Belinho

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Portugal Belinho 
  Freguesia portuguesa extinta  
Belinho está localizado em: Portugal Continental
Belinho
Localização de Belinho em Portugal Continental
Coordenadas 41° 35' 26" N 8° 47' 05" O
Concelho primitivo Esposende
Concelho (s) atual (is) Esposende
Freguesia (s) atual (is) Belinho e Mar
Extinção 2013
Área
 - Total 6,59 km²
População (2011)
 - Total 2 017
    • Densidade 306,1 hab./km²
Gentílico Belinhense
Orago S. Pedro
Localização da Freguesia de Belinho

Belinho é uma localidade portuguesa do concelho de Esposende, com 6,59 km² de área e 2 017 habitantes (2011).[1] Densidade: 306,1 hab/km².

Foi sede de uma freguesia extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com Mar, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Belinho e Mar da qual é a sede.[2]

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Belinho (1864 – 2011) [3]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
744 765 880 842 913 1 011 1 199 1 302 1 613 1 877 1 909 2 105 1 981 2 146 2 017

Festas e Romarias[editar | editar código-fonte]

  • S. Pedro (1 de Agosto)
  • Romaria de S. Amaro (durante tres domingos a seguir a quinze de Janeiro)
  • Procissão do Senhor aos Enfermos, Belinho (Domingo da Pascoela)
  • Procissão do Senhor dos Passos (Maio)
  • Peregrinação Arcisprestal á Senhora da Guia (Maio)
  • Procissão do Corpo de Deus
  • Procissão de velas da Senhora da Guia
  • Marendeiro da Catequese (Senhora da Guia)
  • Romaria de S. Bráz (ultimo domingo da Romaria de Santo Amaro, na mesma capela)

Colectividades[editar | editar código-fonte]

  • Centro Social da Juventude de Belinho (Futebol Sénior e Formação)
  • Centro Social da Juventude de Belinho (Creche, ATL, Centro de Dia)
  • Centro de Educação e Formação Musical de Belinho
  • Cooperativa Agrícola de Belinho
  • Discoteca Belidisco
  • Mentes Raras Caffé Bar
  • Carruagem Bar
  • MaisBelinho
  • Banda de Música de Belinho
  • Parque de Campismo "Os Belinhenses"

Património[editar | editar código-fonte]

Procissão do Senhor aos Enfermos[editar | editar código-fonte]

É uma procissão com mais de 90 anos, uma tradição muito antiga que se realiza todos os anos no Domingo seguinte à Páscoa. Nas ruas por onde passa a procissão é feito um tapete em flores ou em serrim. O tapete é realizado durante a noite, por vezes muitas pessoas que participam na sua realização nem vão à cama. Mas os trabalhos começam meses antes. São realizados também ao longo dos tapetes as "Empanadas", que por vezes significam muitas semanas de trabalho. Também são executados Arcos Gigantes (atualmente[quando?] dois), um ao fundo da Avenida e outro no lugar de Belinho. Há também são os quadros vivos de passagens bíblicas, que encenam aquando a passagem da procissão e também três cenas teatrais: Santo Amaro, Carreira Cova e no final em frente à Igreja. A festa é realizada pelas comissões de cada lugar: Outeiro, Avenida, Belinho e Santo Amaro. O objectivo principal da procissão é a visita aos Enfermos, que aquando a visita comungam e beijam a cruz. Foguetes são deitados interruptamente desde o início da procissão (9h) até a sua conclusão por volta das 13h.

História[editar | editar código-fonte]

A palavra Belinho vem do genitivo Belini, do nome próprio Belinus. A Igreja Paroquial foi construída em 1897, mas em 1922 e 1925 passou por diversas obras. Da antiguidade de Belinho falam documentos a partir de 1135, data em que D. Afonso Henriques doou, ao arcebispo de Braga, D. Paio Mendes, a Igrepa de S. Félix de Belínio, com todos os direitos que lhe pertenciam. As inquirições de 1220 mencionam Belinho como "freguesia de Sanfins de Belio"; as de 1320, como "Ecclesia Sancti Felicis de Belin" no território do arcediagado de Neiva. Em 1400 aparece como "San Fizz de Belinho", e em 1528 como "S. Finz de Velinho anexa ao Cabido de Braga". Em 1749 aparece já com o orago e a designação actuais: S. Pedro Fins de Belinho. Eis porque o primitivo orago da localidade parece ter sido S. Félix, nome que mais tarde, por corrupção, passou a denominar-se S. Fins e depois S. Pedro Fins. O vigário era da apresentação da Sé de Braga e tinha de côngrua 1800 réis o que, com os restantes rendimentos paroquiais, perfazia anualmente o total de 150 000 réis. Em Belinho temos as capelas de: Nossa Senhora da Guia, Santo Amaro e Capelas da Via Sacra. No conhecido monte Castro, vêem-se interessantes penedos com perfurações, cavidades, nichos e grutas. Do alto desse picoto ou cerro, de acesso áspero, revela-se uma panorâmica sobre o Oceano. Aí se encontravam ruínas das moradias circulares e vagos vestígios da cerca defensiva da povoação castreja. Neste monte também existem muitos vestígios da exploração de granitos e trabalhos de cantaria dos anos 50 e 60. Nas suas veigas férteis, eram produzidos todos os tipos de horticultura e a "pranta" de Belinho, que era comercializada nas feiras de Ponte de Lima, Viana do Castelo, Barcelos, Braga, Vila do Conde e Famalicão. Actualmente ainda existem alguns terrenos onde se mantêm o cultivo dessa espécie, principalmente na zona da Malhada, localizada a Norte da freguesia.

Santuário de Nossa Senhora da Guia[editar | editar código-fonte]

É o grande ex-libis de Belinho. Situa-se no cimo de uma montanha com aproximadamente 150 metros. É constituído por vários terraços e pela bela Capelinha da Senhora da Guia, a quem o povo de Belinho tem uma devoção. Foi recentemente sujeita a obras de melhoramento. A capela foi construída em 1970, mandada construir pelo já morto Manuel Abreu, em substituição da primitiva capela. É um local com vista sobre o Oceano Atlântico, e contém inúmeros monumentos: Aparição do Anjo; Estátua de D. Nuno Álvares Pereira, que aqui segundo a história pediu ajuda divina para uma das suas batalhas; Estátua do Padre Leal, que foi obreiro deste santuário; Monumento dos Pastosinhos de Fátima; Penedo do Merendeiro e também da Gruta do Joia-Monge, que atualmente alberga uma estátua do Senhor do Sono (Profeta Elias). O acesso ao Santuário pode ser feito pelo referido escadório, ou por uma estrada em alcatrão.

Procissão de S. Pedro, 1 de Agosto[editar | editar código-fonte]

É uma das maiores procissões do país. Em 2011 foi constituída por 35 andores de flores naturais, e é também constituída pelo Barco de S. Pedro que é todos os anos constituída por uma peça esculpida em madeira ou outra obra de arte executada todos os anos por um artesão de Belinho.

Praia de Belinho[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Praia de Belinho

Praia do concelho de Esposende. Atualmente, devido à grande erosão costeira, foi praticamente colhida pelo mar, e concentra agora milhares de seixos (godos). O acesso a norte, mais sóbrio, efectua-se através de campos agrícolas e do pinhal. Dunas de dimensões consideráveis são protegidas por passadiços de madeira.[4]

Monte Castro (Pitoquinho)[editar | editar código-fonte]

É situada na zona sul de Belinho e é o ponto mais alto do concelho de Esposende, com 237 metros. Um local parecido com um vulcão. No seu cimo encontra-se um marco geodésico e uma vista desde o Monte de Santa Tecla, em Espanha às chaminés da Petrogal, em Leça da Palmeira (um ângulo de visão de 200 km). Nos dias mais límpidos pode-se ainda avistar o monte do Sameiro, em Braga.

Geminações[editar | editar código-fonte]

Belinho é geminado com a cidade francesa de Corbeil-Essonnes, desde o dia 10/6/2000. Uma relação com base no futebol, a equipa do CSJ Belinho, realizou bastantes torneios em França, no terreno do Association Sportive Corbeil-Essonnes, e por sua vez já por varias vezes o Corbeil se deslocou ao terreno do CSJ Belinho.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano)». Informação no separador "Q601_Norte". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 7 de Março de 2014.. Cópia arquivada em 4 de Dezembro de 2013 
  2. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias). Acedido a 2 de fevereiro de 2013.
  3. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  4. Guia Visão das Praias (2004), pág. 20.
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