Pinkwashing

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Disambig grey.svg Nota: Para a instrumentalização das mulheres e o feminismo, veja purplewashing.
O rosa tem sido desde a década de 1970 uma cor associada ao ativismo LGBTI.

Pinkwashing (lavagem rosa ou lavagem de imagem rosa) é um empréstimo linguístico (do inglês pink, rosa, e whitewash, branquear ou encobrir) para referir-se, no contexto dos direitos LGBT, à variedade de estratégias políticas e de marketing dirigidas à promoção de instituições, países, pessoas, produtos ou empresas apelando a sua condição de simpatizante LGBT.[1][2]

A expressão é especialmente usada para referir à lavagem de imagem do Estado de Israel que, promovendo a sua população LGBTI, disfarça a violação sistémica dos direitos humanos da população palestiniana.[3][4] Através de projetar a aparência de ser um território gay-friendly, a população LGBTI pode chegar a sentir-se identificada com as posições políticas do Estado (homonacionalismo), participar da islamofobia institucionalizada ao considerar que a população muçulmana é necessariamente homófoba ou ignorar a discriminação sofrida em seu próprio país.[5][6]

O conceito de ''pink washing'' também é contestado e recebe críticas. O ativista LGBT, Christopher McCannell, por exemplo, afirma que acusações de pink washing tentam distrair a atenção das pessoas do mau tratamento que a população LGBT vem recebendo na Cisjordânia e em Gaza.[7] Para o cineasta LGBT, Yair Qedar, acusações de pink washing são mais úteis para a homofobia do que para o diálogo e a para paz.[8] Para Michael Luongo, ganhador do prêmio de jornalismo LGBT, as vozes mais ativas pelos direitos dos gays palestinos vêm dos israelenses. Ele menciona a existência da organização AGUDA de Tel Aviv que acolhe LGBT's perseguidos, incluindo palestinos expulsos de suas comunidades e famílias[9]

O termo foi originalmente criado pela Breast Cancer Action para identificar às empresas que asseguravam apoiar às mulheres com cancro de mama, enquanto em realidade pretendiam obter maiores benefícios e melhorar sua imagem de marca ao incorporar a sua publicidade uma causa benéfica.[10][11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. (em castelhano) Pinkwashing em Venezuela. Público.es. 15 de abril de 2013.
  2. (em castelhano) O pinkwashing da homófoba Cifuentes. Público.es. 26 de agosto de 2015.
  3. (em inglês) Foreign Ministry promoting Gay Israel. The Jerusalem Post. 26 outubro 2006.
  4. (em inglês) Israel's gay propaganda war. The Guardian. 1 julho 2010.
  5. (em inglês) Israel and ‘Pinkwashing’. The New York Times. 22 de novembro de 2011.
  6. (em castelhano) “Pinkwashing” e a lavagem de imagem de Israel. El Quinto Poder. 11 de janeiro de 2014.
  7. «Opinion | West Bank, Gaza no haven for LGBT Palestinians». Washington Blade: Gay News, Politics, LGBT Rights (em inglês). 9 de julho de 2015. Consultado em 29 de agosto de 2019 
  8. Kaufman, David (13 de maio de 2011). «Is Israel Using Gay Rights to Excuse Its Policy on Palestine?». Time (em inglês). ISSN 0040-781X 
  9. «Gay Palestinians caught in the middle of the conflict». Public Radio International (em inglês). Consultado em 29 de agosto de 2019 
  10. (em inglês) Think before you Pink. Breast Cancer Action
  11. (em inglês) Pastel Injustice: The Corporate Use of Pinkwashing for Profit. Environmental Justice. 2011.
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