Globalismo

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O Globalismo pode ter pelo menos dois significados diferentes e opostos. Um significado é a atitude política ou da colocação dos interesses de todo o mundo acima das individuais nações.[1]Outra é ver o mundo inteiro como uma esfera própria de um projeto de nação para influência política.[2]

O cientista político americano Joseph Nye , co-fundador da teoria das relações internacionais do neoliberalismo, defende que o globalismo se refere a qualquer descrição e explicação de um mundo que se caracteriza por redes de conexões que se estendem por distâncias multi-continental, enquanto a globalização refere-se ao aumento ou diminuição do grau do globalismo.[3]

Segundo Octavio Ianni em seu Livro A era do globalismo:

Principais seguimentos na análise sobre globalismo[editar | editar código-fonte]

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Immanuel Wallerstein durante seminário na Universidade Europeia de São Petesburgo em 24 de maio de 2008.

As analises sobre o Sistema Globalista se dividem em três vertentes principais, que são:

Teoria radical[editar | editar código-fonte]

A teoria radical acredita que as corporações multinacionais e bancos internacionais, que para os pluralistas são atores globalizantes, são na verdade e por excelência agentes da burguesia internacional responsável por manter os países menos desenvolvidos na condição de subordinação à economia global capitalista.

Teoria da dependência[editar | editar código-fonte]

Teóricos da dependência consideram não apenas fatores externos, mas também as limitações internas ao desenvolvimento, que parecem, na verdade, reforçar os instrumentos externos de dominação.

Teoria sistêmica[editar | editar código-fonte]

Estudam-se as relações internacionais entre um núcleo e uma periferia no contexto do sistema capitalista mundial.

O maior representante da teoria, Immanuel Wallerstain (considerado um arauto do movimento antiglobalização, à imagem de Noam Chomsky ou Pierre Bourdieu), defende que para entender o desenvolvimento global dos processos econômicos, políticos e sociais é necessário acompanhar o desenvolvimento do sistema capitalista em si.


A relação entre os Estados Unidos e o Globalismo[editar | editar código-fonte]

Na época da Guerra Fria, o globalismo (que passou a ser mais identificado nas últimas décadas pelos termos “globalização” e “Nova Ordem Mundial”) foi interpretado como significando apenas “expansão do imperialismo americano”.

Nos anos 1990, falava-se muito também de “transnacionalização das empresas” e “expansão dos meios de comunicação”. Na verdade, o globalismo incluía tudo isso, mas com um adendo: sua intenção "não era aumentar o poder dos EUA", mas usar esse seu poder hegemônico midiático, político e cultural para difundir os ideais do globalismo.

Segundo especialistas no assunto, como o jornalista canadense Daniel Estulin (autor do livro A verdadeira história do Clube de Bilderberg):[5]

Por isso seria conveniente investir em uma Nova Ordem Mundial onde o poder decisório será entregue não a um país que um dia verá o fim de sua hegemonia, mas a organismos internacionais que mediarão daqui para frente as diferenças entre os países e que serão geridos por uma elite de cabeças pensantes patrocinadas pelos defensores do ideal globalista.

Dessa forma, a queda da hegemonia americana não afetaria economicamente os negócios bilionários dos globalistas.

Por este motivo os maiores críticos dos globalistas nos EUA, a ala conservadora norte-americana, consideram-no “um movimento antiamericano.”

Antiglobalização[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Antiglobalização

O termo antiglobalização designa os que se opõem aos aspectos capitalista-liberais da globalização.

É um movimento que reivindica o fim de acordos comerciais e do livre trânsito de capital. Opõem-se ainda os antiglobalistas à formação de blocos comerciais como o NAFTA e a ALCA.

Manifestam também, preocupação com danos ao meio ambiente e aos direitos humanos, entre outros fatores que julgam serem produto da globalização capitalista.[7][8]

Para o Dr. Daniele Conversi, a “globalização cultural,” na sua forma atual, pode ser entendida como a importação, em via de mão única, de itens culturais estandardizados e ícones de um único país, os Estados Unidos, numa “americanização” altamente superficial, incoerente, fracional e deficiente, em que os outros povos "como macacos, imitam algo que eles nem mesmo entendem".[9]

Livros Sobre Globalismo[editar | editar código-fonte]

Em português:[editar | editar código-fonte]

Em inglês:[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «globalism». Dictionary.com. Consultado em 17 de abril de 2011. 
  2. «Globalism». Merrian Webmaster. Consultado em 17 de abril de 2011. 
  3. Joseph Nye. Globalism Versus Globalization [S.l.: s.n.] 
  4. Prefácio de A era do globalismo - Octavio Ianni
  5. A Verdadeira Historia do Clube de Bilderberg - Daniel Estulin - Editora Planeta
  6. Entrevista de Daniel Estulin para o site UOL
  7. SUNDARAM, Jomo K. e BAUDOT, Jacques. Flat World, Big Gaps: Economic Liberalization, Globalization, Poverty and Inequality. Londres: Zed Books, 2007. ISBN 184277834X
  8. Globalização não reduz desigualdade e pobreza no mundo, diz ONU. Agência Efe. In: Mundo, Folha online, 10/02/2007 às 08h50
  9. CONVERSI, Daniele. Americanization and the planetary spread of ethnic conflict: The globalization trap. in Planet Agora, dezembro 2003 - janeiro 2004

Ligações externas[editar | editar código-fonte]