Batalha de Áccio

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Batalha de Áccio
Guerra Civil Romana
Castro Battle of Actium.jpg
A Batalha de Áccio, 2 de setembro de 31 a.C., por Lorenzo A. Castro, pintada em 1672.
Data 2 de setembro, 31 a.C.
Local perto de Áccio, na Grécia
Desfecho Vitória decisiva de Otaviano
Beligerantes
Forças romanas leais a Otaviano Marinha do Egito e romanos leais a Marco António
Comandantes
Marco Vipsânio Agripa
Otaviano César
Lúcio Arrúncio, o Velho
Marco Lurio
Marco Antônio
Cleópatra
Caio Sósio
Forças
250 galés
16 000 legionários
3 000 arqueiros
290 galés
30–50 navios de transporte
20 000 soldados de infantaria
2 000 arqueiros
Baixas
~ 2 500 mortos Mais de 5 000 mortos
Mais de 200 navios afundados ou capturados
Disposição das tropas durante a batalha de Áccio

A Batalha de Áccio (ou Ácio – em latim, Actium) teve lugar em 2 de setembro de 31 a.C., perto de Áccio na Grécia,[1] durante a guerra civil romana entre Marco António e Otaviano (depois conhecido como imperador Augusto).[2] A frota de Otaviano era comandada por Marco Vipsânio Agripa e a de António apoiada pelos barcos de guerra da rainha Cleópatra do Egito. O resultado foi uma vitória decisiva de Otaviano, que findou a oposição ao seu poderio crescente. Esta data é por isso usada para marcar o fim da República e início do Império Romano.

Prelúdio[editar | editar código-fonte]

O segundo triunvirato rompeu-se devido à séria ameaça que Otaviano via em Cesarião, o filho de Cleópatra e Júlio César. A base do poder de Otaviano era a sua ligação a César por adopção, que lhe garantia a sua muito necessitada popularidade e lealdade das legiões. Ao ver esta situação conveniente posta em causa após Marco António ter declarado que Cesarião era o legítimo herdeiro de Júlio César, começou uma guerra de propaganda entre os aliados que destruiu o segundo triunvirato no último dia de 33 a.C..

Finalmente o senado retirou Marco António do poder e declarou guerra contra Cleópatra. Um terço do senado e ambos os cônsules juntaram-se ao lado de Marco António, e em 31 a.C. a guerra começou quando o talentoso general Marco Vipsânio Agripa capturou a cidade grega e o porto naval de Methon que era leal a Marco António. Marco António era um excelente soldado, no entanto a sua falta de experiência em confrontos navais foi o seu calcanhar de Aquiles.

A batalha[editar | editar código-fonte]

As duas frotas eram constituídas por cerca de 400 navios cada uma. Este número é apenas uma estimativa, visto que as fontes históricas são contraditórias neste aspecto. A táctica usada por Marco António foi valer-se da maior tonelagem dos seus navios, carregá-los com artilharia e bombardear o inimigo. No entanto, os barcos comandados por Marco Vipsânio Agripa eram mais leves e manobráveis e conseguiram evitar estas investidas e eliminar o perigo. Durante a luta, Cleópatra decidiu fugir e António depressa a seguiu. A fuga do comandante não foi descoberta e a luta prosseguiu até Agripa conseguir incendiar e afundar a frota de António.

Cerca de um ano depois destes eventos, Otaviano invadiu o Egito e António e Cleópatra suicidaram-se. Uma referência à batalha é feita na Eneida de Virgílio.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CALIFF, David J. Battle of Actium (Great Battles Through the Ages). New York: Chelsea House, 2003. (ISBN 0-7910-7440-4).
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  1. March 2008, Heather Whipps 24. «How the Battle of Actium Changed the World». livescience.com (em inglês). Consultado em 17 de outubro de 2020 
  2. «Actium (31 BCE) - Livius». www.livius.org. Consultado em 17 de outubro de 2020