George Edward Moore

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George Edward Moore
Джордж Едуард Мур през 1914 г.
Nascimento 4 de novembro de 1873
Londres
Morte 24 de outubro de 1958 (84 anos)
Cambridge
Sepultamento Ascension Parish Burial Ground
Nacionalidade Reino Unido Britânico
Cidadania Reino Unido
Alma mater
Ocupação filósofo, professor universitário
Prêmios
Empregador Universidade de Cambridge
Religião ateísmo

George Edward Moore, mais conhecido como G. E. Moore, (Londres, 4 de novembro de 1873Cambridge, 24 de outubro de 1958) foi um filósofo britânico educado em Dulwich College.

George Edward Moore nasceu em Londres e dedicou ao latim e ao grego a maior parte de seus estudos secundários. Foi como estudante de letras clássicas que entrou, em 1892, no Trinity College, na Universidade de Cambridge.[1] A amizade com Bertrand Russell conseguiu convencê-lo a voltar-se para a filosofia. A vida e a carreira de Moore foram inteiramente devotadas ao trabalho filosófico, começando pela "Fraternidade" (fellowship) em Cambridge, de 1898 a 1904, percorrendo os anos em que Moore não exerce nenhuma função acadêmica, de 1904 a 1911, o magistério em Cambridge de 1911 a 1939, até os últimos anos de ensino efetivo, durante a Segunda Guerra Mundial, nos Estados Unidos. De 1921 a 1947 também foi diretor da revista filosófica Mind.

Moore decerto não foi tanto um construtor de sistemas quanto um iniciador fecundo e um crítico vigilante. Juntamente com Russell foi cofundador do movimento analítico em filosofia. No início do século exerceu influência benéfica sobre seus contemporâneos, sentida como vivificante e sobretudo liberadora, tanto no tocante ao idealismo e a certo obscurantismo neo-hegeliano quanto no tocante à respeitabilidade vitoriana: o Grupo de Bloomsbury o considerou um mentor. Seu livro Principia Ethica serviu de referências nos debates estudantis do grupo sobre a reação ao puritano pensamento vitoriano em favor da valorização das relações pessoais como a amizade e o deleite por objetos belos.[2] Ele foi um entusiasta do keynesianismo por criar uma possibilidade de livrar o mundo do Reductio ad absurdum de benthanismo e do "utilitarismo marxista".[3]

Filosoficamente, inaugurou o renascimento do realismo na Inglaterra e forneceu à análise os fundamentos que lhe permitiram o progresso, bem como métodos zelosamente aprimorados e trabalhos exemplares. Um de seus comentadores não hesita em ver nele "o mais agudo, o mais hábil questionador da filosofia moderna".[carece de fontes?]

É por certo "um filósofo para os filósofos".[carece de fontes?] Confessou um dia com candura que o mundo e as ciências lhe teriam proposto problemas filosóficos, mas que as estranhas asserções dos filósofos muitas vezes lhe pareceram bem enigmáticas. Daí decorrem por certo dois aspectos importantes da empreitada de Moore: a defesa do senso comum e a elucidação das proposições. O campo de sua aplicação da análise é vasto: comporta os enunciados do próprio senso comum, os enunciados de percepção e os enunciados filosóficos. A reflexão sobre as técnicas de análise recebeu de Moore uma atenção especial, mas foi à leitura dos trabalhos do seu amigo Russell que Moore dedicou mais tempo e cuidado.

Foi também mestre e amigo do jovem Wittgenstein. Mas os filósofos da segunda geração, como Austin, Malcolm, Strawson, reconhecem nele o iniciador de um método de análise atenta ao uso e preocupada com as matizes do senso comum. Moore aparece assim no ponto de articulação entre a "antiga" e a "nova" análise. Compreende-se também por que a interpretação global de sua obra é motivo de controvérsia: assim é que alguns o glorificam por ter sido (através de seu artigo de 1925, A Defense of Common Sense), ao passo que outros, como Ayer, lhe são reconhecidos sobretudo por ter permitido à filosofia britânica resgatar sua verdadeira tradição, o realismo e o empirismo, depois do episódio aberrante do neo-idealismo hegeliano.[carece de fontes?]

Durante a infância foi religioso, mas posteriormente, Moore considerou-se um infiel.

Homem de ensino e do verbal mais que do escrito, de discussão e de argumentação, homem da indagação, polemista às vezes feroz, crítico sempre vigilante, Moore apareceu para seus contemporâneos como "a prova viva da importância que em filosofia têm a honestidade, a clareza, a integridade e um pensamento atento. De sua obra, Warnock escreve que é "em sua essência tão simples, tão direta, tão inteiramente cândida e desprovida de preconceitos que mal parece filosófica. É simplesmente discussão (it is just argument). Talvez seja esta sua virtude específica, segredo de sua força".[carece de fontes?]

Referências

  1. Moore, George Edward" in J. Venn e J. A. Venn, Alumni Cantabrigienses. 10 vols. (Cambridge: Cambridge University Press, 1922–1958) ACAD - A Cambridge Alumni Database
  2. Biven, W. Carl (1989). Who killed John Maynard Keynes? : conflicts in the evolution of economic policy. Homewood, Ill.: Dow Jones-Irwin. pp. 8–9. 212 páginas. ISBN 1556231490. OCLC 18959959 
  3. Beaud, Michel; Dostaler, Gilles (1996). La pensée économique depuis Keynes (em francês). Paris: Seuil. p. 37. 444 páginas. ISBN 2020289695. OCLC 35561539 

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