Império Chola
Império Chola
Dinastia Chola medieval • Cholas • Xolas • சோழப் பேரரசு | |||||||||||||||||||||
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Mapa do Império Chola e dos territórios sob a sua influência c. 1030 d.C.
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| Região | Sul da Índia | ||||||||||||||||||||
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| Países atuais | Índia, Maldivas, Sri Lanka | ||||||||||||||||||||
| Língua oficial | tâmil | ||||||||||||||||||||
| Religião | hinduísmo, sobretudo xivaísmo | ||||||||||||||||||||
| Forma de governo | monarquia | ||||||||||||||||||||
| Rei ou imperador | |||||||||||||||||||||
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| Período histórico | Idade Média | ||||||||||||||||||||
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O Império Chola (em tâmil: சோழப் பேரரசு) foi um império talassocrático estabelecido no sul da Índia, durante o Medievo. Era governado pela dinastia Chola e constituído por domínios ultramarinos e protetorados, com esferas de influência no sudeste asiático.
Seu ápice ocorreu entre os séculos X e XII, quando controlou um território que incluía o sul do subcontinente, as ilhas Maldivas e parte do Ceilão, chegando em certo momento até o rio Ganges, ao norte, e ao arquipélago malaio, além de outros lugares ao longo do golfo de Bengala. Em sua fase expansionista, o poder dos cholas no sul, sudeste e leste da Ásia é evidenciado por suas expedições ao Ganges, ataques navais às cidades do Império Srivijaya na ilha de Sumatra, além de suas repetidas embaixadas à China.[1] A frota chola representou o auge da antiga capacidade marítima indiana.
Por volta de 1070, os cholas começaram a perder quase todos os seus territórios ultramarinos. Mas até 1215, durante o reinado de Kulothunga Chola III, a administração e a integridade territorial do Império eram estáveis, e sua economia era próspera. O poder da dinastia Chola começa a declinar após sua derrota para Maravarman Sundara Pandiya II, em 1215-1216.[2] Posteriormente, os imperadores Cholas também perderam o controle da ilha do Sri Lanka e foram expulsos pelo renascimento do poder cingalês. [3] Embora até 1279 continuasse a governar partes do sul da Índia, o Império Chola entra em declínio já no início do século XIII, com a ascensão da dinastia Pandya.[1]:195–196
Os cholas estabeleceram uma forma centralizada de governo e contavam com uma burocracia disciplinada. Seu patrocínio à literatura tâmil e seu zelo pela construção de templos resultaram em algumas das maiores obras da literatura e da arquitetura tâmil.[4][5] Os reis cholas eram ativos construtores e consideravam os templos, em seus reinos, não só como locais de culto mas também de atividade econômica. [6][7] Um interessante exemplo da arquitetura chola é o Templo de Brihadisvara, em Thanjavur, um Patrimônio Mundial, construído sob encomenda de Rajaraja I, em 1010. Os cholas também eram conhecidos por seu patrocínio às artes. O processo de cera perdida, utilizado para confeccionar imagens de divindades hindus, foi pioneiro em sua época. A tradição artística chola se espalhou e influenciou a arquitetura e a arte do Sudeste Asiático.[8][9]
A dinastia Chola teve origem no vale fértil do rio Kaveri. Karikala Chola foi o mais famoso entre os reis do período inicial da dinastia, enquanto que, no período medieval, quando o Império alcançou o seu auge, os imperadores Rajaraja Chola, Rajendra Chola e Kulothunga Chola se destacaram. Sob o governo de Rajaraja Chola I (Rajaraja, o Grande) e do seu filho Rajendra Chola, a dinastia conseguiu um grande desenvolvimento militar, econômico e cultural. O território expandiu-se das ilhas Maldivas, no sul, até aos limites do rio Ganges, no norte de Bengala. Rajaraja Chola conquistou o sul da Índia, anexou partes do Sri Lanka e ocupou as Maldivas. Rajendra Chola também fez incursões contra os reinos localizados no Arquipélago Malaio. O poder da dinastia Chola diminuiu a partir do século XIII, com a ascensão do Hoysalas e do Império Pandia. Por volta de 1279, Kulasekhara Pandiya derrotou os Hoysalas de Kannanur Kuppam; na mesma guerra, o último imperador chola, Rajendra III, foi derrotado, e o império Chola deixou de existir.[10][11]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ a b Nilakanta Sastri, K. A.. A History of South India, p. 158
- ↑ Tripathi (1967), p. 471
- ↑ Finegan (1989), p. 323
- ↑ David Shulman (2016). Tamil. [S.l.]: Harvard University Press. p. 150. ISBN 978-0-674-97465-4.
One thing, however, is certain: the Cholas were happy to use Tamil as an official state language, along with Sanskrit...
- ↑ Keay 2011, p. 215.
- ↑ Vasudevan, pp. 20–22
- ↑ Keay 2011, pp. 217–218.
- ↑ Promsak Jermsawatdi, Thai Art with Indian Influences, p. 57
- ↑ John Stewart Bowman, Columbia Chronologies of Asian History and Culture, p. 335
- ↑ Sastri (2002), p. 197
- ↑ Chopra, Ravindran & Subrahmanian (2003), p. 130
Bibliografia
[editar | editar código]- Bowman, John Stewart (2000) Columbia Chronologies of Asian History and Culture. Columbia University Press.
- Finegan, Jack (1989). An archaeological history of religions of Indian Asia. New York: Paragon House. ISBN 0-913729-43-4.
- Jermsawatdi, Promsak (1979). Thai Art with Indian Influences, Abhinav Publications, ISBN 978-8-17017-090-7
- Keay, John (2011). India: A History, Open Road + Grove/Atlantic, ISBN 978-0-8021-9550-0
- Shulman, David(2016). Tamil. [S.l.]: Harvard University Press. ISBN 978-0-674-97465-4.
- Vasudevan, Geeta (2003). Royal Temple of Rajaraja: An Instrument of Imperial Cola Power, Abhinav Publications, ISBN 978-81-7017-383-0
