Bravo! (telenovela)

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Bravo!
Logotipo da novela, destacando Carlos Alberto.
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Romance
Duração 45 minutos
Criador(es) Janete Clair[1][2]
Gilberto Braga[3][4]
País de origem  Brasil
Idioma original (em português)
Produção
Diretor(es) Fábio Sabag[5]
Reynaldo Boury[5]
Elenco Carlos Alberto
Aracy Balabanian
Neuza Amaral
Carlos Eduardo Dolabella
Arlete Salles
Bete Mendes
Cláudio Cavalcanti
Marcelo Picchi
(ver mais)
Tema de abertura "Bravo!" - Orquestra Som Livre[6][7]
Tema de encerramento "Bravo" - Orquestra Som Livre[6]
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Globo
Transmissão original 16 de junho de 1975 - 30 de janeiro de 1976
N.º de episódios 197[5]
Cronologia
Cuca Legal
Anjo Mau
Programas relacionados Pecado Capital
Bravo

Bravo! foi uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 19 horas pela Rede Globo, entre 16 de junho de 1975[5] e 30 de janeiro de 1976[5].

Escrita por Janete Clair[1][2] e Gilberto Braga[3][4] e dirigida por Fábio Sabag e Reynaldo Boury, substituiu Cuca Legal e foi substituída por Anjo Mau, totalizando 197 capítulos[5]. Produzida em preto-e-branco, foi a 16ª "novela das sete" exibida pela emissora.

Teve Carlos Alberto, Aracy Balabanian, Arlete Salles, Cláudio Cavalcanti, Bete Mendes, Marcelo Picchi, Grande Otelo, Heloísa Helena, Ítalo Rossi, Lupe Gigliotti, Luiz Baccelli, Reinaldo Gonzaga, Teresa Cristina Arnaud, Daisy Lúcidi, José Augusto Branco, Neuza Amaral e Carlos Eduardo Dolabella nos papéis principais.

Enredo[editar | editar código-fonte]

O maestro Clóvis Di Lorenzo (Carlos Alberto) é o autor de quatro peças (Romanza, Adagio, Allegro e Fuga) que lhe valeram certo respeito da opinião pública e o status de gênio entre seus pares. Ainda assim, ele é um artista frustrado, que considera seu trabalho medíocre e seu sucesso, uma farsa. Convencido de que as frequentes transmissões de seus concertos por emissoras de televisão são compradas com o dinheiro de sua família, rica e influente, e se julgando bajulado por todos, ele se torna um homem temperamental e solitário. Sua falta de confiança em si mesmo o impede de concluir sua quinta sinfonia, uma obra que ele considera que estará à altura do seu talento e que vai lhe conferir autoafirmação artística[8].

Clóvis mora numa mansão num bairro nobre do Rio de Janeiro, com a mãe, Marta (Lícia Magna), mulher elegante, porém, triste, infeliz e subjugada; o pai, Guido (Apolo Correia), um homem de boa índole e dono da centenária fábrica de tecidos da família; a filha, Lia (Bete Mendes), jovem bonita e voluntariosa, que herdou do pai o gosto pelas artes, faz balé por vocação. Adorada pela família, é uma moça alegre e feliz que vive de forma intensa suas paixões, sempre fulminantes; e, por fim, a irmã mais velha, Fabiana (Neuza Amaral), uma mulher infeliz, que administra os negócios da família e que, com sua exímia persuasão, cativa a todos. Sente inveja de mulheres bonitas e carrega a frustração de não ter filhos. O irmão acabou ocupando esse papel na vida dela. Fabiana o vê como uma propriedade sua e evoca a imagem de Branca, a falecida esposa de Clóvis e mãe de Lia, quando deseja exercer controle sobre ele[9].

Clóvis encontra o estímulo para criar quando conhece Cristina Lemos (Aracy Balabanian), uma jovem ingênua recém-chegada do interior do Paraná para trabalhar na conceituada Editora Tigre, que pertence a Edu Ribas (Carlos Eduardo Dolabella), amigo de infância de Clóvis, um homem excêntrico, cercado por amigos interessados em seu dinheiro, que vive com o avarento tio Santiago (Brandão Filho). Inicialmente, ela começa uma amizade com ele movida pela compaixão: desinformada, pensa que o homem amargurado e culto que conheceu na editora é um escritor fracassado. O maestro vê no equívoco uma oportunidade de se relacionar com alguém que não está interessada em adulá-lo, e os dois engatam um namoro. Com o tempo, Clóvis revela sua verdadeira identidade, e os dois se casam, enfrentando a oposição de Fabiana e Lia[8]. Porém, o casamento não resolve a insegurança e as inquietações de Clóvis, que, de uma hora para outra, resolve desaparecer e levar uma vida anônima, fingindo ser um mendigo. Assim, conhece três pessoas que o ensinam a importância dos sentimentos e valores humanos sobre o status ou a riqueza. São elas: Myrian (Arlete Salles), Malaquias (Grande Otelo) e Maurício (Cláudio Cavalcanti).

Myrian Serpa é a secretária de Edu e que é secretamente apaixonada pelo patrão. Ajudou Cristina quando esta começou a trabalhar na editora, chegando a dividir o apartamento com ela. A educação precária que recebera na infância se reflete em seu comportamento espalhafatoso. Com o objetivo de vencer na vida, casou-se com um homem rico. A morte do marido, no entanto, a deixou desamparada, obrigando-a a entregar a filha, Sheila (Teresa Cristina Arnaud), aos avós paternos a fim de garantir a educação da jovem. Sheila, por sua vez, tornou-se uma jovem mimada, que sente vergonha do comportamento da mãe e é dominada pela avó Eugênia Arantes (Heloísa Helena), uma senhora viúva, arrogante, prepotente e preconceituosa que faz de tudo para piorar a relação entre elas. No final, com a ajuda de Clóvis, mãe e filha se reconciliam e passam a ter uma saudável relação. Além disso, Myrian se casa com Edu.

Malaquias é o motorista de Edu. Divertido e carismático, salva o patrão das situações mais embaraçosas. Mora num sobrado com a atrapalhada cartomante Dona Alcinda (Joyce de Oliveira), a única que sabe do disfarce de Clóvis. Tem o costume de fazer economia com o salário que recebe para poder viajar e morar num lugar melhor. No fim, Malaquias consegue pôr em prática seus sonhos contando com a ajuda financeira do maestro.

E Maurício, jovem pianista que tem pavor de palco. Aos 8 anos foi reconhecido pela crítica como garoto-prodígio, empolgando as mais exigentes plateias. O passado brilhante, no entanto, passou a ser um grande fardo em sua vida, uma vez que crescera e se tornara apenas um bom pianista. Sua mãe, Dalva (Lupe Gigliotti), o martiriza constantemente, pois deseja manter o reconhecimento triunfal do filho. Clóvis passa a viver um tempo em sua casa e o ajuda a se livrar do jugo materno e a se tornar um grande profissional[9].

A experiência adquirida ajuda Clóvis a renovar sua autoconfiança, seu equilíbrio e seu talento. Revigorado, ele reata com Cristina, que, nesse meio tempo, teve um rápido envolvimento com Edu, e é confortado pela família. Por fim, se apresenta no Teatro Municipal do Rio de Janeiro executando o Grand finale, a quinta sinfonia de sua autoria.

Há também a história de Henrique (Marcelo Picchi), conhecido como Rick, jovem líder de uma banda de rock que pretende cursar Astronomia na faculdade. É apaixonado por Lia, mas não pode ficar com ela, por empecilhos arquitetados por Fabiana. Fora criado pelo professor Paes Duarte (Ítalo Rossi), maestro agradável e primeiro mestre de Clóvis, mas tenta de todas as formas provar que é filho de Edu Ribas e que fora abandonado ainda pequeno[9].

Há o drama de Loretta (Daisy Lúcidi), a Lolô, pianista gaúcha e melhor amiga de Clóvis, que vive numa cadeira de rodas[9] e precisa enfrentar o preconceito no meio artístico. Envolve-se com Ronaldo (José Augusto Branco), mais novo que ela, um pianista sedutor.

Outros personagens importantes na trama são: Jorge (Reynaldo Gonzaga), irmão de Branca, a primeira mulher de Clóvis, que é um homem contido, sério e honesto. Seu maior objetivo é decifrar a morte da irmã. Mas, para isso, precisa enfrentar os obstáculos impostos por Fabiana; Alice (Bibi Vogel), jovem empregada da família de Clóvis junto com sua mãe, a governanta Noêmia (Mary Daniel), e que cresceu apaixonada por ele, porém, acaba se envolvendo com Jorge; e Nelson Bávaro (Luiz Baccelli), executivo na fábrica de tecidos da família de Clóvis. É um homem ambicioso e perspicaz que, quase sempre, consegue o que quer, sobretudo com as mulheres. Sabe que Fabiana é apaixonada por ele e usa isso ao seu favor, sendo o único que consegue dominá-la[9].

Elenco[editar | editar código-fonte]

Aracy Balabanian como Cristina Lemos.
Arlete Salles como Myrian Serpa.
Ator[10][11] Personagem[10][11]
Carlos Alberto Clóvis Di Lorenzo
Aracy Balabanian Cristina Lemos
Neuza Amaral Fabiana Di Lorenzo
Carlos Eduardo Dolabella Eduardo Ribas (Edu Ribas)
Arlete Salles Myrian Serpa
Cláudio Cavalcanti Maurício
Bete Mendes Lia Di Lorenzo
Marcelo Picchi Henrique (Rick)
Grande Otelo Malaquias
Lupe Gigliotti Dalva
Ítalo Rossi Professor Paes Duarte
Heloísa Helena Eugênia Arantes
Luiz Baccelli Nelson Bávaro
Daisy Lúcidi Loretta Cardoso (Lolô)
José Augusto Branco Ronaldo
Teresa Cristina Arnaud Sheila Serpa Arantes
Reinaldo Gonzaga Jorge
Bibi Vogel Alice
Brandão Filho Santiago Ribas
Lícia Magna Marta Di Lorenzo
Apolo Correia Guido Di Lorenzo
Joyce de Oliveira Dona Alcinda
Roberto Maya Dr. Sérgio Aguiar
Abel Pêra Frederico Vieira
Mary Daniel Noêmia
Antônio Patiño Detetive Orlando Salgado
Suzy Arruda Lady Mildred / Bete Bochecha
Fernando José Josué
Irma Alvarez Suzy
Paulo Padilha Walter
Arnaldo Weiss Lourival
Monique Lafond Roberta (Betinha)
Ada Chaseliov Ida
Sérgio Fonta Carlos Vieira (Carlinhos)
Elisa Fernandes Ângela

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Em 1975, Janete Clair foi escalada para escrever uma nova novela às 19h, que seria Bravo! - aliás, única novela da autora nesse horário. Este fato a deixou meio desprestigiada por largar o horário das 20h, que a consagrou, para trabalhar em outro que considerava mais leve. Magoada, achava que tinha sido rebaixada e nunca engoliu essa mudança. Porém, como grande telenovelista que era, transformou Bravo! num enorme sucesso de audiência[12].
  • Janete Clair teve de abandonar Bravo! por volta do capítulo 106, quando a telenovela Roque Santeiro foi censurada às vésperas de estrear. Não havia nenhuma sinopse pronta para ir ao ar, e a autora, conhecida pela capacidade de improvisar e criar com prazos curtos, foi convocada para escrever uma trama substituta que aproveitasse o elenco da novela censurada. O texto da novela foi Pecado Capital, um dos seus maiores sucessos na televisão. Confiou ao então iniciante Gilberto Braga escrever os capítulos restantes de Bravo!, com sua supervisão semanal[12][13][14].
  • Fabiana, irmã de Clóvis, sofreu uma cirurgia na trama, e cenas reais de uma operação plástica a que a própria atriz se submeteu na época, efetuadas pelo cirurgião plástico Paulo Barbosa, foram levadas ao ar para dar veracidade ao episódio[14]. Na Casa da Mãe Pobre, Fábio Sabag dirigiu a cena que foi ao ar no capítulo 115, em 27 de outubro de 1975[13]. "Apenas Elizabeth Taylor, em um filme de que não lembro o nome, fez uma cirurgia na realidade como se fosse a própria personagem, diz com orgulho Neuza[12].
  • Carlos Alberto revela por que foi convidado para esse papel: "Eu estava fora da TV há dois anos, mas, como tinha conhecimento de música clássica, a Janete me fez o convite e resolvi voltar." Tanto foi que o ator ensaiou com Júlio Medaglia as marcações de um maestro durante a execução das peças apresentadas na novela, e atuou em todas as cenas sem o auxílio de dublês[12][13][14].
  • Como um concerto, a trama dividiu-se em cinco partes, correspondentes aos movimentos da sinfonia criada pelo protagonista: Romanza, Adagio, Allegro, Fuga e Gran Finale. A mudança de um movimento para outro se fazia com o aparecimento de uma nova partitura no vídeo[8][13].
  • Janete Clair planejava um final trágico para Clóvis Di Lorenzo. Gilberto Braga deu continuidade à sinopse da autora e, no fim, desejou matá-lo. Mas nenhum dos dois conseguiram escapar do melodrama característico das 19h: a produção da Rede Globo, a pedido do público, impôs um final feliz ao maestro[13][14]. Em 1980, Janete declarou: "(...) Bravo! também não teve o sucesso que eu esperava. No entanto, até hoje lembro dessa novela com muita saudade, porque eu lidava com música, que é algo que eu adoro."[13]
  • Bravo! foi adaptada para o Chile em 1989 com o título homônimo.

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Nacional[6][7][editar | editar código-fonte]

Bravo! - Nacional
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 1975
Gênero(s) Vários
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre[7]
Produção Nelson Motta[7]
Júlio Medaglia[7]
João Araújo[7]

Capa: logotipo da novela

N.º Título Música Personagem Duração
1. "Esse Tal de Roque Enrow"   Rita Lee Rick  
2. "Sempre Cantando"   Moraes Moreira Malaquias  
3. "O Amor Contra o Tempo"   Denise Emmer Maurício  
4. "Balada"   Luigi Paolo Clóvis e Cristina  
5. "Um Resto de Sol"   Gérson Conrad e Zezé Motta Locação: Rio de Janeiro  
6. "Bravo!"   Orquestra Som Livre Abertura  
7. "Inteira"   Luli e Lucina Lolô  
8. "Agora Só Falta Você"   Rita Lee Lia  
9. "Nosotros"   Joyce Fabiana  
10. "Montanhês"   Denise Emmer Lia e Maurício  
11. "Dentro de Mim Mora um Anjo"   Sueli Costa Myrian  
12. "Valsa Branca"   Orquestra Som Livre Lolô e Ronaldo  
13. "Piccadilly Rock"   Eduardo Dusek Edu  

Internacional / clássica[6][7][editar | editar código-fonte]

Obs.: O sucesso da trilha sonora internacional/clássica foi tamanho que foram lançadas mais três peças clássicas posteriores: Bravo Volume 2 (1977), Bravo Volume 3 (1979) e Bravo Especial (1985).[6]


Bravo! - Internacional / Clássica
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 1975
Gênero(s) Vários
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre[7]
Produção Nelson Motta[7]
Júlio Medaglia[7]
João Araújo[7]

Capa: orquestra

N.º Título Música Personagem Duração
1. "História de 3 Amores"   Rachmaninoff Clóvis e Cristina  
2. "Adágio da Sonata ao Luar"   Raymond Lefèvre Clóvis  
3. "Terceira Sinfonia Em Fá Maior (3° Movimento)"   Brahms Fabiana  
4. "Minueto Nº9"   Paderewski Professor Paes Duarte  
5. "Noturno Em Mi Bemol Maior (Opus 9 N° 2)"   Chopin / Arthur Rubinstein Edu  
6. "Concerto Para Piano Em Si Bemol Menor"   Tchaikovsky Lia e Maurício  
7. "Ária (Da Suíte em Ré Maior)"   Bach Myrian  
8. "Valsa das Flores"   Tchaikovsky Clóvis  
9. "Pompa e Circunstância"   Edward Elgar / Arthur Fiedler Nélson  
10. "Canto do Cisne Negro"   Villa-Lobos Alice e Jorge  

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Janete Clair - Trabalhos na TV Globo». Memória Globo. Consultado em 3 de fevereiro de 2014 
  2. a b «Janete Clair - Teledramaturgia». Teledramaturgia. Consultado em 3 de fevereiro de 2014 
  3. a b «Gilberto Braga - Trabalhos na TV Globo». Memória Globo. Consultado em 3 de fevereiro de 2014 
  4. a b «Gilberto Braga - Teledramaturgia». Teledramaturgia. Consultado em 3 de fevereiro de 2014 
  5. a b c d e f «Bravo! - Teledramaturgia». Teledramaturgia. Consultado em 3 de fevereiro de 2014 
  6. a b c d e «Bravo! - Trilha Sonora». Teledramaturgia. Consultado em 3 de fevereiro de 2014 
  7. a b c d e f g h i j k «Trilha Sonora de 'Bravo!'». Memória Globo. Consultado em 3 de fevereiro de 2014 
  8. a b c «Bravo! - Trama Principal». Memória Globo. Consultado em 3 de fevereiro de 2014 
  9. a b c d e «Bravo! - Galeria de Personagens». Memória Globo. Consultado em 3 de fevereiro de 2014 
  10. a b «Ficha técnica». Memória Globo. Consultado em 4 de fevereiro de 2014 
  11. a b «Bravo! - Elenco». Teledramaturgia. Consultado em 4 de fevereiro de 2014 
  12. a b c d Paulo Senna. «Bravo! - Nostalgia:O Globo». Consultado em 4 de fevereiro de 2014 
  13. a b c d e f «Bravo! - Bastidores». Teledramaturgia. Consultado em 4 de fevereiro de 2014 
  14. a b c d «Bravo! - Curiosidades». Memória Globo. Consultado em 4 de fevereiro de 2014 


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