Itambé Laticínios

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Ambox important.svg
Este artigo ou seção parece estar escrito em formato publicitário ou apologético. (desde Agosto de 2010)
Por favor ajude a reescrever este artigo para que possa atingir um ponto de vista neutro, evitando assim conflitos de interesse.
Para casos explícitos de propaganda, em que o título ou todo o conteúdo do artigo seja considerado como um anúncio, considere usar {{ER|6|2=~~~~}}, regra n° 6 da eliminação rápida.
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde Agosto de 2010). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Itambé
Razão social Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda.
Empresa de capital fechado
Slogan O melhor do leite
Indústria Alimentícia
Fundação 1948
Sede Belo Horizonte, MG
Proprietário(s) CCPR
Presidente Alexandre Almeida
Empregados 3,450
Produtos Achocolatado, Coalhada, Doce de leite, Iogurtes, Leite, Leite em pó, Manteiga, Requeijão, Rações entre outros.
Website oficial www.itambe.com.br

A CCPR/Itambé, Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda ou apenas Itambé é uma cooperativa de laticínios com sede em Belo Horizonte. É considerada a maior cooperativa de lácteos do Brasil.[1][2]

A empresa é formada por 31 cooperativas associadas e 8 500 fornecedores, que atuam como compradora de insumos, processadora de matéria-prima e distribuidora de produtos finais[carece de fontes?]. São três unidades de negócios: laticínios, rações e armazéns. Além da atuação nacional, a Itambé exporta para 63 países.

Surgimento e História[editar | editar código-fonte]

Em abril de 1945, o governo do Estado de Minas Gerais, sob o comando de Benedito Valadares, inaugurou a Usina Central de Leite para abastecer a cidade de Belo Horizonte. Localizada na Rua Itambé, a empresa estava vinculada à Secretaria do Estado da Agricultura. Naquela época, o governo distribuía leite para a população, além de receber e processar o produto.

Com fim da Segunda Guerra Mundial, em 1948, o Brasil sofreu escassez generalizada de alimentos e em Minas Gerais não foi diferente. Percebeu-se então que a Usina Central de Leite não supria a necessidade dos belo-horizontinos, sua missão inicial. Para sanar o problema, o secretário de agricultura da época, Américo Renée Gianett, convocou, em uma reunião especial, os produtores de leite e propôs, a todos, a criação de uma cooperativa para assumir os controles operacionais da Usina Central e aumentar a produção de leite.

A partir disso, em 10 de novembro de 1948, representantes de seis cooperativas próximas de Belo Horizonte e cinco produtores rurais se reuniram para constituir a Cooperativa Central de Leite. Iniciou-se ali a CCPL – Cooperativa Central dos Produtores de leite, presidida por Alcides Teixeira França.

Em 1950, a produção de leite já era superior à demanda, fator que possibilitou a fabricação de derivados. No ano seguinte, o crescimento permitiu a aquisição da fábrica em Sete Lagoas. Ainda nesta época, foi criada a marca Itambé, termo tupi que significa "pedra afiada" (através da junção de i'tá, pedra e aim'bé, afiada[3]) e que remete, também, à rua onde a Central se localizava, além de ser uma homenagem ao Pico do Itambé, ponto turístico das cidades Serro e Santo Antônio do Itambé, região mineira conhecida pela produção de queijos.

Em 1957, a CCPL passa a ser denominada Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais, a CCPR/Itambé.

Na década de 1960, houve uma considerável expansão no processamento do leite Itambé. O fato se deu com a montagem da Usina Idio Ferreira Leal, conhecida como Usina do Anel, além da aquisição da Usina da Vaquinha em Contagem. Também nesta década, começou a construção da Usina em Belo Horizonte. Com o crescimento na produção, a Itambé passou a comercializar produtos também para outros estados.

As décadas de 1980 e 1990, foram cruciais para a consolidação da marca. Novas fábricas, novos produtos.

Em 2002, foi acertada, ainda, a participação da CCPR/Itambé na SERLAC, empresa de trading para negócios de exportações e importações.

Em julho de 2011, a Itambé inaugurou, na cidade de Pará de Minas, o Centro de distribuição, com 30 000 000 de reais de investimento e ainda anunciou, para os próximos meses cerca, investimentos de 140 000 000 de reais, dos quais cerca de 80 000 000 serão destinados à ampliação da fábrica na cidade, cuja produção passará de 600 toneladas por dia para mil toneladas diária até 2011. A empresa também estuda a construção de uma fábrica no interior do Ceará, para produção de leite em pó e leite condensado para a Região Nordeste do Brasil.[4]

Em 21 de fevereiro de 2013, a empresa brasileira de alimentos Vigor anunciou a compra de 50% da empresa por R$ 410 Milhões.[5]

Em agosto de 2017, foi adquirida pelo Grupo Lala, juntamente com a aquisição da Vigor. A aquisição marca a entrada da companhia mexicana no mercado brasileiro de laticínios.[6]

Em setembro de 2017, em uma reviravolta, a CCPR anuncia que recomprou os 50% da Itambé que pertenciam a Vigor. Ou seja, o Grupo Lala, não entra na CCPR/Itambé. [7]

Mascote[editar | editar código-fonte]

A história da mascote da Itambé começou em 1968, quando o então presidente, José Pereira Campos Filho, recebeu de presente de Ídio F. Leal, consultor e assessor de equipamentos de laticínios da época, uma vaquinha malhada de feltro. Este presente passou a inspirar as ações institucionais, de mídia, embalagens, de merchandising nos pontos de vendas e em qualquer momento de contato com os consumidores.[8]

Referências

  1. Sistema Mineiro de Inovação - Fonte: Folha de S.Paulo. «Laticínios: Itambé diz não à Friboi e quer a fusão de cinco cooperativas». 23 de fevereiro de 2010 
  2. Maiores empresas de Laticínios no Brasil em 2008, Associação Brasileira dos Produtores de Leite.
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 974.
  4. Estado de Minas. «Itambé vai investir R$ 80 milhões para ampliar fábrica em Pará de Minas». 20 de julho de 2011. Consultado em 20 de julho de 2011. 
  5. http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1234751-vigor-alimentos-compra-50-da-itambe-por-r-410-milhoes.shtml
  6. «Grupo Lala informa que concluiu negociação para a compra da Vigor». epocanegocios.globo.com 
  7. «CCPR APROVA COMPRA DA ITAMBÉ E INICIA UM NOVO CICLO | CCPR Leite». www.ccprleite.com.br. Consultado em 24 de setembro de 2017. 
  8. Itambé 60 Anos (Publicação Institucional), Belo Horizonte, 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]