François Duvalier

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François Duvalier
32Presidente do Haiti
Período 22 de setembro de 1957
a 21 de abril de 1971
Antecessor(a) Antonio Thrasybule Kébreau
Sucessor(a) Jean-Claude Duvalier
Dados pessoais
Nome completo François Duvalier
Nascimento 14 de abril de 1907
Porto Príncipe, Haiti
Morte 21 de abril de 1971 (64 anos)
Porto Príncipe, Haiti
Nacionalidade Haitiano
Cônjuge Simone Duvalier
Filhos Jean-Claude Duvalier
Religião Vodu haitiano
Profissão Médico

François Duvalier , conhecido como Papa Doc (Porto Príncipe, 14 de abril de 1907 — Porto Príncipe, 21 de abril de 1971), foi um médico com certo prestígio, efetuando diversos trabalhos como sanitarista em seu país. Em eleições, algo discutíveis, foi eleito presidente em 1957, baseado em uma plataforma populista. As perspectivas de que sua posse como presidente significasse uma conquista democrática logo se desfizeram. Em poucos anos, Duvalier manipulou as eleições e torceu a constituição de maneira a transformar seu mandato em presidência vitalícia. No plano interno, perdeu paulatinamente o apoio da maioria negra, pois não tomou nenhuma medida que pudesse elevar o baixíssimo nível de vida. sem base popular, Duvalier, não poderia sustentar-se com o apoio do exército, onde a oficialidade mulata não lhe era fiel.

No plano externo, adotara uma política de chantagem - o Haiti chegou a vender seu voto em organismos internacionais, condicionando sua posição dentro da OEA e da ONU aos auxílios materiais que recebesse. Em consequencia disso, acabou por perder também o apoio político externo.

Para subsistir, recorreu a duas armas: O cinismo nas relações exteriores (O Haiti declarou-se uma democracia modelo do mundo moderno) e os Voluntários da Segurança Nacional, misto de polícia civil e secreta, que a exemplo da polícia secreta dos países socialistas, estava presente em todas as camadas da sociedade. O caráter dessa milícia está bem definido em seu apelido "Tontons Macoute", que pode significar bicho papão ou espantalho em dialeto crioulo. essa força não limitar, chegou a contar com 10.000 agentes, sendo responsável por numerosos assassinatos e desaparecimentos durante seu regime.

Antes de chegar à presidência, em 1957, era tido na política como um sujeito passivo e brando, a tal ponto que os que lhe apelidaram com Papa Doc o fizeram porque notaram o quanto ele era afetivo ao cuidar de pacientes camponeses (como um papai doutor). Mas logo que assumiu o poder, para a surpresa de todos, logo se transformou num satanista e massacrou aqueles que poderiam tirá-lo de alguma forma de poder. A oposição que sobrou era nitidamente controlada por Papa Doc.

Os editores dos principais jornais e donos de emissoras de rádio daquele país foram presos tão logo Doc assumiu o poder. Em dois anos de governo, conseguiu castrar completamente qualquer foco de oposição ou resistência provenientes da polícia e do exército , criando seu próprio exército, a guarda Draconiana.

Deu ordens para a produção regular de panfletos informativos, criou também uma taxa obrigatória para a população para a construção da Duvalierville, a cidade de Duvalier, altamente ostentatória. O dinheiro desta taxa foi irrisoriamente aplicado na construção daquela cidade, indo parar mesmo nos cofres de Duvalier.

Expulsou todos os Bispos e outros representantes católicos do País, colocando em seus lugares aliados de seu governo, o que acabou gerando conflitos com o Vaticano. As grandes propriedades de terra foram expropriadas por Doc e grande parte serviu para a construção de academias de Tontons Macoutes (a sua polícia secreta).

No âmbito externo, de início manteve-se alinhado aos Estados Unidos, mas quando o seu regime começou a ficar cada vez mais opressor, os americanos foram lentamente cortando seus laços com ele. Em 1962, Papa Doc anunciou que seu país rejeitaria qualquer ajuda monetária vinda do governo americano. Ele então se apropriou de toda a ajuda externa que vinha ao Haiti, desviando milhões de dólares para contas pessoais. Com o passar dos anos, seu regime foi se tornando cada vez mais repressivo. Bens privados eram apropriados pelo governo e toda a oposição era silenciada. Fome e má-nutrição se tornaram epidêmicas.[1]

Apesar de todos os males que sua nação atravessou durante seu comando, muitos haitianos (especialmente aqueles que moravam na zona rural) o saúdam como um grande líder que livrou o país (de maioria negra) da dominação da minoria mulata. Ele também reviveu a cultura do Vodu haitiano, se utilizando também de grande culto de personalidade para sedimentar sua popularidade com o povo, que só piorava conforme os anos passavam isso porque ele roubava, matava e destruía a população do país caribenho. Por causa destas atrocidades, Duvalier era considerado o "Diabo do Haiti".

Ao final de seu governo, o Haiti era a nação mais pobre das Américas, o índice de analfabetismo estava entre os primeiros e a saúde pública estava em estado caótico.

Ao morrer (em 1971) foi substituído por seu filho, Jean-Claude Duvalier, que recebeu a alcunha de Baby Doc e também era adepto do satanismo teísta.

Referências

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