Poesia lírica

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A poesia lírica é uma forma de poesia que surgiu na Grécia Antiga, e originalmente, era feita para ser cantada ou acompanhada de flauta e lira (daí o lírica).

Classificação poesia lírica[editar | editar código-fonte]

Na poesia lírica o poeta fala diretamente ao leitor, representando os sentimentos, estado de espírito e percepções dele ou dela. O poema funciona como uma fotografia, registrando emoções e sentimentos do "eu lírico", isto é, a voz que se manifesta no poema. Essa voz pode representar o "eu" do próprio poeta (poesia confessional como a de Bocage) ou de outra pessoa ou ser, como fazia o trovador D. Dinis e como faz ainda hoje o compositor Chico Buarque, que tão bem interpretou os sentimentos da mulher em muitas de suas canções. Vejam dois exemplos do que foi dito:

Poesia confessional: AMOR UNIVERSAL

Trago nos olhos a água, nascida na fonte da serra.

Na boca... na boca tenho terra, de tantas vezes ter ido ao chão.

Nas mãos trago uma roseira de luz

onde poesia é espinho ou flor.

No ventre trago a fome de mil gerações,

no peito mais de mim corações

e no coração, um infinito amor.

(Geraldo Chacon, Meu caderno de poesia. SP: Flâmula, 2004.)

Assim como muitos poetas, também Geraldo Chacon interpretou a alma feminina no seguinte poema:

ENFIM, MULHER!

Cheguei da estrada, calada, triste e pensativa.

Trazia a alma impregnada de noite e de chuva

e o coração partido pelo amor perdido.

Tu me roubaste as roupas e os sentidos.

Tu me tomaste a boca

e me mordeste os seios

e me marcaste as pernas, a nuca

e nunca tão louca estive

entre outros braços.

Nunca, entre outros braços

me senti tão ardente e tão forte

tão perto da morte

e tão junto da vida!

Lutamos com mais furor

que a tempestade lá fora,

mas as árvores acalmaram os ventos

e teus carinhos os meus tormentos.

E rompeu a nova aurora

quando a luz do teu olhar

aqueceu-me todo o corpo

dando-me nova chama

e me fez sentir melhor

e me fez sentir mulher

quando te deitei na cama!

(Geraldo Chacon, Meu caderno de poesia. SP: Flâmula, 2004.)

A maioria da poesia lírica é feita em rimas, embora como em toda regra, existam exceções.

Rima é a identidade de som a partir da tônica, exemplo: ferida / perdida, amor / dor. Como a poesia lírica busca captar e preservar um estado afetivo pode ser curtíssima. Exemplo:

ENAMORADO

A qualquer aquarela

prefiro os olhos dela

na moldura da janela.

(Geraldo Chacon, Meu caderno de poesia. SP: Flâmula, 2004.)

Classificação poesia satírica[editar | editar código-fonte]

A literatura medieval portuguesa testemunha uma vocação satírica cultivada desde os cancioneiros primitivos até à poesia palaciana. Na lírica trovadoresca galego-portuguesa, as cantigas de escárnio e maldizer, visando com frequência certas personagens como jograis, soldadeiras, clérigos, fidalgos, plebeus nobilitados, satirizam certos aspetos da vida da corte, circunstâncias políticas, situações anedóticas e picarescas que apresentam uma ridicularização do amor cortês. Menos licenciosa, a poesia satírica do Cancioneiro Geral, assumindo também a sátira à sociedade do tempo, moteja costumes, indumentárias, constrangimentos da vida da corte; assume, frequentemente, uma postura antiexpansionista; denuncia a desordem social e apresenta, num ataque às damas, o reverso do amor cortês, privilegiando as composições coletivas de tom jocoso. [1]

Poetas[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CARA, Salete de Almeida. A poesia lírica. São Paulo: Ática, 1998. ISBN 85-08-00003-0.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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