Bom Jesus do Amparo

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Município de Bom Jesus do Amparo
Bandeira indisponível
Brasão de Bom Jesus do Amparo
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Aniversário 12 de dezembro
Fundação 12 de dezembro de 1953
Gentílico bom-jesuense
Lema Amor e paz
Prefeito(a) Dário Ferreira Motta (PSB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Bom Jesus do Amparo
Localização de Bom Jesus do Amparo em Minas Gerais
Bom Jesus do Amparo está localizado em: Brasil
Bom Jesus do Amparo
Localização de Bom Jesus do Amparo no Brasil
19° 42' 14" S 43° 28' 26" O19° 42' 14" S 43° 28' 26" O
Unidade federativa Minas Gerais
Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008 [1]
Microrregião Itabira IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo, Caeté, Nova União e Barão de Cocais
Distância até a capital 67KM km
Características geográficas
Área 195,457 km² [2]
População 16,236 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 0,08 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,711 elevado PNUD/2000 [4]
PIB R$ 32 496,063 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 738,31 IBGE/2008[5]

Bom Jesus do Amparo é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 5.495 habitantes.[3] A principal atividade econômica do município é o agronegócio. É a terra onde nasceu o Cardeal Motta, que foi o primeiro arcebispo de Aparecida, além do violinista, compositor e poeta Mozart Bicalho.

  • História

História[editar | editar código-fonte]

O português Coronel João da Motta Ribeiro, no início do século XIX, estabeleceu-se na região que atualmente constitui o município de Bom Jesus do Amparo. O ciclo do ouro ainda não havia se esgotado e, aos poucos, João da Motta Ribeiro estabeleceu o seu local de trabalho e aglomerou alguns escravos. Em pouco tempo tornou-se um dos cidadãos mais respeitados da região, o que fez com que se casasse com a filha do Capitão João Teixeira Alves, Maria de Jesus Teixeira, de quem herdou uma fazenda. A fazenda pertencente ao coronel João da Motta começou a ser construída em 1800 e foi terminada em 1815. Como era grande a distância entre a propriedade e a freguesia mais próxima, foi construída em suas terras uma capela dedicada ao culto de Nossa Senhora da Conceição, com os santos e púlpitos pintados em ouro. Com a morte do coronel, em 3 de maio de 1835, a fazenda transferiu-se para seu filho João Pedro Augusto Teixeira da Motta, o qual teve a ideia de edificar uma capela (que posteriormente se tornou Matriz), auxiliado por Manuel da Motta Teixeira, Joaquim Camilo Teixeira da Motta, Pedro Augusto Teixeira da Motta, juntamente com os Teixeira Dias, os Dias Duarte e Antônio Vicente de Oliveira.

O terreno no qual foi edificada a igreja foi adquirido pelo coronel João da Motta Teixeira que o doou à Igreja Matriz, tendo início a construção em 1841 e o término em 1848. Com a construção da Igreja iniciou o aglomerado da freguesia que recebeu o nome de Senhor Bom Jesus do Amparo do Rio São João. Esta se instalou em 1858, de acordo com a lei nº. 898, e em 4 de junho do mesmo ano, passou a pertencer ao município de Santa Bárbara. Anteriormente, em 1842, pertenceu a Caeté. O sustento para o aglomerado de pessoas advinha da fazenda que, somente no eito, tinha 200 homens empregados. Aquela era encimada por três mirantes. Havia na casa muitas dependências reservadas a hóspedes, sala de música, sala de reza, senzala, etc. Ainda existia uma biblioteca que chegou a possuir 3.500 volumes.

Atualmente, a fazenda é tombada pelo IPHAN. Mas ainda na época a família de Motta Ribeiro doou uma porção de terra ao Senhor Bom Jesus, de quem era grande devota. Fizeram, então, vir de Portugal uma imagem do santo adquirida na cidade de Amparo. Por isso adquiriu o primeiro nome citado acima. Ainda hoje a cidade conserva a imagem que se encontra a matriz. Pelo decreto nº 1058 (1944-1948), o distrito foi desmembrado do município de Santa Bárbara, passando a pertencer ao município de Barão de Cocais. Pela lei nº 1039 de 12 de dezembro de 1953, Bom Jesus do Amparo foi elevado à categoria de cidade, desmembrando-se de Barão de Cocais.

As famílias Motta e Ribeiro continuam com diversos membros na cidade. Dentre as várias famílias existentes no município, destaca-se a Nepomuceno, devido ao sobrenome incomum nacionalmente e muito presente no local.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  3. a b «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
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