Fernão Álvares do Oriente

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Não há dados que nos permitam conhecer a data exacta do nascimento de Fernão Álvares do Oriente, embora se aponte a data de 1540 como possível e é provável que tenha nascido em Goa[1].

Em 1550, foi armado cavaleiro por D. Pedro de Meneses, a quem serviu zelosamente, como criado de sua casa, em tempo de paz e de guerra. Aliás, e dado que D. Pedro de Meneses foi capitão da cidade de Ceuta, acredita-se que também Francisco Álvares do Oriente aí tivesse combatido na sua juventude.

Mais tarde, em 1552, D. João III atribuiu-lhe os direitos e privilégios de cavaleiro como recompensa pelos serviços prestados.

No final de Dezembro de 1572, quando era Vice-Rei D. António de Noronha, foi como capitão de uma fusta em socorro da fortaleza de Damão, que, governada por D. Luís de Almeida, então se encontrava ameaçada pelos Mogores[2].

Em Setembro de 1573, sendo António Moniz Barreto governador da Índia, era capitão de uma das dezassete fustas que, sob o comando de Fernão Teles, partiram para a Costa Norte[3].

Em 1577, considerado por D. Sebastião como o "cavaleiro fidalgo", foi-lhe concedida por este a mercê de duas viagens entre a China e a Ilha de Sunda, e em 1578 acompanha o rei ao Norte de África, sendo feito prisioneiro na fatídica Batalha de Alcácer Quibir[4].

No ano de 1587, durante o domínio filipino, no reinado de Filipe I, foi-lhe concedida por este, devido aos serviços prestados, uma nova mercê de duas viagens, e, em 1591, desempenhou o cargo de vedor da fazenda em Ormuz. Entretanto, e porque corriam informações de que tomava atitudes prejudiciais ao reino e ao rei, Filipe I ordenou a Matias de Albuquerque, vice-rei da Índia, que o fizesse regressar à metrópole.

Finalmente, a 3 de Março de 1600, Filipe II entregou-lhe o cargo de escrivão do galeão da carreira das Molucas, por duas viagens, em virtude dos 12 anos de serviços prestados na Índia[5], em expedições militares e na defesa de fortalezas contra os ataques dos mouros, onde acabou por ser ferido.

Não é exacta a data da sua morte. Contudo, aceita-se que possa ter ocorrido entre 1600 e 1607, pois aquando da edição da sua obra Lusitânia Transformada, em 1607[6], por Domingos Fernandes, este declarava que o autor já tinha morrido.

Referências