Belle Époque brasileira

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A Rua do Bom Jesus, antiga Rua dos Judeus, antes e depois da reurbanização da cidade do Recife, a maior devastação do patrimônio colonial ocorrida no Brasil. A Belle Époque brasileira foi um período de grandes transformações.

A Belle Époque brasileira (em português, bela época), também conhecida como Belle Époque Tropical e Era Dourada, é a vertente sulamericana do movimento francês Belle Époque (1871-1914), baseado no Impressionismo e no Art Nouveau. Foi um período de cultura cosmopolita, de mudanças nas artes, na cultura, na tecnologia e na política do Brasil, entre 1870 e fevereiro de 1922 — fins do Império até a Semana de Arte Moderna.

A Belle Époque, no Brasil, difere de outros países, seja pela duração, seja pelo avanço tecnológico, que se deu, principalmente, nas regiões mais prósperas do país na época: a região do ciclo da borracha (Amazonas e Pará), a região cafeeira (São Paulo e Minas Gerais) e as três principais cidades coloniais brasileiras (Recife, Rio de Janeiro e Salvador).[1]

História[editar | editar código-fonte]

Belle Époque no Amazonas e no Pará[editar | editar código-fonte]

Teatro Amazonas em Manaus. Inaugurado em 1896, durante a Belle Époque, é considerado como uma das mais belas casas de ópera do mundo.[2] Na direita, o Theatro da Paz, em Belém.
Ver artigo principal: Ciclo da borracha

Financiada pelo látex, a Belle Époque amazônica iniciou-se em 1871. Centrada principalmente nas cidades de Belém (capital do estado do Pará)[3] e Manaus (capital do estado do Amazonas) — chamadas de Paris dos Trópicos[4] ou Paris n’America[5] — período foi marcado por intensiva modernização de ambas as cidades no século XIX, com avanços arquitetônicos em relação a outras capitais brasileiras.

Belém e Manaus estavam na época entre as cidades brasileiras mais desenvolvidas, e entre as mais prósperas do mundo vivendo seu apogeu entre 1890 e 1920 contando com tecnologias que as cidades da regiões do Brasil ainda não possuíam,[6][7][8] através de construções de boulevards, praças, bosques, mercados, política sanitarista, transporte público e iluminação.[3]

Ambas possuíam luz elétrica, água encanada, rede de esgoto, bondes elétricos, avenidas sobre pântanos aterrados. No caso de Belém, surgiram grandes obras arquitetônicas, como o Theatro da Paz, Mercado de São Brás, Mercado Francisco Bolonha, Mercado de Ferro,[9][3] Palácio Antônio Lemos, Cinema Olympia (o mais antigo do Brasil em funcionamento),[8][10] corredores de mangueiras e diversos palacetes residenciais no caso de Belém, construídos em boa parte pelo intendente Antônio Lemos.[3] A construção desse espaço de cultura completava o polígono formado por Palace Bolonha, Grande Hotel, Cine Olympia, o Theatro da Paz, local de reunião da elite de Belém que, elegantemente trajados à moda parisiense, assistiam à inauguração ao som de acordes musicais, num ambiente esplendoroso, refinado e de grande animação. A abertura teve como pano de fundo a Belle Époque, ao final do apogeu econômico propiciado pelo período da borracha e o final da intendência de Antônio Lemos, grande transformador urbanista da cidade.

Manaus foi a primeira capital brasileira a receber energia elétrica.[11] Na foto, bonde elétrico circulando na Avenida Eduardo Ribeiro durante a Belle Époque.

Manaus viveu uma transformação radical: os governantes e comerciantes locais trouxeram da Europa centenas de arquitetos, urbanistas, paisagistas e artistas. A missão deles era executar um ambicioso plano urbanístico, que resultou em uma cidade com perfil arquitetônico de influência europeia. A exploração da borracha financiou a construção de edifícios, bondes elétricos, rede de telefonia, água encanada e um grande porto flutuante.[12] Manaus foi uma das primeiras cidades brasileiras a contar com energia elétrica e serviço de tratamento de água e esgoto.[13] Em 1875 surge o Palacete Provincial, em 1877 a Catedral Metropolitana de Manaus, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa em 1883, a Igreja de São Sebastião em 1888, e a Ponte Benjamin Constant em 1895, com engenharia inglesa. Em 1896, já dotada de energia elétrica,[11] a cidade ganhou o luxuoso Teatro Amazonas, idealizado pela elite manauara, que desejava aproximar Manaus culturalmente da capital francesa, tanto que na época a cidade era apelidada de Paris dos Trópicos.[4] Em 1900, surge o Palácio da Justiça, a Alfândega de Manaus em 1909, a Biblioteca Pública do Amazonas em 1910, o Palácio Rio Negro em 1911, entre outros. Era uma cidade moderna, de padrões europeus, com cerca de 50 mil habitantes na época.[14]

A influência europeia logo apareceu em Manaus e Belém, na arquitetura das construções e no modo de vida, fazendo do final do século XIX e começo do século XX a melhor fase econômica vivida por ambas cidades. A borracha chegou a representar 40% das exportações brasileiras.[15] Belém e Manaus viveram uma era de prosperidade, destacando-se entre as cidades mais ricas do Brasil nessa época, em decorrência de toda a borracha extraída e exportada da Amazônia.[6]

A moeda da borracha era a libra esterlina — moeda do Reino Unido — forma de pagamento pela exportação da borracha pago aos seringalistas, mesma que circulava em Manaus e Belém durante a Belle Époque amazônica.[16]

Belle Époque no Rio de Janeiro e em São Paulo[editar | editar código-fonte]

O Bondinho do Pão de Açúcar foi inaugurado ainda na Belle Époque.

A Belle Époque na região cafeeira reflete o momento áureo que o café traz ao Rio de Janeiro e sobretudo a São Paulo que consegue firmar-se como centro econômico de porte nacional.

No Rio de Janeiro, houve profundas mudanças sociais em sua paisagem urbana. A explosão urbana do final do século XIX fez com que a sua população saltasse de 266 mil a 730 mil habitantes entre 1872 a 1904, devido à chegada na cidade de imigrantes em 1875 (40% da força de trabalho)[17] com a construção da Central do Brasil,[18] de vários soldados da Guerra de Canudos em 1897 sem moradia e, de ex-escravos do Vale do Paraíba com a abolição em 1888 (34% da população era negra ou mestiça),[18] consequentemente inchando sobretudo os cortiços e as favelas que começam a brotar nos morros do centro da cidade (KOK, 2005), criando assim o Morro da Providência em 1897 (primeira favela do Rio de Janeiro).[18] Em 1920, a população do Rio de Janeiro atingiu 1.157.873 segundo o IBGE.[19]

Palácio Monroe, inaugurado em 1904 e demolido em 1976.

Inspirado nas reformas de Haussmann, o Prefeito Pereira Passos procedeu profunda reforma urbana na capital, visando o saneamento, o urbanismo e o embelezamento e conferir ao Rio ares de cidade moderna e cosmopolita. Para aumentar a circulação de ar no centro do Rio, muitas ruas foram alargadas (p.ex., Rua Marechal Floriano) ou abertas (p.ex., Avenida Central), e se desmanchou inclusive o histórico Morro do Castelo, onde Mem de Sá, em 1567, havia refundado a cidade com a instalação da Fortaleza de São Sebastião, a câmara municipal e a cadeia, a casa do governador e os armazéns-gerais. A cidade também ganhou inúmeras linhas de bonde. Em 1908, realizou-se na Urca a Exposição Nacional Comemorativa do 1º Centenário da Abertura dos Portos do Brasil, para a qual foram construídos vários edifícios temporários. A maioria desses edifícios foi derrubada após o término da exposição. Uma exceção foi o prédio do Pavilhão dos Estados, que é atualmente ocupado pelo Museu de Ciências da Terra.

Além disso, outro ponto forte foi a criação de bairros da classe média carioca, como alguns presentes na região do Grande Méier, e outras áreas nobres, como alguns bairros da Zona Sul carioca, como Glória, Catete, Botafogo e Copacabana, cuja ocupação da área se deu definitivamente com a inauguração do Túnel Velho. Também nesse período nasceu um dos cartões postais da cidade, o teleférico do pão de açúcar, em 1912.

Em 1897, José Roberto da Cunha Salles dirige Ancoradouro de Pescadores na Baía de Guanabara, considerado o primeiro filme da história do cinema do Brasil.[20] Um dos maiores símbolos da Belle Époque na cidade foi a inauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1909. Aliás, todo o complexo da Cinelândia — onde está localizado o teatro — é transfigurado sendo acrescido posteriormente com a instalação do Palácio Monroe e vários cinemas (Cine Odeon, Cineac Trianon, Cinema Parisiense, o Império, o Pathé, o Capitólio, o Rex, o Rivoli, o Vitória, o Palácio, o Metro Passeio, o Plaza e o Colonial).

Eliseu Visconti - Painel Central do Foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro - 1916

A nova estética também estimula o remodelamento de tradicionais centros de lazer do Rio como a Casa Cavé e a Confeitaria Colombo, considerada até hoje como um dos dez mais bonitos cafés do mundo,[21] assim como o florescimento de ritmos como o choro e o samba. Para a Exposição Internacional do Centenário da Independência, hotéis sofisticados como o Hotel Copacabana Palace, o Hotel Glória e o Hotel Balneário (o qual ficou mais conhecido posteriormente por abrigar o famoso Cassino da Urca) são inaugurados. Em 7 de setembro de 1929, é inaugurado o Edifício ''A Noite'', o primeiro arranha-céu do Brasil. Como resultado de todas estas transformações da Belle Époque carioca que caracterizaram no ideário coletivo o Rio Antigo, em 1928, o jornalista e escritor maranhense Coelho Neto descreve o Rio de Janeiro em contos como "A Cidade Maravilhosa", apelido este que inspirou a marcha de carnaval de mesmo nome e composta em 1934 por Antônio André de Sá Filho.

Já em São Paulo, durante a República Velha (1889-1930), a cidade industrializa-se e a população salta de ao redor de 70 mil habitantes em 1890 para 240 mil em 1900 a 580 mil em 1920.[22] O auge do período do café é representado pela construção da segunda Estação da Luz (o atual edifício) no fim do século XIX e pela avenida Paulista em 1900, onde se construíram muitas mansões.

O vale do Anhangabaú é ajardinado e a região situada à sua margem esquerda passa a ser conhecida como Centro Novo. A sede do governo paulista é transferida, no início do século XX, do Pátio do Colégio para os Campos Elísios. São Paulo abrigou, em 1922, a Semana de arte moderna que foi um marco na história da arte no Brasil. Em 1929, São Paulo ganha seu primeiro arranha-céu, o Edifício Martinelli.

As modificações realizadas na cidade por Antônio da Silva Prado, o Barão de Duprat e Washington Luís, que governaram de 1899 a 1919, contribuíram para o clima de desenvolvimento da cidade; alguns estudiosos consideram que a cidade inteira foi demolida e reconstruída naquele período.

Com o crescimento industrial da cidade, no século XX, para a qual contribuiu também as dificuldades de acesso às importações durante a Primeira Guerra Mundial, a área urbanizada da cidade passou a aumentar, sendo que alguns bairros residenciais foram construídos em lugares de chácaras. A partir da década de 1920 com a retificação do curso de rio Pinheiros e reversão de suas águas para alimentar a Usina Hidrelétrica Henry Borden, terminaram os alagamentos nas proximidades daquele rio, permitindo que surgisse na zona oeste de São Paulo, loteamentos de alto padrão conhecidos hoje como a "Região dos Jardins". O principal símbolo da Belle Époque paulistana e também brasileira é o Theatro Municipal de São Paulo.

A cidade desenvolveu-se devido a sua localização privilegiada no centro do complexo cafeeiro e também a proximidade ao Porto de Santos. A intensiva imigração para a cidade se destaca principalmente pela diversidade cultural da cidade, muito influenciada por italianos e também mistura de diversas regiões brasileiras, fora os bairros que abrigam colônias de imigrantes, como Liberdade, que abriga a maior colônia Japonesa fora do Japão, e o Bixiga, reduto de imigrantes italianos da cidade.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Theatro Municipal de São Paulo, um dos símbolos da Belle Époque brasileira.

O então nascente regime, a República, desejava inaugurar uma nova era no Brasil, e por isso procurou minimizar tudo que lembrava o Império e a colonização portuguesa. As artes tomaram novos rumos, se aproximando das culturas francesa [23] e italiana.[24] É dessa época a fundação de Belo Horizonte, cidade planejada, e as grandes reformas urbanísticas empregadas no Rio de Janeiro, então Capital Federal, por Pereira Passos e Rodrigues Alves.[25]

O período é caracterizado por forte moralismo e "repressão sexual", ideais de comportamento típicos da era vitoriana. A unidade monetária vigente no Brasil ainda era o réis, um padrão instituído pelos portugueses na época colonial.

Em se tratando de língua portuguesa, as regras ortográficas obedeciam aos ditames do grego e do latim. Esse modo de escrever só acabou com a reforma ortográfica de 1943, em plena Era Vargas, e portanto, bem depois dessa Belle Époque versão "tupiniquim". Farmácia e comércio, por exemplo, eram escritos pharmacia e commercio.

O clima ufanista da época, fazia com que termos de novidades estrangeiras fossem aportuguesados. Um exemplo disso foi com o futebol, então recém chegado ao país, onde tentou-se renomeá-lo de ludopédio, sendo ludo = jogo e pédio = pé (bola no pé).

Primeira Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Brasil na Primeira Guerra Mundial

O Brasil na Primeira Guerra Mundial tinha uma posição respaldada pela Convenção de Haia, mantendo-se inicialmente neutro, buscando não restringir o mercado a seus produtos de exportação, principalmente o café. Foi o único país latino-americano que participou da Primeira Guerra Mundial.

O conflito também afetaria a era em que se passava o Brasil.

Revoltas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lutas e revoluções no Brasil

Durante a Belle Époque também ocorreram duas revoltas:

Revoltas do período[editar | editar código-fonte]

Término[editar | editar código-fonte]

O ex-presidente Rodrigues Alves com a família, 1913.

A Belle Époque brasileira terminou em 1922, com a Semana de Arte Moderna, a fundação do PCB [27] e as rebeliões tenentistas.[28] Mas, a presença dessa cultura não desapareceu de uma só vez, e sim aos poucos, em um processo lento. A sua influência foi sentida até o começo dos anos 30.

Áudio[editar | editar código-fonte]

Discurso do Barão do Rio Branco

"Corta-Jaca", de Chiquinha Gonzaga, uma canção muito popular da época.

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Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Porto do Recife: d'África à des'África. Joaquim Nabuco, Gilberto Freyre e Mário Sette sobre raça e urbanização, no Recife de Belle Époque». UFPE. Consultado em 27 de dezembro de 2019 
  2. «Manaus's opulent Amazon Theatre» (em inglês). The Guardian. 14 de abril de 2015. Consultado em 28 de dezembro de 2019 
  3. a b c d «Exposição mostra prédios em formato digital». Diário Online. 1 de abril de 2014. Consultado em 21 de maio de 2018 
  4. a b Cotta, Carolina (22 de abril de 2015). «A Paris dos Trópicos: conheça os requintados tesouros de Manaus». Correio Braziliense. Consultado em 28 de dezembro de 2019 
  5. Belém, Agência. «Um fragmento da Amazônia no coração de Belém». Agência Belém de Notícias. Consultado em 21 de maio de 2018 
  6. a b Nogueira, André (22 de março de 2019). «Aventuras na História · "Belle Epoque" da Amazônia: Por décadas as capitais do Norte eram as mais desenvolvidas». Aventuras na História. Consultado em 28 de dezembro de 2019 
  7. «Programa de Saneamento Básico da Bacia da Estrada Nova (BR-L1369)». Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID. Avaliação Financeira e Orçamentária do Município de Belém - PA. 5 páginas. 2013. Consultado em 4 de maio de 2016 
  8. a b «Uma viagem no tempo pela Belém da Belle Époque - UFPA». Universidade Federal do Pará - UFPa. 17 de julho de 2013. Consultado em 21 de maio de 2018 
  9. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. «Ver-o-Peso (PA)». Complexo arquitetônico e paisagístico Ver-o-Peso 
  10. «Cine Olympia comemora 103 anos com programação especial em Belém». G1 Pará. Pará. 21 de abril de 2015. Consultado em 10 de outubro de 2017 
  11. a b «Energia elétrica completa 120 anos em Manaus». Amazonas Energia. 3 de novembro de 2016. Consultado em 28 de dezembro de 2019 
  12. «Ciclo da borracha mudou capital». Folha de S.Paulo. 13 de abril de 1998. Consultado em 28 de dezembro de 2019 
  13. Rivera, Karina (30 de janeiro de 2018). «Manaus: uma capital cheia de história para contar». Estadão. Consultado em 28 de dezembro de 2019 
  14. «População nos Censos Demográficos, segundo os municípios das capitais - 1872/2010». IBGE. 2010. Consultado em 28 de dezembro de 2019 
  15. Raimundo, José (24 de outubro de 2011). «Riqueza da borracha levou sofisticação a Manaus». Globo Repórter. Consultado em 24 de janeiro de 2020 
  16. Curado, Adriano (26 de novembro de 2018). «Como o ciclo da Borracha levou prosperidade para o norte do Brasil». R7. Consultado em 28 de dezembro de 2019 
  17. «Entrada de imigrantes». Arquivo Nacional do Ministério da Justiça. 10 de Julho de 2017. Consultado em 28 de maio de 2018 
  18. a b c «Conheça a história da 1ª favela do Rio, criada há quase 120 anos». G1 Rio da Globo Comunicação. 12 de janeiro de 2015. Consultado em 28 de maio de 2018 
  19. «IBGE Censo 2010». IBGE 
  20. Couto, José Geraldo (30 de novembro de 1995). «"Lumière" brasileiro também era médico, bicheiro e dramaturgo». Folha de S. Paulo. Consultado em 13 de maio de 2020 
  21. «Top 10: Most BEAUTIFUL CAFES in the World». UCity Guides. 10 de Julho de 2017. Consultado em 11 de agosto de 2013 
  22. «Moradia Popular Na Cidade De São Paulo (1930-1940) – Projetos e Ambições». Histórica Revista do Arquivo do Estado 
  23. Maria Ignez Barbosa (4 de abril de 2010). «A vida na belle époque carioca». O Estado de S. Paulo 
  24. «A Belle Époque Tropical». PROURB UFRJ. Consultado em 14 de setembro de 2010 
  25. Maria Cecilia Zanon (junho de 2009). «A Sociedade Carioca da Belle Époque nas páginas do Fon-Fon» (PDF). CEDAP UNESP. Consultado em 14 de setembro de 2010 
  26. «Lei da Vacina Obrigatória». Câmara dos Deputados do Brasil. Consultado em 23 de setembro de 2017 
  27. «As diferenças entre PCB e PCdoB». Consultado em 22 de setembro de 2010 
  28. «Belle Époque». Consultado em 14 de setembro de 2010 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]