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Bom Jesus do Amparo

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Bom Jesus do Amparo
Igreja Matriz de Bom Jesus do Amparo
Igreja Matriz de Bom Jesus do Amparo
Igreja Matriz de Bom Jesus do Amparo
Hino
Gentílicobom-jesuense[1]
Localização de Bom Jesus do Amparo em Minas Gerais
Localização de Bom Jesus do Amparo em Minas Gerais
Localização de Bom Jesus do Amparo em Minas Gerais
Bom Jesus do Amparo está localizado em: Brasil
Bom Jesus do Amparo
Localização de Bom Jesus do Amparo no Brasil
Mapa
Mapa de Bom Jesus do Amparo
Coordenadas19° 42′ 14″ S, 43° 28′ 26″ O
PaísBrasil
Unidade federativaMinas Gerais
Região metropolitanaBelo Horizonte
Municípios limítrofesItabira, São Gonçalo do Rio Abaixo, Caeté, Nova União e Barão de Cocais
Distância até a capital76 km[2]
Fundação12 de dezembro de 1953 (72 anos)[3]
Governo
 • Prefeito(a)Wanderlei dos Santos Ribeiro[1][4] (PP, 2025–2028)
Área
 • Total [1]195,611 km²
 • Urbana (IBGE/2019) [1]3,31 km²
População
 • Total (Censo IBGE/2022) [1]5 631 hab.
 • Estimativa (IBGE/2025)5 786 hab.
Densidade28,8 hab./km²
Climatropical de altitude (Cwa)[5]
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
IDH (PNUD/2010) [6]0,683 médio
PIB (IBGE/2023) [7]R$ 178 433,21 mil
 • Per capita (IBGE/2023)R$ 31 687,66
Sítiobomjesusdoamparo.mg.gov.br (Prefeitura)
bomjesusdoamparo.mg.leg.br (Câmara)

Bom Jesus do Amparo é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Pertence ao colar metropolitano de Belo Horizonte, estando situado a cerca de 80 km a nordeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 200 km², sendo que 3 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 5 786 habitantes em 2025.

A principal atividade econômica do município é o agronegócio. É a terra onde nasceu o Cardeal Motta, que foi o primeiro arcebispo de Aparecida, além do violonista, compositor e poeta Mozart Bicalho.

História

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Capela de São Sebastião

O português Coronel João da Motta Ribeiro, no início do século XIX, estabeleceu-se na região que atualmente constitui o município de Bom Jesus do Amparo. O ciclo do ouro ainda não havia se esgotado e, aos poucos, João da Motta Ribeiro estabeleceu o seu local de trabalho e aglomerou alguns escravos. Em pouco tempo tornou-se um dos cidadãos mais respeitados da região, o que fez com que se casasse com a filha do Capitão João Teixeira Alves, Maria de Jesus Teixeira, de quem herdou uma fazenda. A fazenda pertencente ao coronel João da Motta começou a ser construída em 1800 e foi terminada em 1815. Como era grande a distância entre a propriedade e a freguesia mais próxima, foi construída em suas terras uma capela dedicada ao culto de Nossa Senhora da Conceição, com os santos e púlpitos pintados em ouro. Com a morte do coronel, em 3 de maio de 1835, a fazenda transferiu-se para seu filho João Pedro Augusto Teixeira da Motta, o qual teve a ideia de edificar uma capela (que posteriormente se tornou Matriz), auxiliado por Manuel da Motta Teixeira, Joaquim Camilo Teixeira da Motta, Pedro Augusto Teixeira da Motta, juntamente com os Teixeira Dias, os Dias Duarte e Antônio Vicente de Oliveira.

O terreno no qual foi edificada a igreja foi adquirido pelo coronel João da Motta Teixeira que o doou à Igreja Matriz, tendo início a construção em 1841 e o término em 1848. Com a construção da Igreja iniciou o aglomerado da freguesia que recebeu o nome de Senhor Bom Jesus do Amparo do Rio São João. Esta se instalou em 1858, de acordo com a lei nº. 898, e em 4 de junho do mesmo ano, passou a pertencer ao município de Santa Bárbara. Anteriormente, em 1842, pertenceu a Caeté. O sustento para o aglomerado de pessoas advinha da fazenda que, somente no eito, tinha 200 homens empregados. Aquela era encimada por três mirantes. Havia na casa muitas dependências reservadas a hóspedes, sala de música, sala de reza, senzala, etc. Ainda existia uma biblioteca que chegou a possuir 3.500 volumes.

Atualmente, a fazenda é tombada pelo IPHAN. Mas ainda na época a família de Motta Ribeiro doou uma porção de terra ao Senhor Bom Jesus, de quem era grande devota. Fizeram, então, vir de Portugal uma imagem do santo adquirida na cidade de Amparo. Por isso adquiriu o primeiro nome citado acima. Ainda hoje a cidade conserva a imagem que se encontra a matriz. Pelo decreto nº 1058 (1944-1948), o distrito foi desmembrado do município de Santa Bárbara, passando a pertencer ao município de Barão de Cocais. Pela lei nº 1039 de 12 de dezembro de 1953, Bom Jesus do Amparo foi elevado à categoria de cidade, desmembrando-se de Barão de Cocais.

Geografia

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De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[8] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Belo Horizonte e Imediata de Itabira.[9] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Itabira, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.[10]

Ver também

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Referências

  1. a b c d e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Bom Jesus do Amparo». Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2026 
  2. Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG) (2021). «Mapa Rodoviário do Estado de Minas Gerais 2021». Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2024 
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «História - Bom Jesus do Amparo». Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2026 
  4. Douglas Porto e Renata Souza (19 de dezembro de 2024). «Saiba a lista de todos os prefeitos eleitos em Minas Gerais». CNN Brasil. Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2025 
  5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Brasil - Climas». Biblioteca IBGE. Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2013 
  6. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 29 de janeiro de 2020. Arquivado do original (PDF) em 8 de julho de 2014 
  7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2023). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2023». Consultado em 16 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2026 
  8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 29 de janeiro de 2020. Cópia arquivada em 26 de dezembro de 2019 
  9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 29 de janeiro de 2020 
  10. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 29 de janeiro de 2020 

Ligações externas

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