Grupo TAPA

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Grupo TAPA
Cena de "Camaradagem", do grupo Tapa, eleito melhor espetáculo de 2006 pela APCA
Orientador(es) Eduardo Tolentino de Araújo

Teatro Amador Produções Artísticas (TAPA) é um grupo estável de teatro liderado pelo diretor Eduardo Tolentino , fundado em 1979, no Rio de Janeiro.

A estréia do grupo se deu com o infantil "Apenas um Conto de Fadas", de autoria do próprio Eduardo Tolentino. A esta primeira montagem seguiram-se:

Criações mais consistentes do grupo surgiram a partir de 1983, como:

No ano seguinte, (1985) o TAPA abriu o Festival de Teatro Brasileiro, projeto que se perpetua por muitos anos, através de encenações de grandes autores nacionais, realizando, inicialmente, O Noviço, de Martins Pena; Caiu o Ministério, de França Júnior, este com direção de Celso Lemos; e A Casa de Orates, de Artur Azevedo.

Os êxitos reincidem com O Tempo e os Conways, de J. B. Priestley, ainda em 1985. Sob a direção de Peter Palitszch, debruçam-se sobre Bertolt Brecht, em A Verdadeira Vida de Jonas Wenka, em 1986.

Ainda em 1986, o grupo decidiu transferir-se para São Paulo, ocupando, como sede, o Teatro Aliança Francesa, por quinze anos. A Mandrágora, de Maquiavel, e Solness, o Construtor, de Henrik Ibsen, em 1988, demonstram sua dedicação aos clássicos, e aprimoraram os recursos e a linguagem do conjunto.

Tais procedimentos consolidam-se, em 1989, com as encenações de Sr. de Porqueiral, de Molière, e Nossa Cidade, de Thornton Wilder.

Em 1990, o TAPA realizou uma encenação de peso: As Raposas do Café, incursão grotesca e debochada sobre os primórdios da economia cafeeira, de Celso Luís Paulini e Antônio Bivar. Em 1991, faz sua própria leitura de A Megera Domada, de William Shakespeare; um cabaré lírico sobre poemas e canções de Jaques Prévert em As Portas da Noite, e um espetáculo corrosivo com texto de Plínio Marcos, Querô, uma Reportagem Maldita.

O grupo retoma o teatro realista em 1993, com "Senhora Klein", de Nicholas Wright, e, no ano seguinte, ousa renovar com "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues. Em 1995, encena "Corpo a Corpo", de Oduvaldo Vianna Filho; prestigiam Jorge Andrade, montando "Rasto Atrás"; reencontra o universo carioca em "Do Fundo do Lago Escuro", de Domingos Oliveira; realiza "Navalha na Carne", texto seco e profundo de Plínio Marcos; e "Moço em Estado de Sítio", novamente de Oduvaldo Vianna Filho, em 1997; Aproxima-se da cultura russa com "Ivanov", de Anton Tchekhov; em 1999, além de A Serpente, outro Nelson Rodrigues; então "As Viúvas" reunindo textos curtos de Artur Azevedo e uma adaptação de histórias de Maupassant, intitulado "Contos de Sedução", em 2000.

Em 2001, o conjunto de atores interpreta "Os Órfãos de Jânio", de Millôr Fernandes -montagem que dá o Prêmio Shell de melhor atriz para Clara Carvalho - e pesquisam os autores irlandeses, em "Major Bárbara", de Bernard Shaw, 2001, e "A Importância de Ser Fiel", de Oscar Wilde, protagonizado por Nathália Timberg, em 2002. No mesmo ano, realiza "Executivos", texto do ator, encenador e dramaturgo contemporâneo francês Daniel Besse.

Em 2003, novamente numa parceria com Nathália Timberg, revisita "Melanie Klein", de Nicholas Wright, montagem de Tolentino realizada em 1993.

Seguiram-se então

Com a injeção de recursos públicos em 2007, o Tapa reengatou o namoro com o texto de Anouilh, em que o desejo de um conde por uma jovem de origem simples transborda os limites da "Peça dentro da peça" - o que desperta o ódio da mulher do nobre. "O paralelo com a contemporaneidade se dá sobretudo no retrato da dissolução das relações afetivas, no esfacelamento do amor", aponta Tolentino.

"O Teatro brasileiro ainda é esboço" diz Eduardo Tolentino quando fala da falta de referência com o teatro nacional que temos. Por este motivo o TAPA realiza o projeto "Panorama do Teatro Brasileiro", apresentando peças de dramaturgos brasileiros encenadas por atores do grupo TAPA, mesmo que de outros grupos.

Nesta busca pela referência o grupo promove desde 2007 encontros diários com diferentes grupos de atores profissionais, interessados em discutir rumos para o teatro brasileiro. Estes grupos têm feito uma série de leituras abertas ao público. Das mais recentes a citar: Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams; e O Despertar da Primavera do Alemão expressionista Frank Wedekind.

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