António Alçada Baptista

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
António Alçada Baptista
Nascimento 29 de janeiro de 1927
Covilhã, Portugal
Morte 7 de dezembro de 2008 (81 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade  Portugal
Ocupação Advogado e romancista
Prémios Prémio Literário Município de Lisboa (1985)

Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística (1986)

Magnum opus O Riso de Deus

António Alçada Baptista GCCOSE (Covilhã, 29 de janeiro de 1927Lisboa, 7 de dezembro de 2008[1]) foi um advogado e romancista português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu dia 29 de janeiro de 1927 na Travessa da Barbacã, Covilhã, no distrito de Castelo Branco. Seu nome completo é António Alfredo da Fonseca Alçada Tavares Baptista e é filo de Luís Victor Tavares Baptista e de Maria Natividade da Fonseca Morais Alçada Tavares Baptista.

Foi no colégio jesuíta Nun'Álvares, em Santo Tirso, onde entrou aquando do último ano da instrução primária, que realizou todos os seus estudos pré-universitários. Licenciado em Direito, no ano de 1950, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, dedicou-se à advocacia, a que sobreveio a atividade editorial e literária.

Ainda em 1950, no dia 20 de março casa-se com Maria José de Magalhães Coutinho Guedes.

Em 1957 comprou a Moraes Editora, cuja direção assumiu, até ao ano de 1972. A 29 de janeiro de 1963 fundou a revista O Tempo e o Modo. Após o 25 de Abril, dirigiu o jornal O Dia (1975) e foi presidente do Instituto Português do Livro (1979-1985).

No entanto, foi a partir dos anos 70 que ele começou a atividade da escrita propriamente dita, através de crónicas em diversos órgãos sociais e também da sua primeira obra publicada: “Documentos Políticos (crónicas e ensaios) ”.

A sua dedicação à cultura da língua portuguesa valeu-lhe uma indigitação para adido cultural de Portugal no Brasil. Foi feito Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a 3 de Agosto de 1983 e agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo a 4 de Janeiro de 1996.[2] Foi também homenageado pela câmara municipal da Covilhã ao lhe ser atribuída a Medalha de mérito municipal, no ano de 1999.

Faleceu em 7 de Dezembro de 2008 em Lisboa.[1]

Após a sua morte foi homenageado, pela sociedade portuguesa de autores, com a medalha de honra desta mesma entidade e ainda foi criado um prémio de literatura memorialista e autobiográfica com o seu nome.

Caráter[editar | editar código-fonte]

Tal como se reflete nas suas obras, Alçada Baptista é uma pessoa muito dada aos sentimentos e ao afeto, exatamente como Manuel Alegre descrevia: "Era uma figura multifacetada, com uma cultura vastíssima, e um homem muito afetuoso nas suas relações com os amigos e a família".

Obra literária[editar | editar código-fonte]

Nas obras de António Alçada Baptista vemos retratadas as interações afetivas e as vidas humanas, não só através da sua própria experiência, mas também tendo em conta o mundo que o rodeava. Para ele, a vida era mais importante que a escrita e é nisto que ele se foca ao escrever as suas obras. Utilizando aspetos comuns a seres humanos como a saudade da infância e convívios com/entre pessoas para que o público se identifique mais com as suas obras, mantendo-as assim sempre atuais. Foi muito influenciado por Alexandre O’Neill, um dos seus maiores amigos, e pelas viagens que foi fazendo ao longo da vida, cimentou assim valores e causas através das quais se foi expressando, sendo a liberdade um dos valores mais importantes para ele. As suas obras repartem-se por ensaios, crónicas, romances e ficção.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • 1970 - Documentos Políticos (crónicas e ensaios)
  • 1971 - Peregrinação Interior I - Reflexões sobre Deus
  • 1973 - O Tempo nas Palavras
  • 1973 - Conversas com Marcello Caetano
  • 1982 - Peregrinação Interior II - O Anjo da Esperança
  • 1984 - Uma vida melhor
  • 1985 - Os Nós e os Laços (romance)
  • 1988 - Catarina ou a Sabor da Maçã
  • 1989 - Tia Suzana, Meu Amor (romance)
  • 1994 - O Riso de Deus (romance)
  • 1998 - A Pesca À Linha, Algumas Memórias
  • 1999 - O Tecido do Outono (romance)
  • 2002 - Um olhar à nossa volta
  • 2003 - A Cor dos Dias

Referências

  1. a b «Morreu o escritor Alçada Baptista». Jornal Público. Consultado em 8 de dezembro de 2008. 
  2. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "António Alçada Baptista". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 3 de outubro de 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Biografia no Instituto Português do Livro e das Bibliotecas


Precedido por
Marcello Caetano
Olivenkranz.png Sócio correspondente da ABL - cadeira 1
1981 — 2008
Sucedido por
Didier Lamaison


Ícone de esboço Este artigo sobre um(a) escritor(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.