Horácio

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Horácio em ilustração de Anton von Werner.

Quinto Horácio Flaco, em latim Quintus Horatius Flaccus, (Venúsia, 8 de dezembro de 65 a.C.Roma, 27 de novembro de 8 a.C.) foi um poeta lírico e satírico romano, além de filósofo. É conhecido por ser um dos maiores poetas da Roma Antiga.

Vida[editar | editar código-fonte]

Filho de um escravo liberto, que possuía a função de receber o dinheiro público nos leilões, recebeu uma boa educação para alguém com suas origens sociais, graças aos recursos que seu pai conseguiu, levando-o para Roma onde foi discípulo de Orbílio Pupilo.[1]

Seus estudos literários de Roma foram completados em Atenas, para onde foi, aos vinte anos.[1]

Quando em 44 a.C. eclodiu a guerra civil que se seguiu ao assassinato de Júlio César, Horácio tomou partido daqueles que participaram da morte deste, Bruto e Cássio, servindo até a Batalha de Filipos onde, ao avizinhar-se a derrota, fugiu de volta para Roma.[1]

Já sem o pai, que havia morrido, e tendo perdido todos os bens que este possuía, que foram confiscados, Horácio conseguiu um trabalho como escriturário, tendo assim ocasião de começar a escrever suas obras literárias.[1]

Conhece então o poeta Virgílio, que o apresenta a Mecenas que, após nove meses, o convoca para integrar o círculo de artistas protegidos, tornando-se assim um dos poetas oficiais do estado, tendo a amizade a partir dali aumentado a tal ponto que o protetor deu-lhe de presente uma vila.[1]

Eclodem, então, as lutas de Otaviano contra Cleópatra e Marco Antônio (32-30 a.C.), tomando então Horácio entusiasta partido do primeiro que, sagrando-se vitorioso em Ácio, dele recebeu exultação pela conquista.[1]

Tendo início o Império, e Otaviano passando a chamar-se Augusto, tem início um período de paz que o poeta louvou, agradando ao imperador que, então, lhe oferece o cargo de secretário, sendo a oferta recusada.[1]

Também recusa os pedidos de Mecenas e Augusto para que cantasse os feitos guerreiros, preferindo exaltar o papel de pacificador do governante, dedicando-se aos poemas curtos e com temas variados.[1]

Segundo Enzo Marmorale, Horácio “era de baixa estatura, quase gordo, moreno, de cabelos pretos, e bom orador”; mesmo havendo jurado que não sobreviveria a Mecenas, sua morte deu-se a 27 de novembro de 8 a.C., meses após o falecimento do amigo, ao lado de quem foi sepultado no Esquilino.[1]

Filosofia Epicurista[editar | editar código-fonte]

Alguns de seus poemas são apontados como exemplos do impacto da filosofia epicurista na Roma Antiga. [2] Não sendo um filósofo ele mesmo no sentido estreito do termo, ele se mostrou um filósofo ao não evitar o tema em seus poemas [3] alguns temas epicuristas destacam-se em sua obra, como a importância em se aproveitar o presente (carpe diem) pelo reconhecimento da brevidade da vida e a busca pela tranquilidade (fugere urbem) .

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Sua obra pode ser dividida em quatro gêneros:

  • Sátiras ou sermones — Retrata ironia de seu tempo dividida em dois livros escritos em hexâmetros. Baseado em assuntos literários ou morais, discute questões éticas.
  • Odes ou Carminas — Divididos em quatro livros de longos poemas líricos sobre assuntos diversos, geralmente sobre mitologia. Também em hexâmetros.
  • Epístolas ou cartas — Dois livros feitos de coleções de cartas sobre vários assuntos. Dentre elas destaca-se a maior, a Epístola aos Pisões, conhecida como Arte Poética.
  • Epodos ou iambos — Um livro somente, com 17 pequenos poemas líricos escritos na mocidade sobre assuntos de Roma e imitava, tanto na métrica quanto no estilo satírico, o poeta Arquíloco.

Livros[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i Vivian de Azevedo Garcia Salema (s/d). «Análise do Epodo X de Horácio». UFRJ. Consultado em 10/11/2015. 
  2. WOODMAN, Tony & FEENEY, Denis (ed.). Traditions and Contexts in the Poetry of Horace. Cambridge: Cambridge University, 2002.
  3. MOLES, John. Poetry, philosophy, politics and play. In: WOODMAN, Tony & FEENEY, Denis (ed.). Traditions and Contexts in the Poetry of Horace. Cambridge: Cambridge University, 2002.p. 157

Ver também[editar | editar código-fonte]

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