Ética profissional

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Ética profissional é o estudo de deveres próprios que instrui o comportamento e a conduta do ser humano no campo profissional. Para ter ética profissional é preciso cumprir todas as atividades da sua profissão, de acordo com os princípios estipulados pela sociedade e pelo seu trabalho. Cada profissão possui seu devido código de ética, e varia de acordo com cada área de atuação do individuo. Porém, existem alguns pontos que são amplos e globais dentro da ética, independente da profissão, como a honestidade, competência e etc. O Código de Ética Profissional reúne normas éticas que têm de ser utilizada pelos profissionais no oficio do seu trabalho.


Profissão e efeitos da conduta ética[editar | editar código-fonte]

O conceito de profissão, nos dias de hoje é aquele que aceito, representa: “Trabalho que se pratica com habitualidade a serviço de terceiros”, ou seja, “prática constante de um Ofício”. A profissão tem, pois além de sua utilidade para o indivíduo, uma rara expressão social e moral, de fato, se acompanharmos a vida de um profissional, desde sua formação escolar até seu êxito final, vamos observar o quanto ele produz e recebe de utilidade.

A quase totalidade das profissões liberais possui grande valor social, o que varia é sua forma de atuação e a natureza qualitativa dos serviços perante as necessidades humana. A saúde, a educação, o lazer, a habitação, a vida empresarial e institucional etc. são grandes objetivos que necessitam da atuação do profissional, médicos, professores, escritores, engenheiros, administradores, contadores, advogados, psicólogos, biólogos, agrônomo etc. são elementos indispensáveis á vida social, em tarefas de relevante importância.


Responsabilidade, utilidade e projeção profissional[editar | editar código-fonte]

Os benefícios que o profissional propicia, cumprindo a responsabilidade, de seus trabalhos, passam a dar-lhe notoriedade, ampliando o grau de satisfação em relação a eles e quase criando uma obrigação de retribuição moral por partes dos beneficiados. Esta a razão pela qual, com sucesso, muitos deles chegam a cargos eletivos, com relativa facilidade. A oportunidade de servir é retribuída, socialmente, com aquela de usufruir o prestígio granjeado.

Obstáculo à fama profissional e postura ética na defesa do direito de imagem[editar | editar código-fonte]

É óbvio que não escapará o profissional vitorioso dos males da inveja, tal baixo sentimento sempre se faz acompanhar de atitudes imorais e antiéticas como decorrências ( calúnias, difamações, traições, resistências passivas, chantagens ), todavia, a postura ética oferece remédios para se contrapor a essas mediocridades do espírito humano, nomes honrados podem ser desmoralizados; o que se fez durante toda uma vida, em poucos dias pode desmoronar, diante do efeito malévolo da ação dos caluniadores, traidores, difamadores, chantagistas e intrigante, mas nesse particular também os profissionais de valor podem se opor com a inteligência, desde que o façam em tempo oportuno e com a energia necessária.


Ética e profissão[editar | editar código-fonte]

Para se obter bons resultados em empresas e negócios, é necessário haver uma boa relação de reciprocidade entre as partes envolvidas, tanto o ator que pratica quanto o que recebe o fruto do trabalho. A profissão é composta pela troca entre a necessidade e a utilidade; Nessa relação existe um benefício mútuo entre esses, inclusive quando se existe uma boa conduta ligada aos princípios éticos. Vale ressaltar que, nem sempre, o que é útil para estes, é necessariamente para toda a sociedade.

Na contratação de um novo colaborador, o gestor identifica a necessidade e em contrapartida, o outro sujeito, necessita também mostrar seus atributos profissionais, um resumo de sua formação acadêmica na prática. Necessita de uma oportunidade de construir seu conceito profissional, que segundo Lopes (1927), é a evidência perante terceiros, das capacidades e virtudes de um ser no exercício de um trabalho habitual de qualidade superior. No entanto, para se obter um bom conceito profissional é necessário ter uma boa conduta ética, algo que vai muito além do lado profissional e está relacionado ao lado humano, às virtudes e o caráter.

Um bom currículo, uma boa formação não é de fato, o único atributo necessário para se desenvolver um profissional qualificado, é preciso honrar a profissão que se tem carregando consigo os princípios fundamentais da ética profissional. Pode ser utilizado aqui o exemplo do psicólogo que pode não guardar sigilo de suas relações profissionais com seus pacientes, quebrando o código de ética e consequentemente perdendo todo seu valor moral diante da sociedade. Foi possível perceber que houve a utilidade das duas partes, porém não houve ética por parte do profissional, que ágil de maneira totalmente inadequada. Nem sempre aquilo que é útil é também ético.

Especialização, cultura e utilidade profissional[editar | editar código-fonte]

Um bom profissional não se limita apenas a conhecimentos ligados à sua área, muito pelo contrário, busca se especializar e obter culturas profissionais divergentes das suas. Um Gestor de Recursos Humanos, por exemplo, pode não ver a necessidade de se aprender algumas disciplinas como filosofia, sociologia, e outras. Possivelmente se ele as estudasse, seria um melhor administrador de negócios, aprendia a se relacionar de maneira mais eficiente com funcionários, teria com certeza, uma melhor conduta e utilidade profissional. Conhecimento nunca é demais, e quanto mais se tem, melhor. É notável que uma boa cultura profissional resulta numa melhor conduta.

Deveres profissionais[editar | editar código-fonte]

Deveres que envolva uma utilidade a outras pessoas, também uma vida e uma postura profissional, necessita de uma conduta a ser seguida em um ambiente de trabalho. Segundo Sá. (1927) esses deveres são necessários para ação profissional, determinando e introduzindo modos a governar a atuação do individual diante seu cliente, seus colegas, a sociedade, o Estado , como também, perante sua própria convicção. A qualidade da execução e uma conduta de valores irão proporcionar um ótimo complemento para essas escolhas de forma úteis e que causam benefícios com suas práticas.

O dever precisa proceder como algo que traz satisfação pela escolha profissional adquirida, buscando ainda o dever do conhecimento consequentemente sendo aplicado de forma adequada e não como uma obrigação imposta. A profissão não deve ser um meio de ganhar a vida, mas de ganhar pela vida que ela proporciona.

Uma profissão demanda um conhecimento pleno sobre o domínio a profissão, da mesma maneira necessita de formas de executar, com também precisa de atualização constante e aperfeiçoamento. Ao receber um cargo sem ter capacidade e o conhecimento para exercê-lo, comete-se infração grave por razões aos danos que podem causar ao cliente.

No entanto, a profissão vai além do conhecer as teorias e obter experiências, mas está no domínio sobre o que é repassado, sob o engajar de uma responsabilidade da profissão, assim é dever ético profissional dominar o conhecimento com eficácia. Uma tarefa realizada apenas com o conhecimento material, não pode ser considerada eficaz.

Segundo Sá (1927), o exercício da profissão merece ser mais explorado pelo o profissional. Uma concepção é que as classes quanto menores mais vulneráveis são elas. Na profissão pode-se observar atitudes a partir da mesma, a qual pode elevar ou derrotar uma sociedade como um todo, sendo assim uma responsabilidade individual.

As mudanças são de grande importância, possuindo uma base na educação das classes. Todavia, propende que as classes profissionais a esperança de reduzir a desigualdade social estando presente nos grupos, visto como microssocial ou macrossocial o qual está em busca do equilíbrio de ambos, por serem dependentes um do outro.

O desempenho ético no ambiente profissional e as relações especiais[editar | editar código-fonte]

Os diversos ambientes em que os seres humanos convivem podem interferir no processamento da conduta. Isso porque cada lugar possui suas particularidades e o comportamento vai se adequando. Sobretudo, vale ressaltar que há uma consciência ética genética e a que se forma com a convivência com seus grupos e atuação no mercado de trabalho.

Como aponta Lopes de Sá, existem diversos aspectos especiais em que se pode observar a atuação do profissional em seus espaços e nas relações de trabalho: empregado, particular ou público; autônomo, individual ou coletivo; sócio de uma empresa fechada; sócio de uma empresa consorciada ou associada; sócio-dirigente ou de Conselho de uma empresa aberta; participante de uma empresa multinacional.

O desempenho é processado conforme seja o ambiente, com condutas compatíveis. Dependendo do cargo que o profissional exerça, ele pode acabar, por causa de ordens superiores, realizando o que a sua conduta não permitiria. Tornando assim, mais complexas a execução da conduta humana. Mas, as ações do profissional não excluem suas virtudes, pois deixariam de serem éticas. O que se torna menos ético são suas ações na organização, de acordo com a sua importância na empresa.

A conduta ética não é aquela que beneficia a um único grupo, pois o favorecimento deste grupo pode prejudicar a maioria. A verdadeira conduta é aquela que almeja fazer o bem, tanto por amor próprio quanto por amor ao próximo.

O que pode ferir gravemente a ética são as ambições, como sobre o mercado, em que as empresas realizam práticas anticompetitivas. Para todos os envolvidos do grupo a conduta é extremamente válida se gerou lucros satisfatórios, se expandiu os negócios e se os salários estão garantidos.

Cada ambiente de trabalho tem suas próprias características e exigem condutas compatíveis, por exemplo: a conduta de um economista do Banco Central é diferente da conduta de um professor de economia. Sobretudo, a prática das virtudes do profissional não devem se corromper.

Todo empregado deve obediência ao poder patronal, mas, isso não significa escravidão, negar sua consciência ética e nem excluir a totalidade de suas vontades. Pois, o comodismo e a perda de autonomia sobre si pode gerar graves consequências. Até mesmo, realizar comandos por medo de perder o emprego. Nesse caso, o profissional acaba se sujeitando à neuroses e desequilíbrios, pelo conflito entre suas vontades éticas e executar o comando.

Antes de tudo, o profissional deve entender que é no trabalho que se passa a maior parte da vida, acreditar no seu potencial para a tarefa que lhe é confiada e aceitar que sem o comprimento de sua tarefa a empresa não estaria completa em suas funções. Quando o profissional possui essa mentalidade, ele detém o compromisso de cumprir com eficácia suas funções e desempenha seus encargos com adequação ética. Por isso, é fundamental que cada pessoa esteja convicta da profissão que deseja exercer.

Devido à impersonalidade, as empresas grandes apresentam estar em decadência, pela grande quantidade de serviços prestados com má qualidade, fruto de incorreta divisão do trabalho. E essa má qualidade do trabalho que provoca prejuízo é violação a ética.  Enquanto que o profissional autônomo e a pequena empresa aparecem com maior qualidade nos serviços prestados, gerando credibilidade. O autônomo preza por atender pessoalmente ao cliente, transferindo responsabilidades de menor porte aos funcionários.

Por mais que o profissional realize atividades em nome de uma instituição e a instituição faça os trabalhos de tal maneira, quem fez o serviço foi o profissional que é um ser humano, tem vontade própria e tem responsabilidades éticas.

De forma geral, o ambiente de trabalho é apenas o local onde são processadas as relações profissionais. Já o profissional, não deve parar de processar conduta e esta não pode alterar conceitos éticos consagrados, pelo fato de que na ambiência é permitido.


Referência[editar | editar código-fonte]

  1. Camargo, Marculino. Fundamentos de ética geral e profissional; [apresentação de Frei Gilberto Garcia, Vicente Keller]. 8. ed. - Petrópolis, RJ : Vozes, 2009.
  2. Sá, Antônio Lopes de. Ética profissional. 9. ed. - 4. reimpr. - São Paulo: Atlas, 2012.