Atomismo lógico

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Atomismo Lógico é uma crença filosófica originada no começo do século 20 com o desenvolvimento da Filosofia Analítica. Seus principais expoentes foram o filósofo Inglês Bertrand Russell, seu pupilo e colega nascido na Áustria, Ludwig Wittgenstein, e seu correspondente alemão Rudolf Carnap.[carece de fontes?]

A teoria defende que o mundo consiste em "fatos" lógicos definitivos (ou "átomos") que não podem ser quebrados além disso. Tendo proposto originalmente essa posição em seu Tractatus Logico-Philosophicus, Wittgenstein a rejeitou em suas Investigações filosóficas mais tarde.[carece de fontes?]

O termo Atomismo Lógico foi inventado em 1918 por Russell em resposta ao que ele chamou de "logical holism", isto é, a crença de que o mundo opera de tal modo que nenhuma parte pode ser descoberta sem que o todo seja conhecido primeiro.[carece de fontes?] Essa crença era chamada normalmente de monismo e, em particular, Russell e G.E. Moore estavam reagindo ao idealismo absoluto dominante nessa época na Grã-Bretanha.[carece de fontes?]

Origem[editar | editar código-fonte]

O termo apareceu pela primeira vez em um esboço de 1911 escrito por Russell. Todavia, só passou a ser amplamente conhecido quando Russell deu uma série de aulas em 1918 intituladas "A Filosofia do Atomismo Lógico". Russell foi muito influenciado por Ludwig Wittgenstein, como uma nota introdutória reconhece explicitamente.[carece de fontes?]

Russell e Moore se tornaram livres do idealismo britânico o qual, por quase 90 anos, dominou a filosofia britânica. Russell iria se lembrar mais tarde em "Meu Desenvolvimento Mental[1] que "com a sensação de escapar de uma prisão, nos permitimos pensar que a grama é verde, que o sol e as estrelas poderiam existir se ninguém as conhecesse...".[carece de fontes?]

Os princípios do atomismo lógico[editar | editar código-fonte]

Russell se referiu a sua doutrina atomística como contrária à camada "de pessoas que mais ou menos seguem Hegel" (PLA 178).[carece de fontes?]

O primeiro princípio do atomismo lógico é que o mundo contém "fatos". Os fatos são estruturas complexas que consistem de objetos ("particulares"). Isso que ele define como "objetos" se relaciona em termos de fatos atômicos (PLA 199), é um fato, ou vindo de um objeto com uma propriedade simples ou de diferentes objetos, em relação uns aos outros com mais facilidade. Em adição, há julgamentos ("crenças"), as quais estão relacionadas aos fatos, e por essa relação ou verdadeira ou falsa.[carece de fontes?]

De acordo com essa teoria, até simples objetos do dia-a-dia "são aparentemente entidades complexas". De acordo com Russell, palavras como "isso" e "aquilo" são usadas para denotar particularidades. Em contraste, nomes ordinários a exemplo de "Sócrates" são na verdade descrições definitivas. Na análise de "Platão fala com seus pupilos", "Platão" precisa ser substituído por algo como "o homem que foi o professor de Aristóteles".[carece de fontes?]

Em 1905, Russell ja havia criticado Alexius Meinong, cujas teorias levaram ao paradoxo da existência simultânea e não-existência de objetos ficcionais. Essa teoria de descrições foi crucial para o atomismo lógico, enquanto Russell acreditava que a linguagem refletia a realidade.[carece de fontes?]

Diferenças entre os atomismos de Russell e Wittgenstein[editar | editar código-fonte]

Na época que Russell lecionou sobre atomismo lógico, ele havia perdido contato com Wittgenstein. Depois da Primeira Guerra Mundial, Russell se encontrou com Wittgenstein novamente e o ajudou a publicar o Tractatus Logico-Philosophicus, a versão própria de Wittgenstein sobre o Atomismo Lógico.[carece de fontes?]

Mesmo Wittgenstein não tendo usado a expressão Atomismo Lógico, o livro expõe a maioria do atomismo lógico de Russell exceto pela "Teoria do Conhecimento de Russel". Por volta de 1918, Russell se mudou para longe. Mesmo assim, o "Tractatus" diferiu tão fundamentalmente da filosofia de Russell que Wittgenstein sempre acreditou que Russel não entendeu o trabalho.[carece de fontes?]

As diferenças são em relação a vários detalhes, mas a diferença crucial é num entendimento fundamentalmente diferente da tarefa da filosofia. Wittgenstein acreditava que a tarefa da filosofia era limpar erros linguísticos. Russel estava fundamentalmente preocupado em estabelecer sólidas bases epistemológicas. Questões Epistemológicas como quão prático o conhecimento é, não interessaram Wittgenstein, que investigou "os limites do mundo", e mais tarde, o que significam.[carece de fontes?]

Para Wittgenstein, metafísica e ética eram sem sentido, mesmo sem ele querer diminuir as suas importância na vida dessa maneira. Russel, do outro lado da moeda, acreditava que esses assuntos, particularmente ética, mesmo não pertencendo à filosofia nem à ciência, e tendo uma fundação epistemológica inferior, eram de seu interesse.[carece de fontes?]

Influência e declínio[editar | editar código-fonte]

O efeito imediato do "Tractatus" foi enorme, particularmente devido à recepção que recebeu pelo Círculo de Viena. Contudo, é defendido agora por muitos filósofos analíticos, que o Círculo de Viena entendeu mal certas seções do Tractatus. O efeito indireto do método, sobretudo, foi talvez ainda maior a longo prazo, especialmente no Positivismo Lógico. Como Russel, Wittgenstein eventualmente rejeitou o atomismo lógico. Essa rejeição culminou na publicação póstuma do livro Investigações filosóficas.[carece de fontes?]

Textos[editar | editar código-fonte]

  • Russell B, (1944) "My Mental Development", in Schilpp, Paul Arturn "The Philosophy of Betrand Russell", New York, Tudorm 1951.

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Russell B, (1944) "My Mental Development", in Schilpp, Paul Arthur: "The Philosophy of Bertrand Russell", New York, Tudor, 1951, pp 3-20

Ligações externas[editar | editar código-fonte]