Lista de monarcas do Brasil

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Diversos reis e dois imperadores foram os governantes do Brasil a partir do momento da chegada dos portugueses no ano de 1500 até a instauração de um regime republicano em 1889. Pode-se dividir a lista em três períodos distintos: período de colonização, como parte do Reino de Portugal (1500-1815); período da elevação do Estado do Brasil à condição de reino unido aos reinos de Portugal e Algarves (1815-1822); e o período após a independência, como Império do Brasil (1822-1889).

Durante o processo de colonização do Brasil, desde a chegada dos primeiros navegadores portugueses em 1500, quando reivindicaram a terra para a coroa portuguesa, até a criação do Reino do Brasil, em 1815 quando o laço colonial foi formalmente terminado e substituído por uma união política com os reinos de Portugal e Algarves. Dessa forma, os monarcas de Portugal foram também monarcas do Brasil.

O Reino do Brasil teve dois monarcas durante a época de reino unido: D. Maria I entre 1815 e 1816, e D. João VI de 1816 até 1822.

Como nação independente, o país teve também apenas dois monarcas, formalmente designados como imperadores: D. Pedro I de 1822 a 1831, e D. Pedro II de 1831 até 1889, quando a monarquia foi abolida por um golpe de estado militar e o Brasil virou uma república.

Colonização do Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Colonização do Brasil

Dinastia Avis[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Dinastia de Avis
# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
1 D. Manuel I Portrait of King Manuel I, Belem Collection.JPG 22 de abril de 1500 13 de dezembro de 1521 O Venturoso
2 D. JoãoIII JoaoIII-P.jpg 13 de dezembro de 1521 11 de junho de 1557 O Piedoso
3 D. Sebastião I Retrato de D. Sebastião, c. 1600.png 11 de junho de 1557 4 de agosto de 1578 O Príncipe Desejado
4 D. Henrique I 17- Rei D. Henrique - O Casto.jpg 4 de agosto de 1578 31 de janeiro de 1580 O Casto
O Cardeal-Rei
- Conselho de
Governadores
do Reino de
Portugal
31 de janeiro de 1580 17 de julho de 1580 [1] D. António, Prior do Crato foi aclamado rei de Portugal a 9 de Junho de 1580, em Santarém, pelos seus partidários, opondo-se durante todo o resto da sua vida ao domínio filipino, todavia sem êxito.[2]

Dinastia Habsburgo[editar | editar código-fonte]

Mais informações: Dinastia Habsburgo
# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
5 Filipe I Philip II.jpg 17 de abril de 1581[3] 13 de Setembro de 1598 O Prudente também Filipe II em Espanha (1556-1598)
6 Filipe II Felipe3-Spain.jpg 13 de Setembro de 1598 31 de Março de 1621 O Pio
Filipe III em Espanha (1598-1621)
7 Filipe III Philip IV of Spain.jpg 31 de Março de 1621 1 de Dezembro de 1640 O Grande
O Opressor
Filipe IV em Espanha (1621-1665)

Dinastia de Bragança[editar | editar código-fonte]

Mais informações: Dinastia de Bragança
# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
8 D. João IV JoaoIVPortugal.jpg 15 de Dezembro de 1640 6 de Dezembro de 1656 O Restaurador
9 D. Afonso VI Alfons VI..jpg 6 de Dezembro de 1656 12 de Setembro de 1683 O Vitorioso Regências de Luísa de Gusmão (6 de Dezembro de 165626 de Junho de 1662) e do Infante D. Pedro (23 de Novembro de 166712 de Setembro de 1683)
10 D. Pedro II Peter II of Portugal.jpg 12 de Setembro de 1683 9 de Dezembro de 1706 O Pacífico
11 D. João V John V of Portugal Pompeo Batoni.jpg 1 de Janeiro de 1707 31 de Julho de 1750 O Rei-Sol português, O Magnífico
12 D. José I D. José I de Portugal.jpg 31 de Julho de 1750 24 de Fevereiro de 1777
13 D. Maria I Jcarvalho-dmariaI-mhn.jpg 24 de Fevereiro de 1777 16 de Dezembro de 1815 A Piedosa (em Portugal)
A Louca (no Brasil)
Regência do Príncipe D. João (despacho governativo: 17921799; regente: 15 de Julho de 179920 de Março de 1816)
- D. Pedro III Anônimo - Retrato do rei Dom Pedro III de Portugal - século XVIII.jpg 24 de Fevereiro de 1777 5 de Março de 1786 O Capacidônio
O Edificador
Rei-consorte de D. Maria I

Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves[editar | editar código-fonte]

Dinastia de Bragança[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Dinastia de Bragança
# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
D. Maria I Jcarvalho-dmariaI-mhn.jpg 16 de dezembro de 1815 20 de março de 1816 A Louca (no Brasil)
D. João VI DomJoãoVI-pintordesconhecido.jpg 20 de março de 1816 7 de setembro de 1822 O Clemente Príncipe-Regente de Portugal, Brasil e Algarves (1808-1816; Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1816-1825); Rei de Portugal e dos Algarves e Imperador Titular do Brasil (1825-1826)

Império do Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Império do Brasil

Dinastia de Bragança[editar | editar código-fonte]

# Nome Início do reinado Fim do reinado Cognome(s) Notas
- D. João I do Brasil e VI de Portugal Joao VI Portugal.jpg 29 de agosto de 1825 10 de março de 1826 O Clemente De jure
D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal DpedroI-brasil-full.jpg 12 de Outubro de 1822 7 de Abril de 1831 O Rei-Soldado
O Rei-Imperador
O Libertador
Também Rei de Portugal (26 de Abril de 1826 - 2 de Maio de 1826); regente de Portugal (18311834)
D. Pedro II Pedro II of Brazil 1850.jpg De jure: 7 de Abril de 1831
De facto: 23 de julho de 1840
15 de Novembro de 1889 O Magnânimo Deposto em 15 de novembro de 1889, quando foi instaurado um regime republicano, sendo extinta a monarquia no Brasil.

Titulatura régia[editar | editar código-fonte]

Ao longo da história, o título oficial dos Monarcas do Brasil foi sendo alterado do período colonial até o império. Os monarcas do Brasil tiveram os seguintes títulos:

Colonização do Brasil[editar | editar código-fonte]

Período Título Usado por Motivo
15001580 Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião, D. Henrique, D. António Quando os portugueses pisaram em território brasileiro pela primeira vez esta era a Titulatura régia utilizada pelo então rei de Portugal.
15801640 Pela Graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Aragão, das Duas Sicílias, de Jerusalém, de Portugal, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Sevilha, da Sardenha, de Córdova, da Córsega, de Múrcia, de Jáen, dos Algarves, de Algeciras, de Gibraltar, das Ilhas de Canária, das Índias Orientais e Ocidentais, Ilhas e Terra Firme do Mar-Oceano, Conde de Barcelona, Senhor da Biscaia e de Molina, Duque de Atenas e de Neopátria, Conde de Rossilhão e da Cerdanha, Marquês de Oristano e de Gociano, Arquiduque de Áustria, Duque da Borgonha, do Brabante e de Milão, Conde de Habsburgo, da Flandres e do Tirol, etc. D. Filipe I, D. Filipe II, D. Filipe III Com o domínio filipino, juntam-se os demais títulos dos Áustrias à titulatura portuguesa.
16401815 Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. João IV, D. Afonso VI, D. Pedro II, D. João V, D. José I, D. Maria I (com D. Pedro III) Com a Restauração da Independência (1640), regressa-se ao velho estilo adoptado por D. Manuel I.

Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves[editar | editar código-fonte]

Período Título Usado por Motivo
18151825 Pela Graça de Deus, Rei (ou Rainha) do Reino Unido de Portugal, Brasil e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor(a) da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. Maria I, D. João VI O Brasil é elevado a Reino dentro do Império Português (1815).

Império do Brasil[editar | editar código-fonte]

Período Título Usado por Motivo
182218261889 Por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil D. Pedro I, D. Pedro II O Reino do Brasil se declara independente de Portugal (1822).
18251826 Pela Graça de Deus, Imperador do Brasil, e Rei do Reino Unido de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. João VI Ao reconhecer a independência do Império do Brasil pelo Tratado do Rio de Janeiro, D. João VI passa a usar por carta de lei de 15 de Novembro de 1825, o título de imperador do Brasil, que lhe fora deferido por seu filho D. Pedro I.
1826 Por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc. D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal Durante o seu breve reinado de oito dias, embora mantendo a destrinça entre os dois Estados, o título refletiu a união das duas coroas sobre a cabeça do mesmo dinasta.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Nesse dia 17 de Julho de 1580, em Castro Marim, três dos cinco governadores assinam o reconhecimento de Filipe II como rei de Portugal. Fonte: História de Portugal, sob a direção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 e 562, ISBN 972-33-1084-8
  2. segundo alguns historiadores portugueses, como Joaquim Veríssimo Serrão, D. António terá sido mesmo rei de Portugal, ao menos desde 19 de Junho de 1580, data da sua formal aclamação ao trono pelos seus partidários, em Santarém, até à derrota na batalha de Alcântara, a 25 de Agosto seguinte. Quem nunca o deixou de reconhecer como seu rei, até 1583, foram as populações da Terceira e das demais ilhas de Baixo açorianas, que prosseguiram a guerra e resistiram ao invasor. A maioria dos historiadores não o considera, todavia, um rei português, devido à existência na época de três centros de poder: o de D. António, em Lisboa, o de Filipe II, em Badajoz, e o dos governadores, em Setúbal, assim como pelo facto de quase todos os bispos, grandes e senhores se haverem então passado para Filipe II. Diversamente, o povo aclamou-o em não poucas cidades e vilas do reino, no entanto a resistência popular depressa se esvaeceria. Fontes: História de Portugal, sob a direção de José Mattoso, Editorial Estampa, Terceiro Volume, páginas 561 a 563, ISBN 972-33-1084-8; Dicionário de História de Portugal, coordenado por Joel Serrão, Iniciativas Editoriais, Volume I, páginas 157 a 159.
  3. Filipe II começou logo a exercer o seu poder ainda em 1580, embora apenas parcialmente, pois ainda não dominava todo o território; só em 1581, com as Cortes de Tomar, se tornou Rei de Portugal de jure, e apenas em 1583 conseguiu abafar todos os pontos que ainda eram afeitos ao Prior do Crato.