Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia

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Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia
(Patriarcado de Antioquia e Todo o Oriente)
Teodoro II

Brasão do Patriarcado Grego Ortodoxo de Antioquia
Fundador São Pedro e São Paulo Apóstolo (de acordo com a tradição)
Independência Período Apostólico
Reconhecimento 325 d.C. (Primeiro Concílio de Niceia)
518 d.C. (Concílio de Constantinopla), como Igreja distinta da Igreja Ortodoxa Síria
Primaz João X de Antioquia
Sede Primaz Damasco,  Síria
Território  Síria, Líbano,  Irão,  Iraque, Kuwait,  Emirados Árabes Unidos,  Bahrein, Omã,  Catar, partes da  Turquia
Posses América, Europa,  Austrália,  Nova Zelândia, parte da Igreja do Santo Sepulcro
Língua Grego koiné, árabe, turco, inglês, francês, português, espanhol
Adeptos 1,5 milhão no Oriente Médio, grande número na diáspora
Site www.antiochpatriarchate.com

A Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia ou Patriarcado de Antioquia e Todo o Oriente (em árabe: بطريركية أنطاكية وسائر المشرق للروم الأرثوذكس, Baṭriyarkiyya Anṭākiyya wa-Sāʾir al-Mashriq li'l-Rūm al-Urthūdhuks) é uma Igreja cristã ortodoxa grega autocéfala, parte da comunhão do cristianismo ortodoxo. Encabeçada pelo Patriarca Ortodoxo Grego de Antioquia, considera-se a sucessora da Comunidade Cristã fundada em Antioquia pelos Apóstolos Pedro e Paulo.

É também um dos cinco patriarcados da antiguidade, chamados de Pentarquia.

Dentro da comunhão ortodoxa, ele ocupa o terceiro lugar de precedência.

História[editar | editar código-fonte]

Outros reclamantes da Sé de Antioquia: Igreja de Antioquia
Catedral Mariamita de Damasco, Sede da Igreja de Antioquia.

A Igreja de Antioquia data do período apostólico, a tradição localizando sua fundação no ano de 34, por São Pedro e São Paulo Apóstolo. Extensamente citada nos Atos dos Apóstolos e nas epístolas paulinas, na cidade de Antioquia é descrita por São Lucas, ele mesmo membro da comunidade, a primeira vez em que os discípulos de Cristo foram chamados cristãos.[1] A Igreja se tornou um grande centro da Cristandade, com seu patriarca São Serapião de Antioquia, já pelo fim do século II, sendo registrado exercendo poderes fora da Síria (província romana), intervindo em Roso (na Cilícia) e em Edessa (fora do Império Romano).

À medida que o sistema “metropolitano” surgiu nos primeiros séculos da Igreja – com bispos das principais cidades presidindo sínodos de bispos regionais regularmente convocados – Antioquia era uma sé de liderança. O cânon 6 do Primeiro Concílio Ecumênico confirmou a preeminência de longa data de Antioquia, juntamente com a de Roma e Alexandria: estas partes, pois este é também o tratamento habitualmente dado ao bispo de Roma.[2][3]

No começo da era cristã, a comunidade de Antioquia sofreu com muita divisão. Após a eleição de São Melécio, cuja posição cristológica se encontra até hoje ambígua, o Patriarcado se dividiu entre seus sucessores seminicenos sem comunhão com Alexandria e Roma, os nicenos estritos seguidores de Eustácio em comunhão com ambas as sés, os arianistas apoiados pelo imperador Valente e os seguidores de Apolinário de Laodiceia. Pouco depois a reunificação destes grupos em conflito, seguiu-se uma alternância entre patriarcas diofisistas (que seriam apoiados pelo Concílio de Calcedônia em 451) e miafisistas. A disputa se agravou depois da escolha do influente miafisista Severo de Antioquia pelo imperador Anastácio I Dicoro em 512. Seis anos depois, Justino I assumiu o império, depôs Severo e elegeu Paulo. Severo, no entanto, liderou um cisma, dando origem à Igreja Ortodoxa Síria, enquanto os sucessores de Paulo permaneceriam como a Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia.

Durante o reinado de Justiniano, a importância da Sé de Antioquia foi relevada com a inclusão dela na Pentarquia, estrutura de governo da Igreja Cristã que perdura até o Grande Cisma de 1054, quando Antioquia, junto às outras sés orientais, separa-se de Roma. Em 1386, como consequência da invasão de Antioquia, hoje Antáquia, na Turquia, pelo Império Otomano em 1268, a Sé se mudou para Damasco, na Síria, onde permanece até hoje.

Administração e Estrutura[editar | editar código-fonte]

Patriarca João X de Antioquia

O Patriarca[editar | editar código-fonte]

O Patriarca é eleito pelo Santo Sínodo entre as Metropolitas que o compõem. O Patriarca preside o Santo Sínodo e executa suas decisões. Ele também atua como Metropolita da Arquidiocese de Antioquia e Damasco.

O atual Patriarca, João X (Iazigi), foi eleito em 17 de dezembro de 2012, sucedendo ao Metropolita Saba Esber, eleito lugar-tenente em 7 de dezembro de 2012, após a morte de Inácio IV (Hazim).[4]

Territórios canônicos das Igrejas Ortodoxas.

Arquidioceses e Metropolitas[editar | editar código-fonte]

Existem atualmente 22 arquidioceses, cada uma chefiada por um Metropolita.

Dioceses Titulares e Bispos[editar | editar código-fonte]

Bispos Aposentados[editar | editar código-fonte]

Igrejas Filhas[editar | editar código-fonte]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

O Brasil tem seu próprio Metropolita Ortodoxo Antioquino, Dom Damaskinos Mansour, nascido em Damasco, na Síria. A Arquidiocese Ortodoxa Antioquina de São Paulo e Todo o Brasil é sediada na Catedral Metropolitana Ortodoxa, em São Paulo, mas também possui paróquias espalhadas pelo resto do estado e por Goiás, Paraná, Minas Gerais, Pernambuco e o Distrito Federal. Há um Vicariato Patriarcal no Rio de Janeiro, isto é, uma comunidade ligada diretamente ao Patriarca, não sujeita à arquidiocese brasileira.

A primeira missa ortodoxa na América do Sul foi celebrada em São Paulo pelo Padre Mussa Abi Haidar com fiéis antioquinos de origem síria e libanesa em salão devidamente adaptado em 1897. Deste grupo viriam a primeira igreja ortodoxa no subcontinente, a Igreja de Nossa Senhora, sete anos mais tarde, e, em 1922, um bispo para o Brasil, o Bispo Michael Chehade. Em 1958, Dom Ignatios Ferzli assumiria o posto de Metropolita do Brasil, que manteria até sua morte em 1997, quando é ordenado Dom Mansour.[8]

Patriarcas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Atos 11:26
  2. «When Did Today's Autocephalous Churches Come into Being?». Orthodox History (em inglês). 24 de maio de 2022. Consultado em 26 de maio de 2022 
  3. «CHURCH FATHERS: First Council of Nicaea (A.D. 325)». www.newadvent.org. Consultado em 26 de maio de 2022 
  4. «Election de SE Monseigneur Jean Patriarche d'Antioche et de tout l'Orient». ~ . ~ Sous le patronage de Saint Ignace le Théophore ~ .. ~ (em francês). 17 de dezembro de 2012. Consultado em 3 de outubro de 2021 
  5. «Philip Schaff: NPNF2-14. The Seven Ecumenical Councils - Christian Classics Ethereal Library». ccel.org. Consultado em 24 de janeiro de 2022 
  6. «Philip Schaff: NPNF2-14. The Seven Ecumenical Councils - Christian Classics Ethereal Library». ccel.org. Consultado em 24 de janeiro de 2022 
  7. «Philip Schaff: NPNF2-14. The Seven Ecumenical Councils - Christian Classics Ethereal Library». ccel.org. Consultado em 24 de janeiro de 2022 
  8. Catedral Ortodoxa

Ligações externas[editar | editar código-fonte]