Olímpia (São Paulo)

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Estância Turística de Olímpia
  Município do Brasil  
Olímpia vista do Thermas dos Laranjais
Olímpia vista do Thermas dos Laranjais
Símbolos
Bandeira de Estância Turística de Olímpia
Bandeira
Brasão de armas de Estância Turística de Olímpia
Brasão de armas
Hino
Lema Sanguinem pro patria dedi
"Eu dei o sangue para o país"
Apelido(s) "Capital Nacional do Folclore"
Gentílico olimpiense
Localização
Localização de Estância Turística de Olímpia em São Paulo
Localização de Estância Turística de Olímpia em São Paulo
Mapa de Estância Turística de Olímpia
Coordenadas 20° 44' 13" S 48° 54' 54" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Municípios limítrofes Guaraci, Barretos, Severínia, Cajobi, Tabapuã, Uchoa, Guapiaçu e Altair
Distância até a capital 435 km[1]
História
Fundação 2 de março de 1903 (118 anos)
Emancipação 7 de dezembro de 1917 (103 anos)
Aniversário 2 de março
Administração
Prefeito(a) Fernando Augusto Cunha (PSD, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2] 802,7 km²
População total (Censo IBGE/2010[2]) 50 024 hab.
Densidade 62,3 hab./km²
Clima Tropical (Aw)
Altitude 506 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,773 alto
PIB (IBGE/2009[4]) R$ 931 039 mil
PIB per capita (IBGE/2009[4]) R$ 18 399,26

Olímpia é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 20º44'14" sul e a uma longitude 48º54'53" oeste, estando a uma altitude de 506 metros. Tem população de 54.037 habitantes e área de 802.7 km² (IBGE/2017).[2] É conhecida popularmente como a "Capital Nacional do Folclore", pelo Festival do Folclore, onde grupos de vários estados do país se reúnem para mostrar danças típicas de suas regiões, e por "Cidade Menina Moça".[5] O município é formado pela sede e pelos distritos de Baguaçu e Ribeiro dos Santos.[6][7] A cidade faz parte da região metropolitana de São José do Rio Preto, interior de São Paulo[8]

História[editar | editar código-fonte]

Período pré-colonial: os primeiros habitantes de Olímpia[editar | editar código-fonte]

Os primeiros indícios da presença humana no território paulista datam entre 11 e 7 mil anos atrás, de acordo com as pesquisas arqueológicas mais recentes.[9][10] No vale do rio Pardo, datações obtidas no sítio Corredeira[11] (localizado no município de Serra Azul) apontam para uma ocupação entre 3.440 ± 40 Antes do Presente e 1.690± 50 Antes do Presente, sendo este um importante eixo de penetração no Planalto Paulista.[12] Essas primeiras populações indígenas eram nômades, estabelecendo pequenos acampamentos em ambientes bastante diversificados, como planícies fluviais e topos de vertente de morros. Subsistiam da caça e coleta, o que demandava uma diversidade de artefatos líticos produzidos pela técnica de lascamento, preferencialmente confeccionados em arenito silicificado, sílex, quartzo, calcedônia, entre outras rochas. Esses vestígios identificados em São Paulo, bem como nos estados da Região Sul, são geralmente associados às tradições tecnológicas Humaitá e Umbu.[13]

A cerca de 2.000 anos atrás, grupos de maior densidade populacional começam a sobrepujar ou integrar as antigas populações caçadoras-coletoras da bacia hidrográfica do rio Grande, introduzindo a agricultura do milho, mandioca e outros cultivares na região. Essas populações também foram pioneiras no uso e produção de cerâmica, novidade tecnológica que facilitava o armazenamento de alimentos.[12] Das diversas tradições tecnológicas ceramistas conhecidas, ao menos três já foram identificadas em sítios arqueológicos localizados em Olímpia: Tupiguarani, Aratu-Sapucaí e Uru.

É o caso do sítio Cemitério Maranata,[14] identificado em 1993 às margens do Ribeirão Olhos d’Água, aonde foram identificadas urnas funerárias associadas às tradições Tupiguarani e Aratu-Sapucaí; do sítio Olímpia IV,[15] aonde foram descobertas ferramentas de pedra e fragmentos de cerâmica Tupiguarani; e sítio Olímpia VII,[16] também composto por instrumentos líticos e fragmentos cerâmicos, embora associados à tradição Uru. Além disso, também foram identificados testemunhos arqueológicos da presença indígena em Olímpia nos sítios Olímpia I,[17] Olímpia II,[18] Olímpia III,[19] Olímpia V,[20] Olímpia VI[21] e Rio Cachoeirinha II.[22]

Essa diversidade de tipos de cerâmica, variando em estilos decorativos, formatos e até processo produtivo, provavelmente indica que a bacia hidrográfica do rio Grande congregava uma grande variedade de culturas ameríndias. Em geral, esses grupos são considerados ancestrais dos atuais povos ameríndios falantes de idiomas dos troncos linguísticos Macro-Jê e Tupi-Guarani.[23] Em períodos mais recentes, já após o início do processo de colonização portuguesa, há registro da presença dos Kayapó entre os rios Grande e Pardo,[24] embora as poucas fontes disponíveis impeçam uma descrição mais detalhada desse cenário demográfico.

A própria palavra “Kayapó” era utilizada por grupos indígenas de origem tupi para definir diferentes povos que habitavam uma vasta área do Brasil Central, não sendo um termo utilizado por estes para se auto-definirem. Outras fontes usam o termo “índios bilreiros” para definir esses grupos, fazendo uma alusão ao tipo de porrete utilizado por estes, usado não só para bater nos inimigos próximos, como também para ser atirado à distância.[25] Sabe-se, contudo, que os primeiros contatos com os portugueses se deram pelas expedições bandeiristas, entre os séculos XVI e XVII, as quais atravessavam o sertão em busca de escravos e jazidas de metais preciosos.[26]

Alguns pesquisadores afirmam que a relação entre os Kayapó e portugueses teria sido amistosa até a primeira metade do século XVIII, com os primeiros inclusive aprisionando e fornecendo índios inimigos para que servissem de mão-de-obra escrava nas vilas e povoados dos colonizadores.[27][25] Com o avanço português em direção aos atuais estados de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, as interações tornaram-se cada vez mais tensas por toda a área da bacia do Rio Grande, utilizada pelos colonos para alcançar as minas de ouro recém-descobertas. São numeroso os relatos históricos que descrevem os Kayapó como guerreiros temíveis, resistindo ferozmente ao avanço lusitano sobre seus territórios.[28] Contudo, as contínuas guerras e a susceptibilidade a doenças trazidas pelos europeus (como a varíola e a gripe), acabaram por diminuir drasticamente a capacidade de resistência das tribos Kayapó. Ao fim do século XVIII, a maior parte dessa população já havia falecido em decorrência dos conflitos e epidemias ou sido expulsa para regiões mais interioranas do Brasil.[29][30]

Século XIX: Origem do município[editar | editar código-fonte]

Apesar da passagem ocasional de expedições de reconhecimento de território e apresamento de indígenas, o povoamento colonial na região entre os rios Pardo e Grande se deu de forma bastante esparsa até as primeiras décadas do século XIX. Com o esgotamento de muitas lavras de ouro em Minas Gerais, muitos mineiros abandonaram os antes prósperos arraiais. Conhecidos nas fontes históricas da época como “entrantes”, muitos optaram por se instalar em terras pouco desbravadas do norte e leste de São Paulo, dedicando-se à agropecuária.[31][32] Esse processo levou a fundação de diversos povoamentos, como o que posteriormente deu origem à Barretos.[33]

Dessa forma, a frente colonizadora foi lentamente se aproximando do território que hoje compõe o município de Olímpia. Curiosamente, muitos dos sitiantes se estabeleceram em localidades anteriormente ocupadas por grupos indígenas, provavelmente pela disponibilidade de recursos, como acesso aos ribeirões e fertilidade das terras. Testemunhos materiais dessas reocupações já foram observados em três sítios arqueológicos de Olímpia – RPMA 02,[34] Limoeiro[35] e Rio Cachoeirinha I[36] –, todos apresentando ruínas de antigas estruturas coloniais, bem como fragmentos de cerâmica e ferramentas de rochas de origem ameríndia.

A fundação do município de Olímpia propriamente dito está ligada ao processo de ocupação recente do oeste e norte paulista, a partir da expansão das lavouras de café no final do século XIX e início do XX. Seu território pertencia inicialmente à Barretos, da qual foi posteriormente desmembrada. Os relatos narram que Antônio Joaquim Miguel dos Santos (mineiro de Caldas) teria sido o primeiro a se fixar na região, em algum momento da década de 1850, juntamente de sua família e de 60 negros escravizados.[37][38] Ao se estabelecer, Antônio batizou o local de "Sertão dos Olhos d'Água", devido ao grande número de nascentes ali existentes.[39] De fato, a área urbana de Olímpia é atravessada pelos rios Turvo e Cachoeirinha, além de cerca de sessenta córregos, incluindo o Olhos D’Água, batizado com o mesmo nome original da localidade. Na ocasião, Antonio mandou construir uma grande casa de pau-a-pique enquanto sede de sua fazenda, razão pela qual o local também ficou inicialmente conhecido como “Taperão”.[38]

Posteriormente, mais colonos - provindos sobretudo de Minas Gerais - começaram a se estabelecer na região, até então praticamente desconhecida pela sociedade dominante. Dentre as famílias que se estabeleceram na região, estão: Lima, Miranda, Brás, Medeiros, Clemêncio da Silva, Reis, Jesus e Campos. O isolamento das fazendas fazia com que os moradores tivessem que suprir a maior parte de suas necessidades, ao mesmo tempo em que os caminhos precários desestimulavam uma maior produção agropecuária.[38] Décadas mais tarde, com o crescimento da população e também das necessidades de se organizar coletivamente, os moradores da região decidem fundar um povoado. Dessa forma não seria necessário o deslocamento para centros regionais – como Barretos e Jaboticabal – para resolver questões legais, religiosas ou mesmo econômicas.

Em 2 de março de 1903, foi realizada uma doação de 100 alqueires de terras para a constituição do Patrimônio de São João Batista dos Olhos-d´Água, que atualmente correspondem à área entre as ruas Benjamin Constant, Avenida Mário Vieira Marcondes, Síria, Avenida Waldemar Lopes Ferraz, Dr. Antônio Olímpio e Avenida Dr. Andrade e Silva. De acordo com uma escritura pública lavrada em 9 de julho daquele mesmo ano, Antonio Joaquim Miguel dos Santos, Francisco dos Reis, Inácia Ana de Jesus, Miguel Antônio dos Reis, Carolina Luzia e Maria Generosa de Jesus e outros povoadores foram responsáveis pela doação de vários lotes de terra para a formação do Patrimônio, o qual ficou sob administração do Bispado de São Carlos em um primeiro momento.[38][39]

Também em 2 de março do ano de 1903, foi levantado um cruzeiro, por iniciativa do engenheiro escocês Robert John Reid e habitantes da beira do Ribeirão Olhos d’Água, sendo escolhido São João Batista como padroeiro da localidade. Com isso, até os dias atuais a Igreja Matriz da cidade de Olímpia é consagrada à esse santo cristão. Em 29 de junho de 1905, foi inaugurada a primeira capela, destruída por um incêndio em 4 de agosto de 1910. Também em 1910, em 13 de março, foi criada a Paróquia de São João Batista, abarcando toda a área do atual município de Olímpia.

O distrito, batizado com o nome de Vila Olímpia, foi criado em 18 de dezembro de 1906 pela Lei Estadual nº 1035, sendo a sede distrital elevada à categoria de vila pela Lei Estadual n.º 1038, de 19 de dezembro do mesmo ano.[40] O processo para o estabelecimento do distrito e para elevação à categoria de vila teve o apoio do político Antônio Olímpio Rodrigues Vieira. Este também foi responsável pelo nome dado à localidade, uma homenagem à Maria Olímpia, filha de Antônio Olímpio e afilhada de Roberto Reid que, juntamente com William Leatherbarrow, foram os engenheiros responsáveis pela demarcação das terras municipais e formulação do plano urbano.[37] Em formato xadrez, o planejamento urbano de Olímpia previa ruas cortando-se em ângulos retos, com todas as quadras apresentando as mesmas dimensões, sendo utilizado o Ribeirão Olhos D’Água como eixo para o traçado das vias.[38]

Com o crescimento econômico e demográfico do distrito de Vila Olímpia, este é desmembrado de Barretos em 7 de dezembro de 1917, através da Lei Estadual nº 1571, que também concedeu foros de cidade à Sede Municipal. A instalação do Município verificou-se em 7 de abril de 1918, com a formação oficial da comarca datando de 19 de dezembro de 1919, através da Lei Estadual n° 1689.[40]

A cidade se desenvolveu graças à economia cafeeira e à expansão das ferrovias pelo oeste e norte de São Paulo, que tinham como objetivo principal o escoamento desse cultivar produzido no interior do estado. A estrada de ferro chega ao distrito de Vila Olímpia em 1914, parte do ramal da Companhia Estrada de Ferro São Paulo-Goiaz. Nesse ano, duas estações foram inauguradas: Alvora[41] e Villa Olímpia, localizada na área urbana do distrito. Esta última estação permaneceu como última parada dessa ferrovia até 1931, quando foi construída a estação de Ribeiro dos Santos (também localizada em Olímpia) e Nova Granada, o novo ponto final da linha férrea. Entre as décadas de 1920 e 1930, ocorreu também a construção de uma nova estação ferroviária na área urbana de Olímpia, embora preservando o prédio anterior. Nas décadas seguintes, o prédio original serviu como armazém de bagagens, de sacas de café e até como moradia.[42]

Nessa época, a empresa responsável pela operação da ferrovia já era a Companhia Ferroviária São Paulo-Goiaz, assumindo a massa falida da empresa anterior.[42] Partindo de Bebedouro até Nova Granada, o objetivo desse ramal permanecia o mesmo: escoar a produção cafeeira e oferecer uma nova via de comunicação à região. Contudo, a década de 1930 foi um período em que o “boom” cafeicultor já dava sinais claros de desgaste em todo o estado de São Paulo. Em 1950, o chamado ramal de Nova Granada é novamente adquirido por uma nova empresa, dessa vez a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, embora o trecho tenha sido permanentemente desativado em 1969.

A recuperação econômica de Olímpia após o declínio da cafeicultura, na primeira metade do século XX, foi bastante gradual, levando alguns autores a inclusive identificar uma relativa estagnação do município. Ao mesmo tempo, parte da população anteriormente envolvida com o plantio do café eventualmente migrou para outras frentes de expansão, como o norte paranaense.[38] Em decorrência disso, a área urbana de Olímpia tornou-se uma espécie de centro mercantil para as pequenas vilas e povoados dentro dos limites territoriais do município, enquanto a produção agrícola foi obrigada a se diversificar. Para além do café, nessa época ganhou protagonismo culturas como algodão, arroz, milho, cana-de-açúcar e o cultivo de hortaliças, além da criação de gado bovino e suíno. Ao mesmo tempo, em Olímpia surgiram pequenas indústrias, quase sempre voltadas para suprir demandas locais ou regionais.[38]

Parte da história de Olímpia também pode ser observada nas edificações tombadas enquanto patrimônio histórico pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico (COMDEPHACT). É o caso do prédio da Beneficência Portuguesa, construído em 1921, no auge da cafeicultura em Olímpia. A outra edificação tombada pelo município é a antiga estação ferroviária, representativa do período em que Olímpia fez parte do amplo sistema de linhas férreas que atravessava o estado de São Paulo.[43]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Possui uma área de 803 km². O município se localiza a 435 km da cidade de São Paulo.[1]

Vista de Olímpia a partir do Thermas dos Laranjais.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Dados climatológicos para Olímpia
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 28 28 28 28 26 27 28 31 33 33 32 30 29,33
Temperatura média (°C) 24,5 24,5 24,5 23,5 21 21,5 22 25 27 27,5 27 26 24,5
Temperatura mínima média (°C) 21 21 21 19 16 16 16 19 21 22 22 22 19,66
Chuva (mm) 279 202 165 76 54 24 17 24 56 100 143 230 1 370
Fonte: Climatempo.[44]


Demografia[editar | editar código-fonte]

Vista da Igreja Matriz São João Batista

Dados do Censo - 2010[2]

População Total: 53.010 - (IBGE 2014)

  • Urbana: 47.244

Densidade demográfica (hab./km²): 62.32

Taxa de Alfabetização: 94,4%[45]

Mortalidade infantil até 1 ano: 10,9 por mil

Expectativa de vida: 77,02 anos

Taxa de fecundidade: 1,69 filho por mulher

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,773

Religião[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

Conforme dados do censo 2010, a população olimpiense é formada por católicos apostólicos romanos (73,03%), evangélicos (16,88%) e espíritas (4,04%).[46]

Economia[editar | editar código-fonte]

O Setor terciário é o mais relevante da economia de Olímpia, com 65,5% do PIB. A Indústria corresponde a 26,1%. A Agropecuária é 8,3% do PIB.[47]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade foi atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB) até 1973,[48] quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica,[49] sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[50] para suas operações de telefonia fixa.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

  • SP-322 - Rodovia Armando de Salles Oliveira
  • SP-425 - Rodovia Assis Chateaubriand

Cultura[editar | editar código-fonte]

Olímpia promove anualmente o Festival Nacional do Folclore, a mais importante mostra de manifestação folclórica do País. Por iniciativa do professor José Sant'anna e do Cordelista Acedilo Novaes, ambos já falecidos, este festival vem sendo palco de apresentações que abrangem desde as danças de tradição gaúcha até as danças amazônicas, passando por todas as regiões do país. Em 2015, acontece a 51º edição do Festival.[51][52] Em 2013 o Deputado Sandro Mabel GO, protocolou Projeto de Lei na Câmara dos Deputados pretendendo transformar a cidade oficialmente como a Capital nacional do Folclore.[1]

A cidade possui o Museu de História e Folclore "Maria Olímpia", com acervo de cerca de 3 mil peças e que conta com uma locomotiva (maria-fumaça), que de 1940 a 1950 fez o elo entre Olímpia e a região.[53]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Estância turística[editar | editar código-fonte]

Em 3 de julho de 2014 foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo o projeto de lei que transforma Olímpia em Estância Turística. Como Estância Turística, Olímpia passa a ser beneficiada pelo repasse de verbas do DADE - Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias Turísticas. Cuja principal finalidade é o desenvolvimento de infraestrutura da cidade, a fim de melhor atender olimpienses e turistas. Na cidade estão localizados os parques aquáticos Thermas dos Laranjais e Hot Beach.[2]

Administração[editar | editar código-fonte]

Distritos[editar | editar código-fonte]

Olímpia possui dois distritos: Ao norte o de Ribeiro dos Santos e a oeste o de Baguaçu

Paróquia[editar | editar código-fonte]

Igreja CatólicaFlag of the Vatican City.svg

Diocese Paróquia[54]
Diocese de Barretos Nossa Senhora Aparecida, São João Batista e São José

As paróquias Nossa Senhora Aparecida, São João Batista e São José foram fundadas respectivamente no ano de 1958, 1910 e 2009.

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]