Escrava Isaura (1976)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Escrava Isaura
Logotipo da novela.
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Drama
Romance
Duração 40 minutos
Criador(es) Gilberto Braga
Baseado em A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Herval Rossano e Milton Gonçalves
Elenco Lucélia Santos
Rubens de Falco
Edwin Luisi
Léa Garcia
ver mais
Tema de abertura "Retirantes", Dorival Caymmi
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Globo
Transmissão original 11 de outubro de 1976 - 5 de fevereiro de 1977
N.º de episódios 100
Cronologia
O Feijão e o Sonho
À Sombra dos Laranjais
Programas relacionados A Escrava Isaura

Escrava Isaura é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo, no horário das 18 horas, entre 11 de outubro de 1976 e 5 de fevereiro de 1977, em 100 capítulos, substituindo O Feijão e o Sonho e sendo sucedida por À Sombra dos Laranjais.[1] Foi a 10ª "novela das seis" exibida pela emissora.

É uma adaptação do romance A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães, feita pelo novelista Gilberto Braga, com direção de Herval Rossano e Milton Gonçalves.

Contou com Lucélia Santos, Edwin Luisi, Roberto Pirillo, Carlos Duval, Átila Iório, Gilberto Martinho, Léa Garcia e Rubens de Falco nos papéis principais.

Em abril de 2012 foi lançada em DVD pela Globo Marcas. [2]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Órfã desde o nascimento, a escrava branca Isaura (Lucélia Santos) desconhece quem é seu pai. Sabe apenas que a mãe foi uma mulata, mucama da fazenda onde agora reside. Isaura sempre foi amparada por Ester (Beatriz Lyra), sua senhora, que a educou como moça da corte. Sua protetora morre logo no início da trama, e o filho, Leôncio (Rubens de Falco), se torna o administrador dos bens da família. Apaixonado por Isaura e furioso por não ser correspondido, ele se apodera de sua carta de alforria, deixada pela mãe, e aplica castigos cruéis à moça. Isaura também sofre com as intrigas de Rosa (Léa Garcia), uma escrava má e invejosa.

O desejo por liberdade se torna ainda mais premente quando Isaura se apaixona por Tobias (Roberto Pirillo), proprietário de terras vizinhas. O casal tem que enfrentar as perversidades de Leôncio, que se recusa a vender Isaura. O romance acaba tendo um fim trágico quando Leôncio incendeia a cabana onde se encontrava Tobias, desconhecendo que sua própria esposa, Malvina (Norma Blum), também estava lá.

Deprimida com a morte de Tobias, Isaura encontra consolo ao descobrir a identidade de seu pai, Miguel (Átila Iório), que decide comprá-la para lhe dar a sonhada liberdade. Mas Leôncio não aceita vendê-la e lhe impõe castigos cada vez mais cruéis: ela passa a trabalhar na lavoura, além de assumir outros serviços pesados, e chega a ser presa ao tronco.

Isaura acaba fugindo com o pai e um casal de escravos amigos e vai morar em outra cidade, assumindo a identidade de Elvira. Lá, a moça conhece o jovem abolicionista Álvaro (Edwin Luisi). Mas é desmascarada durante uma festa de gala e forçada a voltar para o seu senhor. Completamente falido, o vilão se suicida no final, após ter todos os bens arrendados por Álvaro, inclusive Isaura.[3]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Reprises[editar | editar código-fonte]

Escrava Isaura é a novela mais reapresentada pela Rede Globo, com cinco reprises: A primeira, entre 29 de agosto de 1977 e 16 de janeiro de 1978, às 13h30; a segunda, um compacto de 30 capítulos às 18h entre 17 de dezembro de 1979 e 19 de janeiro de 1980; pela terceira vez no programa TV Mulher a partir de setembro de 1982; a quarta um compacto em 1990 no Festival 25 Anos; a quinta mais um compacto somente para o Distrito Federal em 1985 após o Jornal Nacional, enquanto no restante do país era exibido o horário eleitoral gratuito.

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

  1. Prisioneira - Elizeth Cardoso
  2. Amor Sem Medo - Francis Hime
  3. Retirantes - Dorival Caymmi
  4. Nanã - Orquestra Som Livre
  5. Banzo - Tincoãs
  6. Mãe Preta - Coral Som Livre

Exibição internacional[editar | editar código-fonte]

Foi uma das telenovelas brasileiras mais exibida no mundo, em quase 80 países, entre eles Alemanha, África do Sul, Áustria, Bélgica, Bulgária, China, Coreia, Dinamarca, Gana, Hungria, Indonésia, Islândia, Israel, Itália , Letônia, Líbano, Lituânia, Luxemburgo, Madagáscar, Namíbia, Nigéria, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, Quênia, República Tcheca, Rússia, Singapura, Sri Lanka, Suíça, Turquia, Ucrânia e Moçambique[5], chegando a parar a guerra na Croácia[5], furando a cortina de ferro na Europa[5]. Em Cuba o governo cancelou o racionamento de energia elétrica durante o horário da novela[5].

Em 2012, o Portal Terra (edição peruana) a considerou uma das cinquenta melhores novelas de todos os tempos.[6]

Referências

  1. «A escrava Isaura - 1976». Teledramaturgia. Consultado em 15 de dezembro de 2015 
  2. «Novela A escrava Isaura original é lançada em DVD». F5. 14 de abril de 2012. Consultado em 15 de dezembro de 2015 
  3. «ESCRAVA ISAURA - TRAMA PRINCIPAL». memoriaglobo.globo.com. Consultado em 10 de janeiro de 2017 
  4. «Lucélia Santos não quer falar de 'Escrava Isaura', que faz 35 anos». Redação Rede Globo. 10 de outubro de 2011. Consultado em 10 de outubro de 2011 
  5. a b c d «Bastidores». Teledramaturgia. Consultado em 27 de janeiro de 2013 
  6. «Las 50 mejores telenovelas de todos los tiempos» (em espanhol). Portal Terra. Consultado em 13 de março de 2012 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre telenovelas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.