Santa Leopoldina

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Município de Santa Leopoldina
"Filha do Sol e das Águas"
Bandeira de Santa Leopoldina
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Fundação 17 de abril de 1887
Gentílico leopoldinense
Prefeito(a) Romero Endringer[1] (PP)
Localização
Localização de Santa Leopoldina
Localização de Santa Leopoldina no Espírito Santo
Santa Leopoldina está localizado em: Brasil
Santa Leopoldina
Localização de Santa Leopoldina no Brasil
20° 06' 03" S 40° 31' 48" O20° 06' 03" S 40° 31' 48" O
Unidade federativa  Espírito Santo
Mesorregião Central Espírito-santense IBGE/2008 [2]
Microrregião Santa Teresa IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Serra, Cariacica, Domingos Martins, Fundão, Santa Teresa e Santa Maria de Jetibá.
Distância até a capital 47 km
Características geográficas
Área 716,441 km² [3]
População 12 255 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 17,11 hab./km²
Altitude 65 m
Clima tropical (leste) e tropical de altitude (oeste).
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,626 médio PNUD/2010 [5]
PIB R$ 107 934,216 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 8 480,73 IBGE/2008[6]
Página oficial
Prefeitura http://www.santaleopoldina.es.gov.br/
Disambig grey.svg Nota: Para por outros significados de Leopoldina, veja Leopoldina.

Santa Leopoldina é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. A contagem da população em 2007 revela que cerca de 12.349 pessoas residem no município e é conhecida como uma das primeiras colônias do estado. O município é bastante conhecido em literaturas, como no livro O Cannã de Graça Aranha e pelo seus filhos ilustres, como: Jair Amorim, Ubaldo Ramalhete Maia. Por seu grande valor histórico, o município faz parte das rotas turísticas, como a Rota do Imigrante e a Rota Imperial. A cidade é conhecida por ter o melhor carnaval de rua da Região Serrana, cuja cultura preserva o velho carnaval de rua, com fantasias e marchinhas de época.

História[editar | editar código-fonte]

Antes da atual denominação, o município já teve os nomes de Porto do Cachoeiro e Cachoeiro de Santa Leopoldina.

Em 1857 chegaram os primeiros imigrantes: suíços, alemães, tiroleses, dentre outros. Três anos depois, Santa Leopoldina recebe a honrosa visita de D. Pedro II, o imperador do Brasil, que escolheu a colônia para início da viagem ao interior da Província do Espírito Santo. Foi a colônia mais populosa do Brasil, emancipada em 17 de abril de 1887.

Localizado na região serrana do Espírito Santo, no tempos da colonização, iniciada pelo suíços em meados do século XIX e depois pelos tiroleses, pomeranos e principalmente italianos e alemães. A localidade mereceu pormenorizada descrição no romance Canaã (1902), de Graça Aranha, que a intitulou como "filha do sol e das águas". No século XIX a cidade chegou a ser denominada a maior província do estado, ultrapassando até mesmo a capital Vitória, devido as fazendas e a alta produção cafeeira, que eram escoadas pelo Rio Santa Maria até o Porto de Vitória. Esse avanço trouxe ao município modernizações, como: os primeiros carros e pequenos caminhões e também ter a primeira estação de telefonia da província. Em 1919, foi construída a primeira rodovia do estado, denominada Rodovia Bernadino Monteiro, que liga os municípios de Santa Leopoldina à Santa Teresa.

Durante várias décadas Porto do Cachoeiro se manteve como principal pólo comercial na região de montanhas do Espírito Santo, graças à localização estratégica que as margens do Rio Santa Maria garantia, favorecendo o acesso à baía de Vitória. Hoje o município é considerado o maior produtor de gengibre do Brasil, além de hortifrutigranjeiros, banana e verduras. Atualmente, a economia do município é geradas através da agricultura e do comércio.

Casa de colonos no século XIX

A visita de D. Pedro II[editar | editar código-fonte]

Depois de três anos, apesar de todas as dificuldades encontradas, os primeiros imigrantes já tinham o que mostrar a D. Pedro II que visitou a colônia, em 1860. Vencidas as naturais asperezas do início, os colonos já prosperavam no interior. 

O acelerado ritmo de importância que foi assumindo a nova colônia, foi o que motivou a visita de D. Pedro II. Ao escolher aquela colônia como início da viagem ao interior da Província, D. Pedro II estava preparado para ouvir as reclamações dos colonos, pois não lhe era estranho o destino dos imigrantes do Império. Durante todo trajeto, Sua Majestade anotava em seu diário características da região e de seus afazeres.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo de Santa Leopoldina é um forte contribuinte de renda ao município. Denominada como Filha do Sol e das Águas, a cidade possui diversas cachoeiras, com acomodações e lazer, além de possuir excelentes pousadas e vendas de artesanatos. Um dos principais pontos para visitação é o Museu do Colono, localizado no centro da cidade. Com mais de 100 anos de construção, a antiga casa da Família Holzmeister deu lugar ao museu, que preserva os traços do século passado, porcelanas, pinturas, instrumentos musicais e todo um acervo de bens pessoais, além de possuir em seu térreo uma galeria, para exposição de obras. Outro ponto que atrai turistas para a cidade são seus festejos, como o famoso carnaval de rua, que preserva as marchinhas de época, fantasias e a festa de comemoração do aniversário da cidade, realizado em abril. Santa Leopoldina possui suas rotas turísticas, a mais conhecida é a Rota do Imigrante, que organiza anualmente no dia 1º de maio uma caminhada de 29 km, que sai de Santa Leopoldina até Santa Teresa, cujo objetivo é refazer todo o trajeto dos tropeiros.

Museu do Colono[editar | editar código-fonte]

Está localizado numa antiga casa mista da antiga Cachoeiro de Santa Leopoldina e retrata a época do seu apogeu comercial do Porto e suas transações comerciais da época. O acervo é constituído de cerca de 600 peças, destacando-se mobiliários, faianças de várias partes do mundo, opalinas, fotografias, instrumentos musicais, relógios antigos, cujo arranjo reflete os costumes de uma família bem aquinhoada do final do século XIX. A vida social também é representada museograficamente pela decoração e pelo mobiliário de uma casa. Foi o Dr. Luiz Holzmeister o responsável pela organização do Museu do Colono onde se encontram peças, que por si retratam o grau cultural dos imigrantes que aqui aportaram.Foi criado pelo Governador Cristiano Dias Lopes. É um verdadeiro relicário da cultura imperante em Santa Leopoldina.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Santa Leopoldina é um verdadeiro paraíso ecológico[carece de fontes?] com exuberância de várias cachoeiras, fauna e flora e diversidade étnica que conferem à região uma grande potencialidade de turismo, cultura, lazer e prática de esportes radicais. Em sua extensão, o município possui duas usinas hidrelétricas, denominadas Suíça e Rio Bonito, e estão lotadas no Rio Santa Maria, um dos principais rios de abastecimento da Grande Vitória. Além da cultura diversificada, a cidade destaca-se, principalmente, pela grande quantidade de cachoeiras belíssimas, que atraem milhares de turistas todos os anos. As principais são:

  • Cachoeira Parque Véu de Noiva - 9 km da sede
  • Cachoeira Rio do meio - 20 km da sede
  • Cachoeira Gruta da Onça - 4 km da sede
  • Cachoeira das Andorinhas - 8 km da sede
  • Cachoeira Parque Hidro Rural Canto das Águas - 3,5 km da sede
  • Cachoeira Ribeirão dos Pardos - 4 km da sede
  • Cachoeira Fumaça - 3,5 km da sede
  • Cachoeira Tio André - 12 km da sede
  • Cachoeira do Moxafongo - 1 km da sede - Interditada
  • Cachoeira do Recanto - 10 km da sede
  • Cachoeira do Retiro - 5 km da sede
Cachoeira Véu de Noiva

Política[editar | editar código-fonte]

Em 2010 a cidade foi alvo da operação Moeda de Troca da Polícia Federal.[7] A quadrilha era liderada pelo irmão do então prefeito Ronaldo Prudêncio, Aldo Martins Prudêncio.[7] O prefeito, seu irmão e mais dez foram acusados de desviar cerca de 28 milhões de reais da prefeitura.[7] O prefeito foi acusado de corrupção passiva, formação de quadrilha, fraude à licitação, entre outros crimes, [8] e cassado em 26 de abril de 2011[8]. O vice-prefeito, Romero Endringer, assumiu o mandato.[8]

Referências

  1. MONTENEGRO, Mariana (27 de maio de 2011). «Romero toma posse em Santa Leopoldina». A Gazeta. Consultado em 31 de maio de 2011. 
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013. 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  7. a b c Gaspari, Elio (26 de junho de 2015). «As meninas de Santa Leopoldina». Jornal do Globo. Consultado em 3 de junho de 2015. 
  8. a b c Lira, Rodrigo (26 de maio de 2011). «Ronaldo Prudêncio tem mandato de prefeito cassado pela Câmara de Santa Leopoldina». A Gazeta On Line. Consultado em 3 de junho de 2015. 


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