Greenwashing

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Greenwashing palavra de origem inglesa: green, verde, a cor do movimento ambientalista, e washing, lavagem, no sentido de modificação que visa ocultar ou dissimular algo; em português, "lavagem verde") é um neologismo que indica a injustificada apropriação de virtudes ambientalistas por parte de organizações (empresas, governos, etc.) ou pessoas, mediante o uso de técnicas de marketing e relações públicas. Tal prática tem como objectivo criar uma imagem positiva, diante opinião pública, acerca do grau de responsabilidade ambiental dessas organizações ou pessoas (bem como de suas atividades e seus produtos), ocultando ou desviando a atenção de impactos ambientais negativos por elas gerados.

O Greenwashing é uma ação que empresas realizam para "maquiar" os seus produtos e tentar passar a ideia de que eles são ecoeficientes, ambientalmente corretos, provêm de processos sustentáveis etc.. Assim, Termos como “eco”, “ecológico”, “menos poluente” e “sustentável” coemçam a aparecer nas embalagens e rótulos de diversos produtos, na tentativa de indicar que as empresas são ambientalmente corretas[1]

Essa demanda muitas vezes gera procedimentos incorretos, em que se incluem informações falsas, irrelevantes e confusas, que fazem com que o consumidor tenha ceticismo para com os produtos "verdes" e/ou se mostre confuso quando da escolha ou avaliação de produtos de empresas realmente "verdes" e outras que primam pelas ações do greenwashing. Então além de não ter qualquer contribuição para o meio ambiente, ainda geram desconfianças que afastam os consumidores dos produtos ambientalmente corretos.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo greenwash surge em 1989, em um artigo da revista New Scientist,[2] sendo logo substantivado como greenwashing em 1991,[3] por analogia com brainwashing. [4] O termo se difunde amplamente nos anos 2006 e 2007, [5] [6] paralelamente à difusão do próprio fenômeno.

Sinais de greenwashing[editar | editar código-fonte]

  • Malefícios esquecidos . Ex.: equipamento eletrônico eficiente energeticamente, mas que contenha materiais prejudiciais à saúde e ao meio ambiente;
  • Produtos verdes x empresa suja. Ex: como lâmpadas eficientes feitas em uma fábrica que polui rios;
  • Falsa analogia. Ex.: uso injustificado de cenários naturais para vender produtos ambientalmente inadequados. Ex: veículos poluidores do ar trafegando em florestas preservadas.
  • Falta de clareza. Ex.: uso de expressões vagas, como "ecologicamente amigável" (eco-friendly);
  • Falta de provas. Ex.: xampu, sabão ou detergente que afirma ter certificação ambiental, mas que não se pode confirmar a veracidade.
  • Promessas vagas. Ex.: produtos que se anunciam como 100% naturais, como garantia de segurança, embora muitas substâncias que ocorrem na natureza sejam prejudiciais ou tóxicas, como o arsênio e o formaldeído.
  • Irrelevância. Ex.: ênfase sobre um insignificante atributo que é "verde", quando todos os demais atributos não o são. Ex.: informar que o produto é livre de CFC, substância proibida há vinte anos.
  • Mentira. Ex.: uso de certificados ambientais que parecem ser emitidos por uma entidade reconhecida (EcoLogo, Energy Star etc.) mas que, de fato, não o são.
  • Uso de jargão "científico" e de informações que a maioria das pessoas não é capaz de entender.
  • "Demônios Maquiados" . Ex.: cigarros orgânicos ou pesticidas "ambientalmente amigáveis".[7]

Outras fontes[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Chen, Y.S.., & Chang, C. H . (2013).. . "Greenwash and green trust: The mediation effects of green consumer confusion and green perceived risk". Journal of Business Ethics. 114(3), 489-500.
  2. Aid to disaster', New Scientist, 7 de outubro de 1989.
  3. David Beers e Catherine Capellaro Greenwash!. Mother Jones, março-abril de 1991.
  4. Merriam-Webster Dictionary: "greenwashing"
  5. Le greenwashing ou la séduction entre le dit et le non-dire : études de procédés discursifs. Por Elodie Vargas, 2009,
  6. 6 fois plus de greenwashing en 3 ans, por Frederick Curling, GreenIT, 26 de novembro de 2009
  7. The Greenwash Guide


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