Lista de golpes de Estado no Brasil

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Lista dos golpes de Estado ocorridos no Brasil desde sua fundação até os dias atuais.[1]

Lista[editar | editar código-fonte]

Além dos citados, o Congresso também foi fechado ou dissolvido outras 14 vezes: 11 por Dom Pedro II e outras três por Castelo Branco (1966), Costa e Silva (1968) e Ernesto Geisel (1977).[2]

Golpe Principal(is) articulador(es), golpista(s) ou beneficiado(s) Principal golpeado Data Observações
Noite da agonia Pedro I do Brasil Assembleia Constituinte 12 de novembro de 1823 Exército invade Palácio Tiradentes, então sede do Congresso. Auto-golpe.
Declaração da Maioridade Pedro II do Brasil Araújo Lima 23 de julho de 1840 Fim do período regencial. Auto-golpe.
Proclamação da República Deodoro da Fonseca Pedro II do Brasil 15 de novembro de 1889 Fim da monarquia no Brasil.
Golpe de Três de Novembro Deodoro da Fonseca Poder Legislativo 3 de novembro de 1891 Fechamento do Congresso e declaração de Estado de Sítio. Auto-golpe.
Revolução de 1930 Getúlio Vargas e Junta Militar de 1930 Washington Luís 24 de outubro de 1930 Impediu a posse de Julio Prestes, que ocorreria em 15 de novembro do mesmo ano. Fechamento de Congresso até 1932.
Golpe do Estado Novo Getúlio Vargas Poder Legislativo 10 de novembro de 1937 Fechamento de Congresso. Autogolpe.
Deposição de Vargas membros das Forças Armadas do Brasil e ministros do Estado Novo como Mourão Filho, Goes Monteiro e Dutra Getulio Vargas 29 de outubro de 1945 Golpe branco.
Golpe de 1964 Castelo Branco e Forças Armadas do Brasil[nota 1] João Goulart 31 de março de 1964 Presidência declarada vaga pelo presidente do Congresso, Auro de Moura Andrade, em 2 de abril, após movimentações militares, intensificadas entre 31 de março e 1º de abril.

Classificação como golpe controversa ou pouca usada ou conhecida na historiografia:

Referências

  1. Quantos golpes de Estado houve no Brasil desde a Independência?
  2. Agência Câmara Notícias (27 de setembro de 2018). «Parlamento brasileiro foi fechado ou dissolvido 18 vezes». Consultado em 19 de maio de 2019 

Notas

  1. Apesar de o sucessor de João Goulart não ter sido Humberto de Alencar Castelo Branco, mas Ranieri Mazzilli, este não foi um participante ativo da articulação nem beneficiado pelas suas consequências, tanto que durante este seu mandato, quem governava de fato era o autodenominado Comando Supremo da Revolução, por sua vez formado por Artur da Costa e Silva, ministro do Exército; Augusto Rademaker Grünewald, ministro da Marinha, e Francisco de Assis Correia de Melo, ministro da Aeronáutica. Golpe "legitimado" por eleição indireta 9 dias depois, com vitória de Castelo.

Ver também[editar | editar código-fonte]