Newton Braga

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Rubem Braga (esquerda) com o irmão Newton Braga (direita) em 1932

Newton Braga (Cachoeiro de Itapemirim, 11 de agosto de 1911Rio de Janeiro, 1 de junho de 1962) foi um jornalista, advogado e poeta brasileiro.[1][2]

Newton Braga é irmão do cronista Rubem Braga[3] e era considerado discípulo de Ribeiro Couto.[4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Sua vida e sua obra[editar | editar código-fonte]

Newton nasce em 1911 na fazenda do Frade, que era administrada por seu pai, no município de Cachoeiro de Itapemirim, cidade sul – capixaba. Seus pais foram Francisco de Carvalho Braga (primeiro prefeito de Cachoeiro de Itapemirim) e d. Rachel Coelho Braga. Fez seus primeiros estudos na cidade natal e completou-os no colégio Pio Americano, na cidade do Rio de Janeiro, tendo como colega Carlos Lacerda. [5]

Em 1929 transfere-se para Belo Horizonte para tratamento de saúde e lá inicia o curso de Direito, formando-se no final do ano de 1931, tendo como colega de curso, Ciro dos Anjos e Tancredo Neves. Paralelamente aos estudos começa a trabalhar nos jornais mineiros dos Diários Associados e escreve seus primeiros poemas com fortes tendências ao modernismo. Assim como o irmão Rubem Braga, Newton faz pequenas contribuições ao jornal da família, fundado em 1928, o Correio do Sul.

Em 1932, em virtude da ausência do pai (falecido em dezembro de 1930) e já formado como bacharel em Direito, retorna para Cachoeiro para cuidar do cartório da família e também advogar. Como advogado exerce a profissão por pouquíssimo tempo, pois neste mesmo ano assumiu como redator chefe do Correio do Sul. Sob seu comando o jornal ganhou identidade local sendo ele o responsável por movimentos cívicos como a criação do ”Dia da Cachoeiro” em 1939.

Aficionado futebolista, Newton participou ativamente de um dos clubes da cidade; o Estrela do Norte, como jogador e também foi presidente da Liga Desportiva de Cachoeiro de Itapemirim.

Paralelamente a todas as atividades em sua cidade natal, também contribuía para a imprensa carioca, com uma coluna de crítica literária e outra de casos e epigramas.

Em 1937 casou-se com Isabel Curcio.

Em 1958, por insistência dos filhos, mudou-se para o Rio de Janeiro. Na cidade carioca trabalhou no Mundo Ilustrado, fazendo revisões para Ibrahim Sued, e trabalhou como redator de publicidade e de jornalismo na TV Tupi. Também foi chefe do Serviço de Relações Públicas da Secretaria de Saúde do Estado e trabalhou na Rádio Ministério da Educação. Nas revistas “Chuviscos”, “Publicidade e Negócios” e “Senhor”, contribuiu com pequenos artigos.

Suas principais obras literárias[editar | editar código-fonte]

Newton teve as seguintes obras publicadas:

  • "Lirismo perdido", Rio de Janeiro: Booklink Editora, 2011. (coletânea de poemas publicados na imprensa capixaba, mineira e carioca, durante mais de 10 anos);
  • "Histórias de Cachoeiro", Rio de Janeiro: Booklink Editora, 2011. (visão panorâmica dos principais aspectos históricos, geográficos, sociais e literários ligados a sua cidade natal);
  • "Cidade do interior", Rio de Janeiro: Booklink Editora, 2011. (contém uma seleção dos casos e epigramas, publicados no "Diário de Notícias", do Rio de Janeiro);
  • "Poesias e Prosa" (volume póstumo, organizado por seu irmão Rubem Braga, incluindo textos e poemas das obras anteriores, além de novos casos e epigramas);
  • Traduziu "Gente da Terra", de Agnes Smegley.

Falecimento e homenagens[editar | editar código-fonte]

Newton Braga faleceu na madrugada de sexta-feira, dia 1° de junho de 1962, aos 51 anos e 9 meses na cidade do Rio de Janeiro.Ao poeta, jornalista e eterno cachoeirense, são inúmeras as homenagens póstumas, e entre elas encontramos o Instituto Newton Braga que cuida da sua obra, assim como no acervo da Casa dos Braga. Na cidade que festeja o “Dia de Cachoeiro” também encontramos a Avenida Newton Braga, uma das principais vias da sua cidade natal, e o grupo escoteiro Newton Braga.

Seu nascimento é comemorado todos os anos em sua cidade natal.[6][7]

Referências

  1. CARVALHO, Marco Antonio de. Rubem Braga – Um Cigano Fazendeiro do Ar: São Paulo, Ed. Globo, 2007. 610p.
  2. Poetas Capixabas (2 de junho de 2007). «Newton Braga». Consultado em 11 de agosto de 2009. Arquivado do original em 6 de março de 2016 
  3. João Baptista Herkenhoff (Aproximadamente 2010). «O poeta e o juiz». Consultado em 20 de novembro de 2017  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. Marco Antonio de Carvalho. Rubem Braga: um cigano fazendeiro do ar. [S.l.: s.n.] p. 146. Consultado em 20 de novembro de 2017 
  5. Secretaria de Fazenda do Espírito Santo. «Jornalismo - Newton Braga». Consultado em 20 de novembro de 2017 
  6. Redação Aqui Notícias (9 de agosto de 2017). «Aniversário do escritor Newton Braga tem programação especial em Cachoeiro». Consultado em 20 de novembro de 2017 
  7. folhavitoria.com.br (3 de Agosto de 2017). «Aniversário do poeta Newton Braga será celebrado em Cachoeiro». Consultado em 20 de novembro de 2017