Curt Meyer-Clason

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Curt Meyer-Clason
Nascimento 19 de setembro de 1910
Ludwigsburg
Morte 13 de janeiro de 2012 (101 anos)
Nacionalidade Alemanha Alemão
Ocupação Escritor e tradutor

Curt Meyer-Clason (Ludwigsburg, 19 de setembro de 1910 - Munique, 13 de janeiro de 2012) foi um escritor e tradutor alemão.[1][2] É conhecido por ter sido tradutor de Guimarães Rosa.

Breve biografia[editar | editar código-fonte]

Curt Meyer-Clason estudou comércio no ginásio na Alemanha.

Inicialmente ele trabalhou empregado neste campo na cidade independente de Bremen, passando a atuar, a partir de 1936, como comerciante independente na Argentina e no Brasil. Em 1942, foi preso pela polícia política do Rio Grande do Sul, acusado de espionagem para o III Reich. Ficou preso por cinco anos no Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande.[3]. Foi na prisão que Meyer-Clason conheceu a literatura, incentivado por um companheiro de cela.[4]

Meyer-Clason só começou a traduzir depois que regressou à Alemanha, em 1954, quando já era um homem de meia-idade. De volta a seu país, atuou como editor em Munique, na Baviera. A partir dos anos '60 Curt Meyer-Clason aumentou consideravelmente a sua dedicação à tradução de autores de língua portuguesa, castelhana, e de autores da América Latina. Meyer-Clason traduziu para o alemão alguns dos mais importantes autores brasileiros, como Machado de Assis, Jorge Amado, Clarice Lispector, João Ubaldo Ribeiro, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto.[5]

Ficou especialmente conhecido como tradutor de João Guimarães Rosa. São dele as versões em alemão para Grande Sertão: Veredas, Primeiras Estórias, Sagarana e Corpo de Baile. As cartas trocadas por ambos entre 1958 e 1967 foram lançadas em livro em 2003.[6]

Meyer-Clason foi líder do Goethe-Institut em Lisboa, Portugal, de 1969 a 1976.

Morreu aos 101 anos em Munique.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Literatura alemana actual, Asunción 1969
  • Erstens die Freiheit, Wuppertal 1978
  • Portugiesische Tagebücher, Königstein/Ts. 1979
  • Äquator, Bergisch Gladbach 1986
  • Unterwegs, Bergisch Gladbach 1989
  • Die Menschen sterben nicht, sie werden verzaubert, München [u. a.] 1990
  • Die große Insel, Reicheneck 1995
  • Der Unbekannte, München 1999
  • Bin gleich wieder da, Weitra 2000

Editor[editar | editar código-fonte]

  • Die Reiher und andere brasilianische Erzählungen, Herrenalb/Schwarzwald 1967
  • Der weiße Sturm und andere argentinische Erzählungen, Tübingen [u. a.] 1969 (zusammen mit Wilhelm Anton Oerley)
  • Der Gott der Seefahrer und andere portugiesische Erzählungen, Tübingen [u. a.] 1972
  • Brasilianische Poesie des 20. Jahrhunderts, München 1975
  • Portugal: Lied der Revolution, München 1975
  • Unsere Freunde, die Diktatoren, München 1980
  • Lateinamerikaner über Europa, Frankfurt am Main 1987
  • Lyrik aus Lateinamerika, München 1988
  • Portugiesische Erzählungen des zwanzigsten Jahrhunderts, Freiburg 1988
  • Portugiesische Lyrik des 20. Jahrhunderts, München 1993
  • Die Lehre der Fremde - die Leere des Fremden, Tübingen 1997
  • Modernismo brasileiro und die brasilianische Lyrik der Gegenwart, Berlin 1997

Traduções[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Curt Meyer-Clason
  2. Obituário, Süddeutsche Zeitung. Acesso em 21 de janeiro 2012
  3. Perazzo, Priscila Ferreira (1999). O Perigo Alemão e a Repressão Policial no Estado Novo. São Paulo: Arquivo do Estado 
  4. «O Jagunço de Munique» 
  5. «A morte do tradutor de Guimarães Rosa para o alemão, por Edgar Weizel». Consultado em 2 de abril de 2012. Arquivado do original em 5 de março de 2016 
  6. Rosa, João Guimarães (2003). João Guimarães Rosa: correspondência com seu tradutor alemão Curt Meyer-Clason. Rio de Janeiro e Belo Horizonte: Nova Fronteira / UFMG 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Georges Raeders
Olivenkranz.png Sócio correspondente da ABL - cadeira 11
1981 — atualidade
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