Boris Johnson

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O Muito Honorável
Boris Johnson
MP
Secretário de Estado do Reino Unido
para os Assuntos Externos
Período 13 de julho de 2016
até presente
Antecessor(a) Philip Hammond
Prefeito de Londres
Período 5 de maio de 2008
até 9 de Maio de 2016
Dados pessoais
Nascimento 19 de junho de 1964 (53 anos)
Nova Iorque, NY
 Estados Unidos
Progenitores Mãe: Charlotte née Fawcett
Pai: Stanley Johnson
Alma mater Balliol College de Oxford
Esposa Marina Wheeler (1993 - hoje)
Partido Conservador
Religião Cristão Anglicano
Profissão jornalista, político
Assinatura Assinatura de Boris Johnson
Website Site Oficial


Alexander Boris de Pfeffel Johnson PC MP (Nova Iorque, 19 de junho de 1964[1]), é um político, historiador e jornalista britânico. Membro do partido Conservador, desde 13 de julho 2016 é Secretário de Estado do Reino Unido para os Assuntos Externos e a Commonwealth britânica.

MP na câmara dos Comuns pelo círculo eleitoral para Uxbridge e South Ruislip desde 2015, antes para Henley entre 2001 e 2008, foi eleito Prefeito ((em inglês) Mayor) de Londres nas eleições de 5 de maio de 2008 a 8 de maio de 2016.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Johnson estudou no Eton College e Balliol College de Oxford, onde graduado de B.A. em estudos clássicos. Em 1987 começou a trabalhar como jornalista no Daily Telegraph. Entre 1999 e 2005 foi o chefe do jornal The Spectator.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Em 2001 foi eleito para representar o círculo de Henley na parlamento do Reino Unido. Durante 2004 foi vice-presidente do partido Conservador. Em 2005, o novo Líder da Oposição Oficial, David Cameron, escolheu Johnson para o posto de Ministro-sombra ((em inglês) Shadow Minister) para "Educação Universitária".

Em 2006 Johnson foi criticado pela sua relação romântica com Anna Fazackerley, uma jornalista de 29 anos. No entanto, o líder do partido, David Cameron, disse à comunicação social que Johnson "continuará no seu posto".[3]

Em 16 de Julho de 2007 Johnson anunciou a sua intenção de ser o candidato conservador à liderança do município de Londres.[4] A sua candidatura foi confirmada pelo partido em 27 de setembro. Eleito em 2 de maio de 2008 por 1.168.738 votos, frente aos 1.028.966 do seu antecessor, Ken Livingstone.[2] Foi reeleito Prefeito de Londres em maio de 2012.[5]

Deixou a prefeitura de Londres em maio de 2016 com bons índices de aprovação.[6]

Secretário do Exterior[editar | editar código-fonte]

Johnson durante discurso de posse na sede do Departamento de Assuntos Externos, 13 de julho de 2016.

Após Theresa May assumir a liderança do Partido Conservador e o Governo de Sua Majestade, Johnson foi nomeado Secretário de Estado para Assuntos Externos e da Commonwealth em 13 de julho de 2016.[7] A nomeação de Johnson foi criticada por setores da imprensa e líderes estrangeiros por conta de seu histórico de comentários controversos sobre outros povos e culturas.[8][9][10] O ex-Primeiro-ministro sueco Carl Bildt afirmou: "Eu gostaria que isto fosse uma piada".[10] "Eu não estou tão preocupado com Boris Johnson, mas... durante a campanha ele mentiu muito ao povo britânico e agora é justamente ele quem tem suas costas contra a parede", descreveu seu homólogo francês Jean-Marc Ayrault.[11] Em contrapartida, o ex-Primeiro-ministro australiano Tony Abbott recebeu de forma positiva a notícia de sua nomeação, chamando-o de "um velho amigo da Austrália".[10] Um membro do governo federal estadunidense sugeriu que sua posse poderia impulsionar os Estados Unidos aos laços com a Alemanha no contexto da Relação Especial com o Reino Unido.[12]

Diversos analistas descreveram sua nomeação ao cargo como uma possível estratégia de May para enfraquecê-lo politicamente: os recentes posicionamentos do Secretário de Estado para a Saída da União Europeia, David Davis, e da Secretaria de Comércio Internacional deixam o Departamento do Exterior como uma figura-chave de poucos poderes.[13] Sendo assim, muitos analistas consideram que os encargos de Johnson à frente do departamento diplomático tornariam mais lenta uma possível coalização política.[14][15]

Em agosto de 2016, May pediu que os ministros Johnson e Liam Fox parasse de "jogar" após este último afirmar que o comércio britânico "não poderia florescer" enquanto sob responsabilidade de Johnson.[16] Sua mensagem em defesa do grupo Change Britain foi considerada pelo jornal The Guardian como uma forma de pressão contra May para acelerar o processo do Brexit.[17][18]

Johnson apoiou formalmente a Intervenção militar no Iêmen[19] e manteve a comercialização de armamentos britânicas com a Arábia Saudita,[20] argumentando a falta de evidências de quebra da lei humanitária internacional pelo governo saudita no conflito.[21] Em setembro de 2016, Johnson foi acusado de bloquear os inquéritos das Nações Unidas sobre os eventuais crimes de guerra cometidos pelos sauditas na região.[21]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Sitio oficial de Boris Johnson (em inglês)
  2. a b «Elections 2008 - London Mayor» (em inglês). BBC News. Consultado em 2 de maio de 2008 
  3. Johnson "will keep his job", notícia do Times Online (em inglês)
  4. "Boris Johnson to run for mayor" Daily Telegraph, 18-Jul-2007.
  5. «"Johnson wins second term by a tight margin"» (em inglês). BBC News 
  6. "London mayoral elections 2016: An analysis of Boris Johnson’s record after eight years in office". Página acessada em 6 de maio e 2016.
  7. «Boris Johnson Appointed UK Foreign Secretary in May Government». Bloomberg. 13 de julho de 2017 
  8. «Johnson and diplomacy are not synonymous». The Guardian. 13 de julho de 2016 
  9. «Boris Johnson is Secretary: The world reacts». BBC News. 13 de julho de 2016 
  10. a b c Bonnie Malkin; Philip Oltermann; Tom Phillips (14 de julho de 2016). «'Maybe the Brits are just having us on': the world reacts to Boris Johnson as foreign minister». The Guardian 
  11. Holton, Kate; Pitas, Costas (14 de julho de 2016). «May builds new-look Brexit cabinet to steer EU divorce». Reuters 
  12. Moore, Robert (14 de julho de 2016). «Boris Johnson's appointment as Foreign Secretary has not gone down well in the United States». ITV News 
  13. Bush, Stephen (14 de julho de 2016). «Sending Johnson to Foreign Office is Bad for Britain, Good for May». New Statesman 
  14. Hüetlin, Thomas (14 de julho de 2016). «Boris Johnson als Außenminister: Der Prügelknabe». Der Spiegel 
  15. Cassidy, John (13 de julho de 2016). «The Huge Challenge Facing Theresa May». The New Yorker 
  16. Swinford, Steven (14 de agosto de 2016). «Theresa May tells feuding ministers to 'stop playing games' and get on with the job». Daily Telegraph 
  17. Walker, Peter (11 de setembro de 2016). «Boris Johnson backs Brexit pressure campaign Change Britain». The Guardian 
  18. White, Griff (16 de setembro de 2016). «What does Brexit mean? With divorce talks looming, Britain still doesn't have a clue». Washington Post 
  19. «Boris Johnson urged to back probe into international law violations in Yemen». The Independent. 21 de setembro de 2016 
  20. «Boris Johnson defends UK arms sales to Saudi Arabia». The Guardian. 5 de setembro de 2016 
  21. a b «Boris Johnson criticised by human rights groups after blocking inquiry into war crimes in Yemen». The Independent. 21 de setembro e 2016  Verifique data em: |data= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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Precedido por
Ken Livingstone
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Prefeito de Londres

2008 - 2016
Sucedido por
Sadiq Khan
Precedido por
Philip Hammond
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Secretário de Estado do Reino Unido
para os Assuntos Externos

2016 - atualidade
Sucedido por
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