Giovanni Arrighi

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Giovanni Arrighi
Nascimento 17 de julho de 1937
Milão, Lombardia
Morte 20 de junho de 2009 (71 anos)
Baltimore, Estados Unidos
Nacionalidade Itália italiana
Ocupação economista e professor de sociologia
Influências
Magnum opus O longo século XX
Principais interesses Economia, Política, Sociologia, Capitalismo
Ideias notáveis Ciclos sistêmicos de acumulação

Giovanni Arrighi (Milão, 7 de julho de 1937Baltimore, 20 de junho de 2009) foi um economista político italiano[1].

Vida e formação[editar | editar código-fonte]

Giovanni Arrighi formou-se como economista neoclássico em Milão, Itália. Foi doutor em Economia e catedrático de Sociologia na Universidade estadual de Nova York (campus de Binghamton) e professor de Sociologia e gerente do Instituto para Estudos Globais em Cultura, Poder e História da Universidade Johns Hopkins, ambas instituições localizadas nos Estados Unidos da América. Atuou principalmente no campo da sociologia comparativa e história, na análise do sistema mundial e em sociologia econômica.

No ano de 1963, foi à África investigar modelos de desenvolvimento econômico para o continente. Giovanni Arrighi, na realidade, investiga os processos de formação do mercado do trabalho e no desenvolvimento econômico na África setentrional e na Europa setentrional, nas origens e transformações do sistema capitalista mundial e na estratificação da economia global. No ano de 1969, volta à Itália e começa a interessar-se pelos problemas do movimento operário, que integram grande parte dos seus estudos até o final dos anos 70.

Trabalhos recentes[editar | editar código-fonte]

Então, Arrighi vai para os Estados Unidos, centralizando seus estudos para o caráter da crise mundial, integrando as análises na perspectiva dos períodos, para saber como ficavam as economias nacionais no novo marco internacional e também quais as perspectivas da economia mundial.

Com o Livro: O longo século XX, recebeu o prêmio “Distinguished Scholarship” da American Sociological Association em 1995. Para Arrighi, a concepção de prazo em relação à análise histórica realizada a partir do início do século XX –  está próxima a ideia de duração. Nela, as linhas básicas da escola historiográfica dos  Annales , sobretudo nas contribuições de Fernand Braudel, na qual os movimentos identificados e suscetíveis ao entendimento do historiador apareceriam em diferentes tempos, de cuja inter-relação se faria a análise histórica em si. A identificação de “diferentes tempos” –  social, econômico, político, cultural –determinaria a precisão da análise, dada sua abrangência[2]

Seus últimos cursos foram: "Teoria social-Interação Social", "Sociologia econômica: seminário sobre o desenvolvimento", "Seminário sobre o desenvolvimento nacional", "Sociologia histórica do leste asiático", "Teorias do desenvolvimento internacional", "Seminário geral do instituto para estudos globais na cultura", "No poder e na história". Atuou em obras recentes como: "Globalization and historic macrosociology", publicado por Janet Abu-Lughod.

Seus livros mais recentes são "O Longo Século XX", "Caos e Governabilidade no Moderno Sistema Mundial" (em co-autoria com a esposa e companheira intelectual Beverly Silver) e "Adam Smith em Pequim". Em conjunto, formam sua trilogia sobre o capitalismo em perspectiva histórico-mundial e estão entre as principais obras da teoria do sistema-mundo.

Referências

  1. «Short autobiography prepared (June 2008) for The Encyclopedia of Comparative Sociology (forthcoming).» (pdf) (em inglês). Junho de 2008. Consultado em 10 de Abril de 2012 
  2. NICOLETTE, Carlos Eduardo (2016). «Arrighi e Hobsbawm: o século XX sob análise». AcademiaEdu. Consultado em 18 de outubro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]