Absurdo

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O português absurdo é empréstimo erudito do século XVI ao adjetivo latino absurdus, "desagradável ao ouvido", e, por extensão, "incompreensível, absurdo", derivado do adjetivo latino surdus, "surdo". Sua substantivação na língua portuguesa é bastante antiga. (cf. Cicéron, De Oratore, III, 41)

Lógica[editar | editar código-fonte]

Na lógica, o absurdo é o conjunto de proposições que leva inevitavelmente a uma negação de alguma das proposições anteriores que eram consideradas verdadeiras.

Exemplo:

Expressão Lógica Significado
1. A → ¬B se A é verdadeiro, então B é falso.
2. B B é verdadeiro
3. A A é verdadeiro

Dado 3 e 1, chega-se à negação(¬) de B, que é a negação da proposição 2.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Em literatura, o absurdo é uma técnica literária que consiste em introduzir elementos sem coerência em um marco lógico previsível, mas incompatível com o elemento novo. É uma característica recorrente no humor, desde Gila a Ramón Gómez de la Serna. Na literatura contemporânea destaca-se o valor existencialista que repercutiu com o chamado "Teatro do absurdo", ou a patafísica nos autores como Samuel Beckett ou Eugène Ionesco.

Filosofia[editar | editar código-fonte]

Na filosofia, o absurdo é uma composição existencialista que segue as que foram criadas entre as duas guerras mundiais. O conceito de absurdo tem como nome maior o escritor e filósofo Albert Camus no seu livro O Mito de Sísifo, publicado em 1942, juntamente com O Estrangeiro. Camus completa o chamado ciclo do absurdo com a sua peça de teatro Calígula. Deixou-nos ele uma obra marcante sobre o absurdo, juntando à revolta o amor, a morte e a justiça.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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