Teatro Amazonas

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Teatro Amazonas
Teatro amazonas.jpg

Fachada do Teatro Amazonas, Manaus, Amazonas.
Estilo dominante Eclético
Construção 1884
Inauguração 31 de dezembro de 1896 (119 anos)
Capacidade 701 pessoas.
Estado de conservação  Amazonas  Brasil
Geografia
Cidade Manaus

Teatro Amazonas é um teatro brasileiro localizado no largo de São Sebastião, no centro de Manaus, capital do Amazonas. O teatro, inaugurado em 1896, é a expressão mais significativa da riqueza de Manaus durante o Ciclo da Borracha. A orquestra Amazonas Filarmônica regularmente ensaia e se apresenta em seu interior. Destaca-se também pelo estilo eclético de sua estrutura e os detalhes únicos de sua cúpula, o que o torna um dos monumentos mais conhecidos do Brasil e consequentemente o símbolo mais proeminente de Manaus.

História[editar | editar código-fonte]

O ciclo da borracha converteu cidades amazônicas em prósperos centros econômicos e culturais.

A história do Teatro Amazonas inicia-se em 1881, quando o deputado A. J. Fernandes Júnior apresentou o projeto para a construção de um teatro em alvenaria, na cidade de Manaus. A proposta foi aprovada pela Assembléia Provincial do Amazonas, e começaram as discussões a respeito da construção do prédio. Manaus, que vivia o auge do ciclo da borracha, era uma das mais prósperas cidades do mundo, embalada pela riqueza advinda do látex da seringueira, produto altamente valorizado pelas indústrias europeias e americanas. A cidade necessitava de um lugar onde pudessem se apresentar as companhias de espetáculos estrangeiras e a construção do teatro, assim, era uma exigência da época, assim como existia um casa de ópera na cidade de Belém, o recém-inaugurado Theatro da Paz.

O projeto arquitetônico escolhido foi o de autoria do Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa, em 1883. No entanto, em meio às discussões a respeito do local para a edificação e os custos da obra, a pedra fundamental só foi lançada em 1884. As obras transcorreram de forma lenta e somente no governo de Eduardo Ribeiro, no apogeu do ciclo da borracha, a construção tomou impulso. Foram trazidos arquitetos, construtores, pintores e escultores da Europa para a realização da obra. A decoração interna ficou ao encargo de Crispim do Amaral, com exceção do Salão Nobre, a área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domenico de Angelis. O teatro foi finalmente inaugurado no dia 31 de dezembro de 1896.[1]

"Encontro das Águas", de Crispim do Amaral.

A sala de espetáculos do teatro tem capacidade para 701 pessoas, distribuídas entre a plateia e os três andares de camarotes. No Salão Nobre, com características barrocas, destaca-se a pintura do teto, denominada "A Glorificação das Bellas Artes na Amazônia", de 1899, de autoria de Domenico de Angelis. Destacam-se os ornamentos sobre as colunas do pavimento térreo, com máscaras em homenagem a dramaturgos e compositores clássicos famosos, tais como Ésquilo, Aristófanes, Moliére, Rossini, Mozart, Verdi e outros. Sobre o teto abobadado estão afixadas quatro telas pintadas em Paris pela Casa Carpezot - a mais tradicional da época -, em que são retratadas alegorias à música, à dança, à tragédia e uma homenagem ao grande compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes. Do centro, pende um lustre dourado com cristais, importado de Veneza, que desce até ao nível das cadeiras para a realização de sua manutenção e limpeza.


Destaca-se, ainda na sala de espetáculos, a pintura do pano de boca do palco, de autoria de Crispim do Amaral, que faz referência ao encontro das águas dos rios Negro e Solimões. O teatro possui diversos ambientes, concebidos com diferentes materiais, daí ser considerado um espaço sobremaneira eclético. É, sem dúvida, o mais importante prédio da cidade, não somente pelo seu inestimável valor arquitetônico, mas principalmente pela sua importância histórica, uma prova viva da prosperidade e riqueza vividos na fase áurea da borracha. O teatro é referência para espetáculos regionais, nacionais e internacionais. Já passaram pelo palco do Teatro Amazonas:White Stripes, Margot Fonteyn, Christoph Schlingensief e Roger Waters

Estrutura física[editar | editar código-fonte]

Cúpula[editar | editar código-fonte]

É composta de 36 mil peças de escamas em cerâmica esmaltada e telhas vitrificadas, vindas da Alsácia. Foi adquirida na Casa Koch Frères, em Paris. A pintura ornamental é da autoria de Lourenço Machado. O colorido original, em verde, azul e amarelo é uma analogia à exuberância da bandeira brasileira.

Salão Nobre[editar | editar código-fonte]

É utilizado apenas para visitação, com capacidade para 200 pessoas.

Vista interna do teatro.

Sala de Espetáculos[editar | editar código-fonte]

Tem capacidade para 701 pessoas. A distribuição de lugares é a seguinte:

  • Plateia: 266 poltronas;
  • Frisa: 100 cadeiras distribuídas em 20 frisas;
  • 1.º pavimento: 110 cadeiras distribuídas em 20 camarotes;
  • 2.º Pavimento: 125 cadeiras distribuídas em 25 camarotes;
  • 3.º Pavimento: 100 cadeiras distribuídas em 20 camarotes.

Camarim Cenográfico[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em 2004, na abertura do VIII Festival Amazonas de Ópera, este espaço fica instalado na ala de camarins e foi reconstituído similar aos encontrados no passado, com as paredes forradas de tecido e vários objetos que usavam no final do século XIX, assim como os móveis que fazem parte desde a sua inauguração.

Palco[editar | editar código-fonte]

A boca de cena possui 10,50 metros de largura, 6,40 metros de altura e 11,97 metros de profundidade. O urdimento tem 14 metros de altura. A área útil total é de 123,29 metros quadrados.

Fosso da Orquestra[editar | editar código-fonte]

Altura: 2,30m;

Largura: 11,90m;

Comprimento: 7,20m.

O Teatro Amazonas representa o apogeu do Ciclo da Borracha, bem como a alta sociedade amazonense da época.

Equipamentos:

29 varas cênicas, sendo:

  • 05 varas elétricas
  • 04 varas de luz laterais, sendo 02 de cada lado do “back stage”

Piso de madeira em quarteladas no palco central de 2,00m x 1,00m, não removível.

01 regulador de boca vertical com tomadas para iluminação cênica.

Proscênio ou fosso da orquestra. Possui elevador elétrico com possibilidade de pausa em três níveis: fosso, platéia e palco. Praticáveis, cadeiras e estantes para Orquestra e Coral.

Luz

Som. A ótima acústica do Teatro Amazonas dispensa o uso de amplificadores para espetáculos com instrumentos acústicos, corais, cantos líricos e outros.

  • Panaria
  • Cortinas pretas
  • Bambolinas
  • Ciclorama Branco
  • Cortina de filó
  • Pernas

01 cortina de proscênio em veludo vermelho. 02 panos de boca pintados (originais) Instrumentos:

  • 02 pianos de cauda inteira, marca Steinway and Sons
  • 01 piano meia cauda, marca Steinway and Sons
  • 01 celesta
  • 01 cravo
  • 01 xilofone
  • 01 harpa profissional
  • 01 órgão eletrônico
  • 01 sino sinfônico
  • 01 gongo chinês
  • 01 bumbo gigante sinfônico
  • 02 contra-baixos acústicos
  • 04 tímpanos

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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