Francisco Milani

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Francisco Milani
Nome completo Francisco Ferreira Milani
Nascimento 19 de novembro de 1936
São Paulo, SP
Morte 13 de agosto de 2005 (68 anos)
Rio de Janeiro, RJ
IMDb: (inglês)

Francisco Ferreira Milani (São Paulo, 19 de novembro de 1936Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2005) foi um ator, dublador, humorista e político brasileiro.

Carreira[editar | editar código-fonte]

A carreira artística de Francisco Milani começou cedo, aos 13 anos de idade, quando ele conseguiu seu primeiro emprego em uma rádio no interior de São Paulo.

Em 1959 participou da “TV de Vanguarda” e “TV de Comédia”, na extinta Rede Tupi. Convidado pelo dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho, foi trabalhar no Centro Popular de Cultura, o CPC, na União Nacional dos Estudantes. Perseguido pela ditadura militar, teve que ir embora de São Paulo e a carreira artística ficou interrompida durante oito anos. Virou caminhoneiro, e, na década de 70 viajou para o Rio de Janeiro, onde passou a viver e onde retomou sua vida de artista.

No cinema, Milani participou do clássico Terra em Transe (1967) e, mais recentemente, de O Coronel e o Lobisomem, e do infantil Eliana e o Segredo dos Golfinhos. Sua última participação foi no filme Irma Vap – O Retorno, lançado após a sua morte.

Milani participou de inúmeras novelas, entre elas Selva de Pedra (1972), Elas por Elas (1982), Barriga de Aluguel (1990) e Vamp (1991), todas na Rede Globo. Em 1978, ele fez na Tupi Roda de Fogo, mesmo nome de outra novela da Globo em 1986. Fez trabalhos e minisséries, como Bandidos da Falange, Riacho Doce e Anos Rebeldes, entre outras.

Na década de 80 descobriu-se sua veia de humorista, como o intolerante chefe na série Armação Ilimitada. Trabalhou nos humorísticos Chico Anysio Show e Escolinha do Professor Raimundo. Como diretor, Milani comandou o Viva o Gordo, de Jô Soares, e outros programas humorísticos de Chico Anysio.

Entre seus últimos trabalhos estão o personagem Saraiva, dono do bordão “pergunta idiota, tolerância zero”, no programa humorístico da Globo Zorra Total, e o rabugento tio Juvenal (conhecido também como o "tio mala"), em A Grande Família. Antes disso, viveu também Pedro Pedreira, na Escolinha do Professor Raimundo.

Milani foi também narrador e dublador. Trabalhou para o Fantástico e, entre 1994 e 1997, foi locutor do programa Casseta & Planeta, Urgente!. Na área de dublagem, emprestou sua voz ao protagonista do seriado Magnum (Tom Selleck), entre outros.

Dublagens[editar | editar código-fonte]

  • Antony (Peter Sellers) em "O Pequeno Polegar"
  • Ruff Bennett (Clu Gulager) em "O Jogador"
  • Conde Ordóñez (Raf Vallone) em "El Cid" (Segunda Dublagem)
  • Ambrose Dorset (Alan Ruck) em "O Pequeno Chefe Vermelho"
  • Ancora de Jornalismo (Bruce McGuire) em "Batman" (Primeira Dublagem)
  • Francisco Bernardone de Assis (Bradford Dillman) em "São Francisco de Assis"
  • Sir August de Wynter (Sean Connery) em "Os Vingadores"
  • Captain Esteban (Ron Leibman) em "As Duas Faces de Zorro"
  • Ames Jainchill (Stuart Margolin) em "Desejo de Matar"
  • Franklin M. Hart Jr. (Dabney Coleman) em "Como Eliminar Seu Chefe"
  • Arthur Chipping (Peter O'Toole) em "Adeus, Mr. Chips"
  • Bruce Wayne / Batman (Adam West) em "Batman - O Homem Morcego"
  • Promotor de Justiça (Alexander Knox) em "A Vigésima Quinta Hora"
  • Buckley Dunstan (Don Taylor) em "O Netinho do Papai"
  • Capitão Chaka (Nick Holt) em "Galáctica - Astronave de Combate"
  • Furuhashi (Sandayuu Dokumamushi) (segunda voz) em "Ultraseven"
  • Elliot Garfield (Richard Dreyfuss) em "A Garota Do Adeus"

Política[editar | editar código-fonte]

Interessado pela política, Milani chegou a ser eleito vereador no Rio de Janeiro pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro) nas eleições de 1992. Em 1995, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil, partido pelo qual, no ano 2000, foi candidato derrotado a vice-prefeito na chapa de Benedita da Silva (PT) nas eleições municipais do Rio de Janeiro. O vencedor foi Cesar Maia (PTB). É de sua autoria a lei que criou a Riofilme.

Morte[editar | editar código-fonte]

Pai de três filhos, o ator foi casado por duas vezes, uma delas com a atriz Joana Fomm.

Milani morreu aos 68 anos no Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, no Rio, devido a um edema pulmonar agudo e a uma insuficiência renal aguda, consequências de um câncer retal metastático. O corpo de Milani foi cremado e as suas cinzas, jogadas no mar.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]