Alfredo Volpi

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Alfredo Volpi
Nome completo Alfredo Volpi
Nascimento 14 de abril de 1896
Lucca
Morte 28 de maio de 1988 (92 anos)
São Paulo
Nacionalidade Italiano
Ocupação Pintor
Influências
Prêmios Prêmio de melhor pintor nacional na segunda Bienal de São Paulo (1953)
Movimento estético Modernismo

Alfredo Volpi (Lucca, 14 de abril de 1896São Paulo, 28 de maio de 1988) foi um pintor ítalo-brasileiro considerado pela crítica como um dos artistas mais importantes da segunda geração do modernismo. Uma das características de suas obras são as bandeirinhas e os casarios.[1][2]

Começou a pintar em 1911, executando murais decorativos. Em seguida, trabalhou com óleo sobre madeira, consagrando-se como mestre utilizador de têmpera sobre tela.[1][2]

Grande colorista, explorou através das formas, composições magníficas de grande impacto visual. Em conjunto com Arcangelo Ianelli e Aldir Mendes de Souza, formou uma tríade de exímios coloristas, foco de livro denominado 3 Coloristas, escrito por Alberto Beuttenmüller (Ed. IOB, julho de 1989).

Trabalhou também como pintor decorador em residências da sociedade paulista da época, executando trabalho de decoração artística em paredes e murais junto com Antonio Ponce Paz, pintor e escultor espanhol que logo virou um grande amigo de Volpi.

Realizou a primeira exposição individual aos 47 anos de idade, expondo no Salão de Maio e na 1ª. Exposição da Família Artística Paulista, no ano de 1938 na cidade de São Paulo.[1]

Na década de 1950 evoluiu para o abstracionismo geométrico, de que é exemplo a série de bandeiras e mastros de festas juninas. Recebeu o prêmio de melhor pintor nacional na segunda Bienal de São Paulo, em 1953. Participou da primeira Exposição de Arte Concreta, entre ao Grupo Santa Helena, porém sempre ia visitar seus amigos que oficialmente participavam como Mario Zanini e Francisco Rebolo, situado na Praça da Sé, em São Paulo. Faziam parte do Grupo Santa Helena os seguintes pintores: Aldo Bonadei, Clóvis Graciano, Fúlvio Penacchi e Ernesto de Fiori que teve grande influência no trabalho de Volpi.[1][2]

Em 1927, Volpi conheceu o seu grande amor, uma pessoa com quem se afeiçoava muito. Uma garçonete chamada Benedita da Conceição, apelidada de Judith, com quem teve uma única filha,Eugênia. É quase certo que Judith tenha sido sua modelo para o quadro Mulata (1927).[3] Volpi teve outros três filhos, havendo disputa entre os herdeiros, inclusive com a destituição de Eugênia da função de inventariante, pois a mesma administrava o espólio como se fosse a única herdeira.[4]

Em 15 de abril de 1976, por ocasião de seu aniversário de 80 anos, foi agraciado com a Ordem do Ipiranga, no grau de Grande Oficial, pelo Governo do Estado de São Paulo.[5]

Em 14 de abril de 2013, Volpi foi homenageado com um doodle na homepage do Google Brasil.[6]

Referências

  1. a b c d «Alfredo Volpi, Pintor brasileiro». UOL Educação. Consultado em 3 de agosto de 2012. 
  2. a b c «Alfredo Volpi». Portal São Francisco. Consultado em 3 de agosto de 2012. 
  3. «Imigrante italiano, Alfredo Volpi foi pintor de paredes e operário antes de se consagrar como um dos mais importantes artistas plásticos do Brasil». Revista E, SESC São Paulo. Consultado em 3 de agosto de 2012. 
  4. [1]Desvio de R$ 1,2 milhão do espólio de Volpi acirra briga familiar Justiça recupera pinturas de Alfredo Volpi estimadas em R$ 15 milhões
  5. «Volpi recebe homenagem em S. Paulo». Hemeroteca Digital Brasileira. Jornal do Brasil. 15 de abril de 1976. p. 26. Consultado em 10 de março de 2018. 
  6. «Alfredo Volpi é homenageado pelo Google» 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SCHILARO, Nereide. Alfredo Volpi. Editora Moderna.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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