chikungunya sejam também febres causadas por um arbovírus, como a zika, nunca se estabeleceu (de acordo com a OMS) nenhuma relação entre a infecção por essas doenças e o nascimento de bebês com microcefalia congênita. O Brasil foi o primeiro país do mundo a registrar crescimento de casos de microcefalia, cerca de 150 casos em 2014 para mais de 3800 em 2015. Dos 3800 casos, apenas 134 foram associadas ao vírus zika. [19] A Polinésia Francesa também investigou e notou aumento dos casos de microcefalia após a notificação brasileira.[29]

Pesquisados brasileiros demonstraram que o zika pode infectar células troncos neurais humanas e tem efeitos deletérios em neuroesferas e organóides cerebrais.[30]

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Mapa da distribuição do Aedes aegypti ao redor do mundo (em tons vermelhos)

O primeiro surto da doença fora da África e Sudeste Asiático foi em abril de 2007, na ilha de Yap nos Estados Federados da Micronésia na Oceania. O vírus se caracterizou pelas erupções cutâneas, conjuntivite, e artralgia, e inicialmente se pensou que era dengue. Os vírus chicungunha e do rio Ross também foram tomados como suspeitos.[31] Porém, amostras de soro dos pacientes na fase aguda da doença continham RNA do vírus Zika. A processo infeccioso da febre Zika foi relativamente leve: houve 49 casos confirmados, 59 não confirmados, nenhuma morte ou microcefalia congênita.[32]

O primeiro surto do vírus Zika nas Américas foi confirmado em abril de 2015, no Brasil. Na cidade de Salvador, capital do estado da Bahia, as autoridades de saúde confirmaram que uma doença até então desconhecida que afeta cerca de 500 pacientes com sintomas semelhantes aos da gripe, seguido de exantema e artralgia é realmente um surto em curso da febre Zika, como provado pela técnica de RT-PCR por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia. As autoridades locais ligaram o surto recente ao aumento do fluxo de visitantes estrangeiros motivados pela Copa do Mundo FIFA de 2014, juntamente com a grande população de insetos vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus que habitam a região tropical. O surto segue um padrão semelhante ao também recente surto do vírus chicungunha na mesma região, outra doença até então desconhecida à população local.[33]

O vírus Zika pode ser considerado um patógeno emergente, visto que se espalhou dos Estados Federados da Micronésia pela primeira vez em 2007, para Polinésia Francesa em 2013 e Nova Caledônia em 2014. Até o momento, 1.434 casos de microcefalia em decorrencia da doença já confimados e mais 3.257 em avaliação.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O vírus foi isolado pela primeira vez em 1947 por cientistas que, pesquisando a febre amarela, capturaram um macaco reso na floresta de Zika (zika significando, na língua Luganda, "invadido", no sentido de "vegetação que cresceu demais e tomou conta do lugar"[34]), próximo ao Instituto de Pesquisa Virológica do leste africano, em Entebbe, capital da República de Uganda. A febre se desenvolveu no macaco e os pesquisadores isolaram de seu soro um agente transmissível que foi descrito como Vírus Zika pela primeira vez em 1952. Junto com a descrição do vírus, os cientistas financiados pela Fundação Rockefeller (Dr. Jordi Casals) forneceram o vírus para uma organização que mantém culturas de organismos para laboratórios.[35] O vírus não foi patenteado pela Fundação.[35] Foi subsequentemente isolado num humano na Nigéria em 1954. Da sua descoberta até 2007, casos confirmados de infecção com o vírus Zika na África e Sudeste da Ásia eram raros. Em 2007 porém, uma forte epidemia ocorreu na ilha Yap, Micronésia. Mais recentemente, epidemias ocorreram na Polinésia, ilha da Páscoa, Ilhas Cook e Nova Caledônia.[36]

Transmissão entre humanos[editar | editar código-fonte]

Exantema durante uma infeção por vírus zica

Em 2009, se verificou que o vírus Zika pode ser sexualmente transmitido entre humanos. Professor Brian Foy, biológo universitário da Colorado State University no Laboratório de Doenças Infecciosas e Transmitidas por Artropódes, visitou o Senegal para estudar mosquitos e foi picado em algumas ocasiões na sua pequisa. Alguns dias depois de voltar aos EUA ele ficou doente com febre Zika, mas não sem antes ter relações sexuais com sua esposa. Sua esposa subsequentemente mostrou sinais de infecção com febre Zika,além de extrema sensibilidade à luz. Foy é a primeira pessoa conhecida a ter passado um vírus vindo de insetos a outro ser humano via contato sexual.[37]

Prevenção[editar | editar código-fonte]

As formas conhecidas atualmente para a prevenção contra a Zika são as mesmas da Dengue, isto é, a eliminação do criadouro do mosquito do gênero Aedes - Aedes aegypti, que incluem: destino adequado de lixo, entulho, recicláveis e reutilizáveis para evitar água parada; a limpeza de objetos expostos tais como vasilhames de alimento e água de cães e gatos, evita a deposição de ovos da fêmea do mosquito; utilizar areia em vasos de plantas impede que se formem películas de água parada; usar filtros nos ralos dos banheiros e quintais; utilizar repelentes e vestuários que protejam os membros inferiores (local preferido pela fêmea do mosquito, por ser ricamente vascularizado); evitar abrir janelas ao amanhecer e ao anoitecer; verificar se as calhas do telhado não estão entupidas e se a caixa d'água da casa está bem tampada; fazer vistoria diária nos locais de possíveis criadouros, para que não se tornem focos; acionar a vigilância ambiental de sua cidade, nos casos de criadouros em lotes vizinhos. E ainda, se perceber no ambiente urbano mosquitos tentando picar durante o dia, tente matar, seja com spray inseticida comum, raquete elétrica ou mesmo com um pano. Verifique também dentro do armário de roupas, onde as fêmeas costumam se abrigar. Ao se considerar que a Zica provoca microcefalia orienta-se a população ao uso de métodos contraceptivos em períodos de epidemia.[carece de fontes?]

Mosquitos GM[editar | editar código-fonte]

Uma empresa de biotecnologia britânica chamada Oxitec desenvolveu um método para modificar a estrutura genética do mosquito Aedes aegypti e inaugurou pela primeira vez uma fábrica de mosquitos geneticamente modificados (GM) do Aedes aegypti no Brasil, em julho de 2012 com o objetivo de reduzir “a incidência de dengue”. Cientistas da Oxitec desenvolveram um Aedes aegypti que carrega um gene letal para as larvas, caso elas não se desenvolvem em água com o antibiótico tetraciclina (como é feito na fábrica). A ideia é liberar no ambiente urbano grandes quantidades dos machos desse Aedes aegypti transgênico, para que eles passem esse gene para as fêmeas selvagens. As larvas filhas desse casal não iriam encontrar tetraciclina na água dos criadouros e assim morreriam. A dengue é transmitida pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti, que também espalham o vírus Zika.” Os mosquitos da Oxitec foram os primeiros mosquitos transgênicos liberados para a vida selvagem em Juazeiro do Norte, no Ceará.[38] E segundo o site da organização sem fins lucrativos Gene Watch do Reino Unido, o Panamá rejeitou mosquitos Oxitec, após a realização de um ensaio preliminar. Malásia e Ilhas Cayman também pararam liberações depois de testes preliminares. Os experimentos continuam no Brasil, no entanto, a ANVISA, não autorizou lançamentos comerciais em meio a dúvidas sobre a eficácia e os riscos da tecnologia. Um relatório colocando em dúvida o valor desses mosquitos geneticamente modificados foi publicado pela Gene Watch já em 2010.

Referências

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  2. a b S.A., Priberam Informática,. «Significado / definição de zica no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa». www.priberam.pt. Consultado em 29 de janeiro de 2016 
  3. a b «"Zica" é a doença misteriosa que agride a pele | Dra Verônica». www.draveronica.com.br. Consultado em 11 de julho de 2015 
  4. a b «Zika virus: vírus da zica, em português». DicionarioeGramatica.com. Consultado em 6 de dezembro de 2015 
  5. «Governo do Maranhão confirma primeiro caso de zica vírus». Consultado em 11 de julho de 2015 
  6. «SES afirma que ainda não há casos confirmados de zica e chikungunya em Pernambuco - NE10». ne10.com.br. Consultado em 11 de julho de 2015 
  7. Dicionário Priberam: "zika"
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  9. a b c «Para infectologista, dengue deve ter mais atenção do que Zika». Jornal do Commercio. Consultado em 22 de novembro de 2015 
  10. Bactéria diminui capacidade de Aedes transmitir o vírus da zika. G1, 4 de maio de 2016.
  11. «Vírus de Zika»: «o zika» ou «o zica»?. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, fevereiro de 2016.
  12. História do Vírus ZIKV. Funchal Notícias, 30 de janeiro de 2016.
  13. «Dezesseis casos de febre Zica são confirmados no país». Consultado em 11 de julho de 2015 
  14. «Dezesseis casos de febre Zica são confirmados no país - Notícias - R7 Saúde». noticias.r7.com. Consultado em 11 de julho de 2015 
  15. a b «Zika vírus já foi registrado em 14 estados, segundo Ministério da Saúde». G1. Consultado em 22 de novembro de 2015 
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  38. «Brazil rolls out gm mosquito farms» (em inglês) 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]