Teatro Amazonas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Searchtool.svg
Esta página foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa (desde setembro de 2016). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo.
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde setembro de 2016). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)


Teatro Amazonas
Fachada externa do Teatro Amazonas.
Nomes alternativos Casa de Opera de Manaus
Teatro de Manaus
Tipo Teatro
Arquiteto Celestial Sacardim
Engenheiro Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura
Construção 1882 (134 anos)
Início da construção 1884 (132 anos)
Fim da construção 1896 (120 anos)
Inauguração 31 de dezembro de 1896 (119 anos)
Restauro 1974 (42 anos)[1]
Função inicial Teatro de ópera
Proprietário atual Secretaria de Estado da Cultura do Amazonas
Função atual Teatro de ópera
Atração turística
Centro de eventos
Monumento Histórico
Museu[2].
Visitantes (Não divulgado)
Capacidade 701
Estilos arquitetónicos Exterior
Renascentista
Eclético
Interiores
Style Louis XV
Art nouveau
Promotor Antônio José Fernandes Júnior, em 1881[3]
Dimensões
Altura 92 m
Número de andares 3
Património
Classificação nacional Patrimônio Histórico Nacional[4]
Geografia
País  Brasil
Cidade Manaus, AM
Localidade Avenida Eduardo Ribeiro, Centro
Coordenadas 3° 7' 49.1" S 60° 1' 24.3" O

Teatro Amazonas é um teatro brasileiro localizado no largo de São Sebastião, no centro de Manaus, capital do Amazonas. O teatro, inaugurado em 1896, é a expressão mais significativa da riqueza de Manaus durante o Ciclo da Borracha. A orquestra Amazonas Filarmônica regularmente ensaia e se apresenta em seu interior. Destaca-se também pelo estilo eclético de sua estrutura e os detalhes únicos de sua cúpula, o que o torna um dos monumentos mais conhecidos do Brasil e consequentemente o símbolo mais proeminente de Manaus.

História[editar | editar código-fonte]

O ciclo da borracha converteu cidades amazônicas em prósperos centros econômicos e culturais.

A história do Teatro Amazonas inicia-se em 1881, quando o deputado A. J. Fernandes Júnior apresentou o projeto para a construção de um teatro em alvenaria, na cidade de Manaus. A proposta foi aprovada pela Assembléia Provincial do Amazonas, e começaram as discussões a respeito da construção do prédio. Manaus, que vivia o auge do ciclo da borracha, era uma das mais prósperas cidades do mundo, embalada pela riqueza advinda do látex da seringueira, produto altamente valorizado pelas indústrias europeias e americanas. A cidade necessitava de um lugar onde pudessem se apresentar as companhias de espetáculos estrangeiras e a construção do teatro, assim, era uma exigência da época, assim como existia um casa de ópera na cidade de Belém, o recém-inaugurado Theatro da Paz.

O projeto arquitetônico escolhido foi o de autoria do Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa, em 1883. No entanto, em meio às discussões a respeito do local para a edificação e os custos da obra, a pedra fundamental só foi lançada em 1884. As obras transcorreram de forma lenta e somente no governo de Eduardo Ribeiro, no apogeu do ciclo da borracha, a construção tomou impulso. Foram trazidos arquitetos, construtores, pintores e escultores da Europa para a realização da obra. A decoração interna ficou ao encargo de Crispim do Amaral, com exceção do Salão Nobre, a área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domenico de Angelis. O teatro foi finalmente inaugurado no dia 31 de dezembro de 1896.[5]

"Encontro das Águas", de Crispim do Amaral.

A sala de espetáculos do teatro tem capacidade para 701 pessoas, distribuídas entre a plateia e os três andares de camarotes. No Salão Nobre, com características barrocas, destaca-se a pintura do teto, denominada "A Glorificação das Bellas Artes na Amazônia", de 1899, de autoria de Domenico de Angelis. Destacam-se os ornamentos sobre as colunas do pavimento térreo, com máscaras em homenagem a dramaturgos e compositores clássicos famosos, tais como Ésquilo, Aristófanes, Moliére, Rossini, Mozart, Verdi e outros. Sobre o teto abobadado estão afixadas quatro telas pintadas em Paris pela Casa Carpezot - a mais tradicional da época -, em que são retratadas alegorias à música, à dança, à tragédia e uma homenagem ao grande compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes. Do centro, pende um lustre dourado com cristais, importado de Veneza, que desce até ao nível das cadeiras para a realização de sua manutenção e limpeza.

Destaca-se, ainda na sala de espetáculos, a pintura do pano de boca do palco, de autoria de Crispim do Amaral, que faz referência ao encontro das águas dos rios Negro e Solimões. O teatro possui diversos ambientes, concebidos com diferentes materiais, daí ser considerado um espaço sobremaneira eclético. É, sem dúvida, o mais importante prédio da cidade, não somente pelo seu inestimável valor arquitetônico, mas principalmente pela sua importância histórica, uma prova viva da prosperidade e riqueza vividos na fase áurea da borracha. O teatro é referência para espetáculos regionais, nacionais e internacionais.[carece de fontes?]

Estrutura física[editar | editar código-fonte]

Cúpula[editar | editar código-fonte]

É composta de 36 mil peças de escamas em cerâmica esmaltada e telhas vitrificadas, vindas da Alsácia. Foi adquirida na Casa Koch Frères, em Paris. A pintura ornamental é da autoria de Lourenço Machado. O colorido original, em verde, azul e amarelo é uma analogia à exuberância da bandeira brasileira.

Salão Nobre[editar | editar código-fonte]

É utilizado apenas para visitação, com capacidade para 200 pessoas.

Vista interna do teatro.

Sala de Espetáculos[editar | editar código-fonte]

Tem capacidade para 701 pessoas. A distribuição de lugares é a seguinte:

  • Plateia: 266 poltronas;
  • Frisa: 100 cadeiras distribuídas em 20 frisas;
  • 1.º pavimento: 110 cadeiras distribuídas em 20 camarotes;
  • 2.º Pavimento: 125 cadeiras distribuídas em 25 camarotes;
  • 3.º Pavimento: 100 cadeiras distribuídas em 20 camarotes.

Camarim Cenográfico[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em 2004, na abertura do VIII Festival Amazonas de Ópera, este espaço fica instalado na ala de camarins e foi reconstituído similar aos encontrados no passado, com as paredes forradas de tecido e vários objetos que usavam no final do século XIX, assim como os móveis que fazem parte desde a sua inauguração.

Palco[editar | editar código-fonte]

A boca de cena possui 10,50 metros de largura, 6,40 metros de altura e 11,97 metros de profundidade. O urdimento tem 14 metros de altura. A área útil total é de 123,29 metros quadrados.

Fosso da Orquestra[editar | editar código-fonte]

Altura: 2,30m;

Largura: 11,90m;

Comprimento: 7,20m.

O Teatro Amazonas representa o apogeu do Ciclo da Borracha, bem como a alta sociedade amazonense da época.

Equipamentos:

29 varas cênicas, sendo:

  • 05 varas elétricas
  • 04 varas de luz laterais, sendo 02 de cada lado do “back stage”

Piso de madeira em quarteladas no palco central de 2,00m x 1,00m, não removível.

01 regulador de boca vertical com tomadas para iluminação cênica.

Proscênio ou fosso da orquestra. Possui elevador elétrico com possibilidade de pausa em três níveis: fosso, platéia e palco. Praticáveis, cadeiras e estantes para Orquestra e Coral.

Luz

Som. A ótima acústica do Teatro Amazonas dispensa o uso de amplificadores para espetáculos com instrumentos acústicos, corais, cantos líricos e outros.

  • Panaria
  • Cortinas pretas
  • Bambolinas
  • Ciclorama Branco
  • Cortina de filó
  • Pernas

01 cortina de proscênio em veludo vermelho. 02 panos de boca pintados (originais) Instrumentos:

  • 02 pianos de cauda inteira, marca Steinway and Sons
  • 01 piano meia cauda, marca Steinway and Sons
  • 01 celesta
  • 01 cravo
  • 01 xilofone
  • 01 harpa profissional
  • 01 órgão eletrônico
  • 01 sino sinfônico
  • 01 gongo chinês
  • 01 bumbo gigante sinfônico
  • 02 contra-baixos acústicos
  • 04 tímpanos

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre Monumento é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.