Bacuri

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Bacuri

Bacuri é uma das frutas mais populares da região norte e dos estados vizinhos à região Amazônica; é muito encontrado no cerrado e em algumas áreas da Mata dos cocais do Maranhão e do Piauí, onde o bacuri é um símbolo da cidade de Teresina. A fruta mede cerca de 10 cm e apresenta uma casca dura e resinosa. Sua polpa é branca, de aroma agradável e sabor intenso.[1]

O bacuri é o fruto do bacurizeiro, que pode ser:

  • Scheelea phalerata, Arecaceae, quando também é chamado acuri', aricuri ou ouricuru.
  • Platonia insignis, Clusiaceae, quando também é chamado landirana. Este fruto é utilizado na fabricação de doces, sorvetes, polpa e seu látex tem uso medicinal. É um fruto imaturo de cor verde, do tipo baga, globoso.

Manteiga de Bacuri[editar | editar código-fonte]

A manteiga de bacuri é um derivado do fruto de propriedade fitoterápicas ultimamente estudada e popularmente difundida no Marajó como sendo um remédio eficaz com diversas finalidades.

Características da manteiga[editar | editar código-fonte]

A composição da manteiga de bacuri tem uma taxa elevada de absorção, devido ao seu elevado nível de tripalmitina (50 a 55%), que penetra rapidamente a pele.

O teor de 5%do ácido graxo palmitoleico, em comparação com os outros óleos que possuem não mais de que 0,5 a 1,5%, qualifica-o como um emoliente da mais alta qualidade e pode ser utilizado com um agente hidratante.[2]

Uso popular do fruto e da manteiga[editar | editar código-fonte]

Nos mercados da cidade de Belém do Pará, o fruto é muito procurado para preparação de doces, bolos, geleias, licores, sucos e sorvetes.

Já a manteiga, é muito utilizada na região do Marajó com a finalidade de ser usada como remédio contra mordidas de aranhas e cobras. Remove manchas da pele, reduz cicatrizes e combate o problema de acne pelo fato de ter propriedades anti-inflamatórias.

A manteiga de bacuri dá um tom dourado à pele e é absorvido rapidamente após a aplicação.

A manteiga também chega a ser conhecida como um "remédio milagroso" contra o reumatismo e artrite.[3]

Especificação da Manteiga virgem de Bacuri[2][editar | editar código-fonte]

Características Unidade Apresentação
Aparência (25Cº) ---- Sólido
Cor ---- Marron
Odor ---- Característico
Índice de acidez mgKOH/g < 15,0
Índice de peroxido 10 meq O2/kg < 10,0
Índice de iodo gI2/100g 50 – 65
Índice de saponificação mgKOH/g 200 - 220
Densidade  25ºC g/ml -
Índice de refração (40°C)  ---- -
Materia insaponificável (bioativos) % 26
Ponto de fusão 35
Manteiga de Bacuri

[2]

Composição ácido graxos do óleo de bacuri
Ácido palmitico 44,2%
Palmitoleico 13,2%
Esteárico 2,3%
Oléico 37,8%
Linoléico 2,5%

[4]


Referências

  1. Bacuri Portal São Francisco.
  2. a b c MORAIS, Luiz Roberto Barbosa. Produção de óleo de duas espécies amazônicas por prensagem: bacuri platonia insignis (mart.) e pracachy pentaclethra macroloba (willd). –Belém: Universidade Federal do Pará, 2005.
  3. (PDF) http://www.scielo.br/pdf/rbf/v24n2/a60v24n2.pdf  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  4. Vanessa Fernandes de Araújo, Andrea Camila Petry, Rosângela Martinez Echeverria, Eric Costa Fernandes e Floriano Pastore Jr. Plantas da Amazônia para Produção Cosmética. Brasília, junho, 2007.

[1]

[2]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Lorenzi, H.; Bacher, L.; Lacerda, M. e Sartori, S.: Frutas brasileiras e exóticas cultivadas (de consumo in natura). Instituto Plantarum, 2834.
  1. MORAIS, Luiz Roberto Barbosa. Produção de óleo de duas espécies amazônicas por prensagem: bacuri platonia insignis (mart.) e pracachy pentaclethra macroloba (willd). –Belém: Universidade Federal do Pará, 2005.
  2. Vanessa Fernandes de Araújo, Andrea Camila Petry, Rosângela Martinez Echeverria, Eric Costa Fernandes e Floriano Pastore Jr. Plantas da Amazônia para Produção Cosmética. Brasília, junho, 2007.