Aliança para o Progresso

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Aliança para o Progresso
Evento de lançamento da Aliança para o Progresso
Casa Branca, em Washington, D.C.
Participantes Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Venezuela, Peru, Colômbia, Costa Rica
Localização América Latina
Data 1961

Aliança para o Progresso (em inglês: Alliance for Progress; em espanhol: Alianza para el Progreso) foi um amplo programa cooperativo destinado a acelerar o desenvolvimento econômico e social da América Latina, ao mesmo tempo que visava frear o avanço do socialismo nesse continente.

Origem[editar | editar código-fonte]

A sua origem remonta a uma proposta oficial do Presidente John F. Kennedy, no seu discurso de 13 de Março de 1961 durante uma recepção, na Casa Branca, aos embaixadores latino-americanos. O discurso foi transmitido pela Voz da América em inglês e traduzido em espanhol, português e francês.

A Aliança duraria 10 anos, projetando-se um investimento de 20 bilhões de dólares, principalmente da responsabilidade dos Estados Unidos, mas também de diversas organizações internacionais, países europeus e empresas privadas.

A proposta foi depois pormenorizada na reunião ocorrida em Punta del Este, Uruguai, de 5 a 27 de Agosto, no Conselho Interamericano Económico e Social (CIES) da OEA. A Declaração e Carta de Punta del Este foram ambas aprovadas por todos os países presentes.

A Aliança para o Progresso inclui entre os objetivos acabar com o analfabetismo até 1970, fazer a reforma agrária, distribuir renda, evitar a inflação e promover a industrialização. Leonel Brizola, então deputado federal, demonizava a Aliança para o Progresso e a via como um aríete dos interesses intervencionistas americanos.[1]

Extinção[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, a Aliança foi recebida com entusiasmo, chamado de o Plano Marshall da América Latina. Porém, o clima de otimismo demonstrado no início de 1961 pelas autoridades sul americanas se transformou, em meados de 1962, em ceticismo ou total descrença. As autoridades sul americanas desejavam apenas receber recursos para financiar a infraestrutura e se irritaram com as exigências dos norte-americanos de que a região realizasse esforços fiscais para manter os orçamentos equilibrados.

Roberto Campos descreveu o sentimento local, em carta a um alto oficial do governo norte-americano datada de setembro de 1962, reclamando que os Estados Unidos estariam preocupados apenas com o "primado da estabilização", e não com o desenvolvimento econômico e social. [2]

O presidente John F. Kennedy com a primeira dama Jacqueline Kennedy, em La Morita na Venezuela em 16 de Dezembro de 1961. Esta foi a 1ª visita de um presidente americano àquele país. Nesta ocasião os presidentes Kennedy e Rómulo Betancourt firmaram o acordo da Aliança para o Progresso.

A Aliança foi extinta em 1969 por Richard Nixon.

Legado[editar | editar código-fonte]

No Brasil, várias missões americanas aportaram no litoral brasileiro. Natal, capital do Rio Grande do Norte, recebeu visitas do navio Hope, que distribuía leite em pó. Na cidade também foi fundado um bairro com o auxilio do Programa Aliança para O Progresso - Cidade da Esperança, além da Escola Estadual Presidente Kennedy, inaugurado na ocasião da visita do senador americano Robert Kennedy a Natal.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Luis Agudello Villa, Hernando. 1966. La revolución del desarrollo. Origén y evolución de la Alianza para el Progreso. Editorial Roble, México D.F.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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