Liz Truss

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A Muito Honorável
Elizabeth Truss
MP
Liz Truss em 2022
Primeira-ministra do Reino Unido
Período 6 de setembro de 2022
à atualidade
Monarca Isabel II
Carlos III
Antecessor(a) Boris Johnson
Líder do Partido Conservador
Período 6 de setembro de 2022
à atualidade
Antecessor(a) Boris Johnson
Secretária de Relações Exteriores, da Comunidade e do Desenvolvimento
Período 15 de setembro de 2021
a 6 de setembro de 2022
Primeiro-ministro Boris Johnson
Sucessor(a) James Cleverly
Ministra Titular da Mulher e da Igualdade
Período 10 de setembro de 2019
a 6 de setembro de 2022
Primeiro-ministro Boris Johnson
Antecessor(a) Amber Rudd
Sucessor(a) Nadhim Zahawi
Secretária de Estado do Comércio Internacional
Período 24 de julho de 2019
a 15 de setembro de 2021
Primeiro-ministro Boris Johnson
Antecessor(a) Liam Fox
Sucessor(a) Anne-Marie Trevelyan
Membro do Parlamento por South West Norfolk
Período 6 de maio de 2010
à atualidade
Antecessor(a) Christopher Fraser
Dados pessoais
Nome completo Elizabeth Mary Truss
Nascimento 26 de julho de 1975 (47 anos)
Oxford, Inglaterra
Nacionalidade britânica
Alma mater Merton College, Oxford
Cônjuge Hugh O'Leary (c. 2000)
Filhos 2
Partido Conservador (1996–presente)
Liberal Democratas (antes de 1996)
Profissão
Residência 10 Downing Street
Chequers
Website elizabethtruss.com

Elizabeth Mary Truss (Oxford, 26 de julho de 1975)[1][2] é uma política britânica que atuou em vários governos do Reino Unido. Atualmente é a líder do Partido Conservador e Primeira-ministra do Reino Unido desde 2022.

Truss estudou na Merton College, Oxford, onde foi presidente dos Liberais Democratas da Universidade de Oxford. Ela se formou em 1996 e, posteriormente, ingressou no Partido Conservador. Ela trabalhou nas empresas Shell e Cable & Wireless, antes de se tornar vice-diretora do think tank Reform. Truss tornou-se membro do parlamento após ser eleita nas eleições gerais de 2010. Como uma backbencher, ela pediu reformas em várias áreas políticas, incluindo cuidados infantis, educação matemática e economia. Liz fundou o grupo parlamentar Free Enterprise Group of Conservative e escreveu ou co-escreveu vários artigos e livros, incluindo Após a Coalizão (2011) e Britannia Unchained (2012).

Truss atuou como Subsecretária Parlamentar de Estado para Assistência para o Departamento de Educação do governo britânico, de 2012 a 2014, antes de ser nomeada para o Gabinete do primeiro-ministro David Cameron como Secretária de Estado do Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais na remodelação do gabinete em 2014. Embora ela tenha sido uma importante apoiadora da mal sucedida campanha Britain Stronger in Europe para o Reino Unido permanecer na União Europeia no referendo de 2016, ela veio a apoiar o Brexit após o resultado.

Depois que Cameron renunciou em julho de 2016, Truss foi nomeada Secretária de Estado da Justiça e Lorde Chanceler por Theresa May, tornando-se a primeira Lorde Chanceler feminina nos mil de história do cargo (excluindo Eleanor de Provence em 1253). Após as eleições gerais de 2017, foi nomeada Secretária-chefe do Tesouro. Depois que May renunciou em 2019, Truss apoiou a tentativa bem-sucedida de Boris Johnson de se tornar líder conservador. Quando se tornou primeiro-ministro, Boris nomeou Truss como Secretária de Estado do Comércio Internacional e Presidente da Junta Comercial. Ele então a nomeou secretária de Relações Exteriores em 2021,[3] substituindo Dominic Raab. Truss foi nomeada a principal negociadora do governo com a União Europeia e o Reino Unido como presidente do Conselho de Parceria UE-Reino Unido em 19 de dezembro de 2021, sucedendo David Frost.

Em 10 de julho de 2022, Truss anunciou sua intenção de concorrer às eleições de liderança do Partido Conservador para substituir Boris Johnson como primeiro-ministro. Em 20 de julho, ela ficou em segundo lugar entre os parlamentares conservadores e enfrentou um voto postal dos membros do partido contra Rishi Sunak. Em 5 de setembro de 2022, foi eleita nova líder do partido com 81 326 votos, derrotando Sunak e se tornando a terceira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra.[4][5][3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Mary Elizabeth Truss nasceu em 26 de julho de 1975 em Oxford, Inglaterra, filha de John Kenneth e Priscilla Mary Truss. Desde jovem, Truss era conhecida por seu nome do meio. Seu pai é professor emérito de matemática pura na Universidade de Leeds, enquanto sua mãe - filha de um professor de latim da Bolton School - era enfermeira, professora e membro da Campanha pelo Desarmamento Nuclear. Truss descreve seus pais como sendo "à esquerda dos Trabalhistas". Quando Truss mais tarde se candidatou ao Parlamento pelos Conservadores, sua mãe concordou em auxiliar na campanha ao contrário de seu pai. A família mudou-se para Paisley, Renfrewshire na Escócia quando ela tinha quatro anos, morando lá de 1979 a 1985.[6]

Truss estudou na Roundhay School, na área de Leeds, uma escola que ela mais tarde alegou ter "decepcionado" as crianças.[7] Aos doze anos ela se mudou para Burnaby, Colúmbia Britânica, onde ela frequentou a Parkcrest Elementary School enquanto seu pai ensinava na Universidade de Simon Fraser.[8] Truss elogiou o currículo coerente e a atitude canadense de que era "muito bom ser a melhor da turma", o que ela contrasta com sua educação na Roundhay School.[9] Truss foi lembrada por colegas adolescentes como uma garota estudiosa com amigos "geeky". Ela teria interesse em questões sociais como a falta de moradia.[10] Ela estudou política, filosofia e economia na Faculdade Merton de Oxford, se formando em 1996.[1]

Truss foi muito ativa junto com os Liberais Democratas no começo de sua carreira, se juntando a juventude do partido no período que esteve em Oxford. Durante seu tempo como uma Democrata Liberal, Truss apoiou a legalização da maconha e a abolição da monarquia[11][12] e fez campanha contra a Lei de Justiça Criminal e Ordem Pública de 1994, feita pelo governo conservador da época.[13][14] Dois anos mais tarde, em 1996, Liz Truss se desfiliou dos Liberais e se juntou ao Partido Conservador.[15][16]

De 1996 a 2000, Truss trabalhou para Shell, período durante o qual ela se qualificou como Revisor Oficial de Contas (ACMA, em inglês) em 1999. Em 2000, foi empregada pela Cable & Wireless, uma empresa britânica de telecomunicações, e chegou a diretor econômico antes de sair em 2005.[17]

Carreira ministerial[editar | editar código-fonte]

Secretária de Relações Exteriores (2021-2022)[editar | editar código-fonte]

Liz Truss como Secretária do Exterior participa de reunião entre Boris Johnson e o Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, 2021.

Em 15 de setembro de 2021, durante uma reforma ministerial, Boris Johnson promoveu Truss de Secretária do Comércio Internacional a Secretária de Estado para Assuntos Estrangeiros, da Commonwealth e Desenvolvimento, tornando-se a segunda mulher a ocupar o cargo desde Margaret Beckett em 2006.[18]

Em 2021, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Glasgow, Truss afirmou que a França agiu de forma "inaceitável" durante a disputa pesqueira em Jersey.[19]

Em outubro do mesmo ano, Truss pediu à Rússia que interviesse na crise fronteiriça Bielorrússia-União Europeia e afirmou que desejava uma "relação comercial e de investimento mais próxima" com o Conselho de Cooperação do Golfo, que inclui Arábia Saudita e Catar.[20][21] Em novembro de 2021, Truss e seu homólogo israelense Yair Lapid anunciaram um novo acordo de uma década destinado a impedir o Irã de desenvolver armas nucleares.[22] Em dezembro de 2021, Truss reuniu-se com seu equivalente russo Sergey Lavrov em Estocolmo, incentivando a Rússia a buscar negociações de paz com a Ucrânia.[23]

Em 5 de novembro de 2021, Truss pediu formalmente um cessar-fogo na Guerra do Tigré entre grupos rebeldes etíopes e o governo etíope liderado por Abiy Ahmed, dizendo que "não há solução militar e que as negociações são necessárias para evitar derramamento de sangue e proporcionar uma paz duradoura".[24]

Truss em coletiva de imprensa com o Secretário de Estado estadunidense Antony Blinken, 2022.

Em janeiro de 2022, o ex-Primeiro-ministro australiano Paul Keating, que atua no conselho internacional do Banco de Desenvolvimento da China, acusou Truss de fazer comentários "dementes" sobre o que considera "agressão militar" chinesa no Pacífico, dizendo que "a Grã-Bretanha sofre de delírios de grandeza e privação de relevância".

Truss foi nomeada em dezembro de 2021 como a principal negociadora do governo britânico com a União Europeia, após a renúncia de David Frost. Em 30 de janeiro de 2022, Truss relatou ao programa Sunday Morning da BBC: "Estamos fornecendo e oferecendo apoio extra aos nossos aliados do Báltico em todo o Mar Negro, além de fornecer armas defensivas aos ucranianos". A frase foi criticada pela diplomata russa Maria Zakharova já que os Países Bálticos estão localizados no Mar Báltico ou perto dele e não no Mar Negro, que fica a 700 milhas de distância.

Em 6 de fevereiro de 2022, Truss alertou que "a China deve respeitar a soberania das Malvinas" e defendeu as Ilhas Malvinas como "parte da família britânica" depois que a China apoiou a reivindicação da Argentina sobre as ilhas.

Primeira-Ministra[editar | editar código-fonte]

Truss fazendo seu primeiro discurso como primeira-ministra do Reino Unido, em 10 Downing Street, após se reunir com a Rainha.

Após vencer a eleição de liderança do Partido Conservador, em 5 de setembro de 2022, com 57% dos votos, Truss foi se encontrar com a rainha Isabel II, onde foi formalmente apontada como Primeira-Ministra do Reino Unido. Devido aos "problemas de mobilidade episódicos" da rainha, a monarca recebeu Truss no Castelo de Balmoral, 3 dias antes do seu falecimento[25] na Escócia, a única vez que ela não recebeu um novo primeiro-ministro no Palácio de Buckingham durante seu reinado.[26][27]

Truss começou a apontar membros do seu gabinete logo no primeiro dia, em 6 de setembro. No seu primeiro discurso, afirmou que daria continuidade a várias políticas do seu predecessor e afirmou ainda que baixaria os impostos.[28]

No terceiro dia do seu mandato em decorrência do falecimento de Isabel II, se vê envolvida na direção da Operação Ponte de Londres que trata do plano atualmente em curso após a morte da rainha.

Posições políticas[editar | editar código-fonte]

Liz Truss é uma defensora do livre-comércio, e busca encarnar a essência do conservadorismo britânico. É aguerrida na política externa, não hesitando em tomar posições fortes contra a Rússia e a China; quer incluir a China na lista de "ameaças oficiais" à segurança nacional britânica[29] e diz estar pronta para iniciar uma guerra nuclear, se necessário.[30] Ela acredita que o Reino Unido deveria prefeir cimentar a sua aliança com os Estados Unidos e a Austrália em vez de aprofundar laços com os países europeus. Assim, ela recusou-se a dizer se o Presidente francês deveria ser considerado um amigo ou inimigo.[31]

Insiste na sua agenda "ousada", com cortes fiscais maciços "desde o primeiro dia"; uma proposta controversa. Ela opõe-se à ajuda directa no domínio social. Hostil aos sindicatos de trabalhadores, ela propõe limitar o direito à greve.[32] Liz Truss também propôs, antes de desistir, reduzir os salários dos funcionários públicos, excepto para os que trabalham nas regiões de Londres e do Sudeste de Inglaterra.[33] Liz Truss almeja permitir a fractura hidráulica e aumentar a perfuração de petróleo no Mar do Norte.[34]

Referências

  1. a b «Liz Truss: Conqueror of the Turnip Taliban». The Independent (em inglês). 18 de julho de 2014. Consultado em 1 de março de 2022 
  2. «Page 8744 | Issue 59418, 13 May 2010 | London Gazette | The Gazette». www.thegazette.co.uk. Consultado em 1 de março de 2022 
  3. a b «Quem é Liz Truss, nova primeira-ministra do Reino Unido». Folha de S.Paulo. 5 de setembro de 2022. Consultado em 5 de setembro de 2022 
  4. «Quem é Liz Truss, uma admiradora de Margaret Thatcher que pretende seguir seus passos como primeira-ministra do Reino Unido». G1. 5 de setembro de 2022. Consultado em 5 de setembro de 2022 
  5. «Liz Truss, quem é a nova primeira-ministra do Reino Unido». BBC News Brasil. 5 de setembro de 2022. Consultado em 5 de setembro de 2022 
  6. «Profile: Elizabeth Truss». The Sunday Times. 8 de novembro de 2009. Consultado em 30 de julho de 2012. Cópia arquivada em 18 de julho de 2014 
  7. Vinter, Robyn (13 de julho de 2022). «Liz Truss criticised for saying her Leeds school 'let down' children». The Guardian. Consultado em 14 de julho de 2022. Cópia arquivada em 14 de julho de 2022 
  8. Woods, Allan (5 de setembro de 2022). «Why Liz Truss — Britain's incoming, hardline PM — has a 'sweet spot' for Canada». Toronto Star (em inglês). Consultado em 6 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 5 de setembro de 2022 
  9. Asthana, Anushka (9 de junho de 2012). «The lady's for turning, right from CND to Conservative». The Times. Consultado em 30 de julho de 2012. Cópia arquivada em 14 de março de 2016 
  10. Grylls, George; Norfolk, Andrew; Wace, Charlotte (1 de setembro de 2022). «Liz Truss: from teenage Lib Dem to darling of the Tory right». The Times (em inglês). ISSN 0140-0460. Consultado em 5 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 5 de setembro de 2022 
  11. Ben Ellery (22 de julho de 2022). «How Liz Truss's Tory transformation left her liberal family behind». Times Newspapers Limited. Consultado em 29 de julho de 2022. Cópia arquivada em 23 de julho de 2022 
  12. Rajeev Syal; Emine Sinmaz; Ben Quinn; Peter Walker (30 de julho de 2022). «Ambition greater than ability: Liz Truss's rise from teen Lib Dem to would-be PM». The Guardian. Guardian News & Media Limited. Consultado em 30 de julho de 2022. Cópia arquivada em 31 de julho de 2022 
  13. Kiron Reid (1994). «Criminal Damage» (PDF). Liberal Democrat Newsletter. Consultado em 1 de agosto de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 1 de agosto de 2022 
  14. Steerpike (29 de julho de 2022). «Revealed: Liz Truss's youthful escapades». The Spectator. Consultado em 2 de agosto de 2022. Cópia arquivada em 10 de agosto de 2022 
  15. «BBC Democracy Live: Elizabeth Truss MP». BBC News. Consultado em 25 de julho de 2010. Cópia arquivada em 17 de julho de 2014 
  16. Dale, Iain; Smith, Jacqui (2019). The Honourable Ladies : Volume II: Profiles of Women MPs 1997–2019. La Vergne: Biteback Publishing. ISBN 9781785904479. Consultado em 14 de julho de 2022. Cópia arquivada em 16 de julho de 2022 
  17. Parker, George; Hughes, Laura (10 de fevereiro de 2022). «How Liz Truss transformed herself from also-ran to potential PM». Financial Times. Consultado em 18 de julho de 2022. Cópia arquivada em 13 de julho de 2022 
  18. Simons, Ned (15 de setembro de 2021). «Cabinet Reshuffle: Liz Truss Promoted To Foreign Secretary». HuffPost 
  19. «Truss: France has made unacceptable threats». BBC News. 4 de novembro de 2021 
  20. Ferguson, Emily (14 de novembro de 2021). «UK must be 'on guard' as crisis erupts between Russia and Eastern Europe, warns Defence chief». iNews 
  21. «UK Foreing minister to visit Saudi Arabia and Qatar». Reuters. 19 de outubro de 2021 
  22. Casalicchio, Emilio (29 de novembro de 2021). «UK and Israel target Iran with trade, defense and cyber pact». Politico 
  23. Cordon, Gavin (2 de dezembro de 2021). «UK and US urge Russia to draw back from conflict in Ukraine». The Independent 
  24. «UK calls for ceasefire in Ethiopia conflict». Reuters. 5 de novembro de 2021 
  25. «In full: Prime Minister Liz Truss pays tribute to Queen». BBC News (em inglês). 8 de setembro de 2022. Consultado em 8 de setembro de 2022 
  26. Wingate, Sophie (5 de setembro de 2022). «Liz Truss to become UK's third female prime minister». The Independent. Consultado em 6 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 5 de setembro de 2022 
  27. Foster, Max; Said-Moorhouse, Lauren (31 de agosto de 2022). «Queen won't return to London to appoint new British PM, for first time in her reign». CNN. Consultado em 2 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 2 de setembro de 2022 
  28. «New prime minister - live updates: Cabinet resignations begin as Truss considers top team; Sunak to stay on as MP». Sky News (em inglês). Consultado em 5 de setembro de 2022. Cópia arquivada em 5 de setembro de 2022 
  29. «'Hawkish stance!' Liz Truss set to declare China an official threat if she wins No10 race». Express.co.uk. Consultado em 7 de setembro de 2022 
  30. «Liz Truss says she's 'ready' to hit nuclear button if necessary». The Independent. Consultado em 7 de setembro de 2022 
  31. «Emmanuel Macron is a friend not a foe – and Liz Truss is self-inflicting damage on the Western alliance». New Statesman. Consultado em 7 de setembro de 2022 
  32. «Liz Truss pledges crackdown on unions but is accused of 'Tory fantasy'». The Guardian. Consultado em 7 de setembro de 2022 
  33. «Truss suffers setback as criticism of civil service pay plan brings U-turn». The Guardian. Consultado em 7 de setembro de 2022 
  34. «Liz Truss 'to lift fracking ban within days of becoming leader to boost UK energy supplies'». The Independent. Consultado em 7 de setembro de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]