Igreja Ortodoxa da Ucrânia

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Igreja Ortodoxa da Ucrânia
Православна церква України
80-391-9007 Kyiv DSC 5895.jpg

Mosteiro de São Miguel das Cúpulas Douradas, sede da Igreja
Fundador Concílio de unificação
Independência 5 de janeiro de 2019 (Recebimento do tomos de autocefalia)
Reconhecimento Reconhecida pelo Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, Igreja da Grécia, Igreja Ortodoxa Grega de Alexandria e Igreja Ortodoxa de Chipre
Primaz Epifânio(Dumenko)
Sede Primaz Kiev, Ucrânia
Território  Ucrânia
Posses Nenhuma (os ortodoxos ucranianos no exterior estão sob outras jurisdições)
Língua ucraniano
Adeptos 38,6% dos ucranianos (janeiro de 2020, pesquisa do Centro de Monitoramento Social e do Instituto Ucraniano de Pesquisa Social em homenagem a Oleksandr Yaremenko)
Site https://www.pomisna.info


A Igreja Ortodoxa da Ucrânia (em ucraniano : Православна церква України, transl. Pravoslavna tserkva Ukrayiny)[1][2], Igreja Ortodoxa Ucraniana ou Santa Igreja da Ucrânia, conforme Tomos de Autocefalia[3][4], é uma jurisdição da Igreja Ortodoxa cujo território canônico alegado é a Ucrânia.

A igreja foi estabelecida por um concílio de unificação ocorrido em 15 de dezembro de 2018, e recebeu seus tomos de autocefalia (decreto de independência eclesial) do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla em Istambul em 5 de janeiro de 2019[5][6][7]. O concílio votou para unir as jurisdições ortodoxas ucranianas existentes: a Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Kiev), a Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana e uma parcela, formada por apenas dois hierarcas[8][9], da Igreja Ortodoxa Ucraniana obediente ao Patriarca de Moscou. O primaz da igreja é o Metropolita de Kiev e toda a Ucrânia. O concílio de unificação elegeu Epifânio Dumenko como seu Primaz, anteriormente Metropolita de Pereiaslav e Bila Tserkva (Patriarcado de Kiev)[10][11]. Segundo informações da própria igreja, possui aproximadamente 7000 paróquias.[12]

A outra jurisdição ortodoxa na Ucrânia é a Igreja Ortodoxa Ucraniana, um ramo autônomo da Igreja Ortodoxa Russa, que considera a Igreja Ortodoxa da Ucrânia como cismática.

Em pesquisa realizada pelo Centro de Monitoramento Social e o Instituto Ucraniano de Pesquisa Social Oleksandr Yaremenko de 24 a 28 de janeiro de 2020, 38,6% dos ucranianos se identificaram como paroquianos da Igreja Ortodoxa da Ucrânia e 20,7% como paroquianos da Igreja Ortodoxa Ucraniana.[13]

De acordo com a constituição adotada pela nova denominação ortodoxa no mesmo concílio de unificação, os ucranianos ortodoxos da diáspora estão sujeitos à jurisdição do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.[14][15][16]

A criação e o status da Igreja causaram conflito entre os Patriarcados de Constantinopla e Moscou. O Patriarcado de Moscou e a Igreja Ortodoxa Ucraniana romperam a comunhão eucarística com o Patriarcado de Constantinopla, não reconhecendo suas ações[17].

O Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Ucraniana, que faz parte da Igreja Ortodoxa Russa como uma igreja autônoma, chamou o Conselho de Unificação de "uma associação de cismáticos" e declarou que "a Igreja Ortodoxa Ucraniana continua sendo a verdadeira Igreja de Cristo na Ucrânia"[18].

Em 28 de dezembro de 2018, o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Russa declarou a "natureza não canônica do chamado 'Conselho de Unificação' realizado em Kiev em 15 de dezembro de 2018" e apelou aos Primazes e Santos Sínodos das Igrejas Ortodoxas locais para apoiarem o Metropolita Onuphry(Berezovsky), bem como " não reconhecer a comunidade estabelecida no chamado "Conselho de Unificação" <...> como uma Igreja Ortodoxa Local autocéfala"[19].

Nome[editar | editar código-fonte]

O nome oficial da igreja ucraniana unificada é "Igreja Ortodoxa da Ucrânia" (o uso "Igreja Ortodoxa Ucraniana" também é permitdo) e o nome do seu primaz é "Sua Beatitude (nome), Metropolita de Kyiv e toda a Ucrânia".[20][21][21] Santa Igreja da Ucrânia, conforme Tomos de Autocefalia.[3][4]

História[editar | editar código-fonte]

Concílio de Unificação[editar | editar código-fonte]

Em 15 de dezembro de 2018, membros das três igrejas ortodoxas ucranianas existentes (Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Kiev), a Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana e parte da Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarca de Moscou)) votaram através de seus representantes (eparcas) para se unirem à Igreja Ortodoxa da Ucrânia com base na completa independência canônica. Eles elegeram seu primaz e adotaram uma constituição para a estabelecida Igreja Ortodoxa da Ucrânia.[14][15]

O Metropolita Epifânio, oriundo da juridição sob o comando do Patriarcado de Kiev, escolhido em 13 de dezembro como único candidato de sua igreja, e considerada como braço direito[22] e protegido[23] de Filareto, então Patriarca de Kiev, foi eleito Metropolita de Kiev e toda Ucrânia pelo concílio de unificação em 15 de dezembro de 2018 após o segundo turno da votação.[24][25]

Metropolita Epiphanius de Kiev e toda Ucrânia

Em seu discurso após a eleição, o Metropolita Epifânio agradeceu o Presidente Petro Poroshenko, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu, o Metropolita Makariy, líder da Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana, o Parlamento Ucraniano, bem como Filareto. Sobre Filaret, Epifânio disse: "Quero expressar minha gratidão a Sua Santidade, Sua Santidade o Patriarca Filaret, que é nosso mentor espiritual e continuará a ser honrado, ajudando-nos, por toda a vida, a construir em conjunto nossa Igreja Ortodoxa Local Única. Obrigado, Santidade ".[26] Epifânio acrescentou que as portas de sua igreja estavam "abertas a todos".[27]

Epifânio mais tarde deixou claro que nenhuma decisão importante seria tomada por sua igreja até que tivesse recebido o decreto eclesiástico formal de autocefalia (os tomos).[28][29]

O Patriarca Ecumênico felicitou e abençoou o recém-eleito Metropolita no dia de sua eleição e disse que o recém-eleito primaz foi convidado a ir a Istambul para concelebrar a Divina Liturgia com o Patriarca Ecumênico e receber o tomos de independência da Igreja Ortodoxa da Ucrânia em 6 de janeiro de 2019.[30][31] Foi anunciado que o Presidente Poroshenko acompanharia o recém-eleito primaz em sua viagem para receber a o tomos e concelebrar uma Divina Liturgia com o Patriarca Ecumênico.[32][33]

Após o concílio, Filareto tornou-se o "patriarca honorário" da Igreja Ortodoxa da Ucrânia e servirá na Catedral de São Volodymyr.[34][35][36][37] Em 16 de dezembro de 2018, Filareto celebrou a Divina Liturgia em que ele usou o koukoulion (paramento dos patriarcas).[38][39] Filareto declarou em sua homília, que ele ainda era patriarca: "O Patriarca permanece para a vida e, juntamente com o Primaz, governa a Igreja Ortodoxa Ucraniana".[40] Após a Divina Liturgia, ele foi aclamado pelos hierarcas da igreja como "grande vladyka e pai Filaret, o mais sagrado patriarca de Kiev e toda a Ucrânia-Rus e arquimandrita sagrada da Santa Dormição Kiev-Pechersk Lavra".[39]

O Metropolita Epifânio declarou em 21 de dezembro que a igreja tinha cerca de 7 mil paróquias.[41]

Propagandas para promover a igreja ortodoxa ucraniana unificada foram feitas meses antes do concílio de unificação.[42] Petro Poroshenko declarou que não foi utilizado dinheiro do Estado ucraniano e que ele pagou esses anúncios com sua própria fortuna, se recusando a revelar a quantia gasta.[43][44]

Entrega do Tomos de Autocefalia[editar | editar código-fonte]

Em 5 de janeiro de 2019, o Patriarca Bartolomeu e o Metropolita Epifânio celebraram a Divina Liturgia na Catedral de São Jorge em Istambul; os Tomos[3][45] foram assinados depois disso, também na Catedral. Sua assinatura estabeleceu oficialmente a autocéfala Igreja Ortodoxa da Ucrânia.[7][46]

Patriarca Bartolomeu assina os tomos, com o Metropolita Epifânios e o Presidente Petro Poroshenko atrás

Após a assinatura dos Tomos, o Patriarca Bartolomeu fez um discurso dirigido ao líder nova jurisdição ortodoxa.[47] O Presidente Poroshenko[48] e o Metropolita Epifânio também discursaram. Em sua fala, Epifânio declarou sobre Poroshenko: "Seu nome, senhor presidente, permanecerá para sempre na história do povo ucraniano e na igreja ao lado dos nomes de nossos príncipes Vladimir, o Grande, Jaroslau I, o Sábio, Kostiantyn Ostrozky e o Hetman Ivan Mazepa".[49]

Patriarca Bartolomeu entregando os tomos ao Metropolita Epifânios

Em 6 de janeiro de 2019, depois de uma Liturgia Divina concelebrada pelo Metropolita Epifânio e por Bartolomeu, o Patriarca de Constantinopla leu os tomos da nova igreja ortodoxa e depois os entregou ao seu primaz.[50] O Presidente Poroshenko esteve presente durante a assinatura e entrega dos tomos.[51][52][53]

Em 7 de janeiro de 2019, Epifânio celebrou a Divina Liturgia na Catedral de Santa Sofia, em Kiev, onde os tomos de autocefalia foram expostos durante a celebração. Os tomos foram então depositados na igreja do refeitório da Catedral de Santa Sofia, em perpetuidade, e expostos para os fiéis e turistas para serem vistos diariamente.[54][55][56]

Em 9 de janeiro de 2019, os tomos foram trazidos de volta a Istambul para que todos os membros do Santo Sínodo do Patriarcado Ecumênico pudessem assiná-los. Os tomos já foram totalmente ratificados e serão devolvidos novamente a Kiev, onde permanecerão permanentemente.[57][58][59] O representante do serviço de imprensa da igreja unificada, padre Ivan Sydor, disse que os tomos se tornaram válidos após a assinatura do Patriarca Ecumênico, "mas de acordo com o procedimento, deve haver também as assinaturas de os bispos que participam do sínodo do Patriarcado de Constantinopla ".[59]

Os tomos foram feitos em pergaminho por famoso pintor e calígrafo do Monte Athos, hieromonge Lucas do Mosteiro de Xenofontos.[60]

Conflito com Filareto[editar | editar código-fonte]

Um conflito estourou entre Filareto Denysenko e Epifânio na primavera de 2019 sobre o modelo de governança, a gestão da diáspora, o nome e o estatuto da Igreja Ortodoxa da Ucrânia.

Cerca de 20 milhões de ucranianos vivem em países estrangeiros e a maioria deles são ortodoxos. EUA e Canadá hospedam as comunidades mais numerosas[61].  De acordo com a declaração de Filareto em maio de 2019, o acordo alcançado no Conselho de Unificação foi o seguinte: "O Primaz é responsável pela representação externa da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, e o Patriarca é responsável pela representação interna na vida da igreja na Ucrânia, mas em cooperação com o Primaz. O Primaz não deve fazer nada na igreja sem o consentimento do Patriarca. O Patriarca preside as reuniões do Santo Sínodo e as reuniões da Igreja Ortodoxa da Ucrânia para preservar a unidade, seu crescimento, e afirmação". Filareto disse que o acordo não foi cumprido.[62][63]

Em 20 de junho de 2019, um grupo de clérigos que, além do próprio Filareto, compreendia apenas dois bispos, ambos da Rússia, reuniu-se na Catedral de São Volodomyr em Kiev e adotou um documento que pretendia cancelar as decisões do Conselho de Unificação de 15 de dezembro de 2018; o documento afirmava que a Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kiev continuava existindo e tinha um registro estatal, enquanto Filareto permanecia como chefe.[64][65]

Em 14 de dezembro de 2019, o Metropolita Epifânio informou ao Conselho dos Bispos, que se realizou em Kiev por ocasião do aniversário da criação da Igreja Ortodoxa da Ucrânia e não contou com a presença de Filareto[66],  que o procedimentos legais de extinção da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Ucrânia, bem como da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kiev como entidades legais, foram concluídos no dia anterior[67][68].  Entre outras coisas, o Conselho dos Bispos tomou a decisão de "instar o Honorável Patriarca Filareto e seus seguidores a buscar a reconciliação e acabar com o auto-isolamento"[69].  Mais de 15% dos ucranianos gostariam de ter o Patriarca Filareto como Primaz da Igreja nacional e da Diáspora, apesar de sua idade e de seus nomes históricos.[61]

Status[editar | editar código-fonte]

Em uma entrevista a um canal de televisão em 29 de dezembro de 2018[35][36][37], sobre o fato de não ter recebido o título de patriarca, o Metropolita Epifânio declarou:

"Não há restrição definitiva aqui. É claro que, no primeiro estágio da formação de nossa Igreja independente, teremos um status metropolitano. Esta é também uma condição definida através da qual todas as outras Igrejas Ortodoxas Locais passaram. Quase nenhuma das Igrejas Locais recebeu status patriarcal de uma só vez. Este status está provavelmente desatualizado. Para este status, talvez, agora não é a hora. Mas quando nos tornarmos uma igreja grande, forte e unificada na Ucrânia, será uma questão de tempo. Mas agora temos que passar pelo estágio de formação, reconhecimento de nosso status autocéfalo por outras Igrejas Ortodoxas Locais. E, a longo prazo, o Senhor admitirá que nós, como a única Igreja Ortodoxa local, elevemos o status."[37][70][71]

Os tomos da Igreja Ortodoxa da Ucrânia afirmam que a igreja não pode mudar o título de seu primaz ("Metropolita de Kiev e toda a Ucrânia") sem a permissão do Patriarcado Ecumênico.[72]

Após a assinatura dos tomos de autocefalia, o Patriarca Honorário, Filareto, declarou em janeiro de 2019 em uma entrevista[73][74]:

"Até agora fomos reconhecidos como uma arquidiocese metropolitana, concordamos com isso. Embora tenhamos sido um patriarcado por 25 anos, agora concordamos que somos uma arquidiocese metropolitana, mas uma arquidiocese metropolitana para todo o mundo cristão ortodoxo... Por que aspiramos a nos tornar um patriarcado? Porque somos uma grande igreja. Temos a esperança de que, com o decorrer do tempo, a Igreja ucraniana também seja reconhecida como um patriarcado. Acreditamos que obteríamos um status autocéfalo. Agora acreditamos que seremos reconhecidos como um patriarcado. Este é o futuro, mas definitivamente virá."

Administração da Igreja[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Estatuto da Igreja, o órgão máximo da Igreja Ortodoxa da Ucrânia é o Conselho Local, que deve ser regularmente convocado pelo Metropolita de Kiev e pelo Sínodo permanente por, pelo menos, uma vez em cinco anos. O Conselho Local pode eleger o Metropolita de Kiev e alterar o Estatuto, agindo de acordo com as propostas apresentadas pelo Conselho dos Bispos.

O Sínodo permanente da Igreja Ortodoxa da Ucrânia deve ser composto por doze membros rotativos e presidido pelo Metropolita de Kiev. Para a duração do período de transição, três membros permanentes do Sínodo foram nomeados: os ex-Primazes da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kiev (Filareto) e da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Ucrânia (Makariy), e o ex-Metropolita da Igreja Ortodoxa Ucraniana, Symeon (Shostatsky).[75]

Reconhecimentos[editar | editar código-fonte]

Patriarcado de Constantinopla[editar | editar código-fonte]

Em 23 de janeiro de 2019, a Igreja Ortodoxa da Ucrânia apareceu em um dos sites oficiais do Patriarcado de Constantinopla, na categoria "igrejas autocéfalas".[76]

Igreja da Grécia[editar | editar código-fonte]

Em 21 de outubro de 2019, o Arcebispo Ieronymos II, Primaz da Igreja da Grécia, enviou uma carta ao Metropolita Epifânio, Primaz da Igreja Ortodoxa da Ucrânia.  A carta do arcebispo significava que a Igreja da Grécia havia comunicado oficialmente à Igreja ortodoxa da Ucrânia que a Igreja da Grécia a havia reconhecido.[77]

Patriarcado de Alexandria[editar | editar código-fonte]

Em 8 de novembro de 2019, o Patriarcado de Alexandria, anunciou oficialmente que havia reconhecido a Igreja Ortodoxa da Ucrânia, e o Patriarca Teodoro II comemorou o Metropolita de Kiev, Epifânio, durante a liturgia no Catedral dos Arcanjos no Cairo.[78]

Igreja do Chipre[editar | editar código-fonte]

Em 24 de outubro de 2020, o Primaz da Igreja de Chipre, Arcebispo Crisóstomo II , comemorou Epifânio da Ucrânia durante a Divina Liturgia, reconhecendo assim a Igreja Ortodoxa da Ucrânia.[79]

Não-reconhecimentos[editar | editar código-fonte]

Patriarcado de Moscou[editar | editar código-fonte]

Em 15 de dezembro de 2018, após a eleição de Epifânio no Conselho de Unificação, o Arcipreste Nikolay Balashov, Vice-Chefe do Departamento do Patriarcado de Moscou para Relações Externas da Igreja, disse à Interfax que esta eleição "não significa nada" para a Igreja Ortodoxa Russa[80].  Após o Conselho de Unificação, o Patriarca de Moscou enviou cartas aos primazes de todas as Igrejas ortodoxas autocéfalas, instando-os a não reconhecerem a Igreja Ortodoxa da Ucrânia, afirmando que aqueles que se juntaram à Igreja Ortodoxa da Ucrânia permaneceram "cismáticos"[81].  Em 30 de dezembro de 2018, o Sínodo da Igreja Ortodoxa Russa declarou o Conselho de Unificação como "não canônico" e apelou aos primazes e sínodos das outras igrejas ortodoxas para não reconhecerem a Igreja Ortodoxa da Ucrânia.[82]

Patriarcado de Antioquia[editar | editar código-fonte]

O Primaz da Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia respondeu à carta de 24 de dezembro de 2018, do Patriarca Ecumênico, pedindo que adiasse a concessão de autocefalia à Igreja Ortodoxa da Ucrânia.[83]

Patriarcado de Jerusalém[editar | editar código-fonte]

O Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa de Jerusalém não fez declarações oficiais sobre o reconhecimento da Igreja Ortodoxa da Ucrânia[84], mas o Patriarca da Cidade de Jerusalém e de Toda a Palestina, Teófilo III, declarou repetidamente sua rejeição à Igreja Ortodoxa da Ucrânia.[85]

Patriarcado da Sérvia[editar | editar código-fonte]

Em 13 de março de 2019, um documento intitulado "A Posição da Igreja Ortodoxa Sérvia sobre a crise da Igreja na Ucrânia" foi postado em nome do Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Sérvia[86], reiterando a intenção anteriormente expressa de não reconhecer a legitimidade da hierarquia da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, que foi comunicada em novembro de 2018 pelo Bispo Irinej Bulović de Bačka, o Porta-Voz da Igreja Ortodoxa Sérvia, em nome do Conselho de Bispos da Igreja Ortodoxa Sérvia.[87]

Patriarcado da Romênia[editar | editar código-fonte]

Em 21 de fevereiro de 2019, o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Romena discutiu a questão ucraniana[88] e emitiu um comunicado[89]: "Em relação a esta tensa situação eclesiástica na Ucrânia, o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Romena reitera a sua posição expressa durante as sessões de trabalho anteriores de 24 de maio e 25 de outubro de 2018. Foi então recomendado que, através do diálogo, o Patriarcado Ecumênico e o Patriarcado de Moscou se identificassem uma solução para esta disputa eclesiástica, preservando a unidade da fé, respeitando a liberdade administrativa e pastoral do clero e dos fiéis neste país (incluindo o direito à autocefalia), e restaurando a comunhão eucarística. No caso de um diálogo bilateral malsucedido, é necessário convocar uma Sinaxia de todos os Primazes das Igrejas Ortodoxas para resolver o problema existente."

Patriarcado da Bulgária[editar | editar código-fonte]

Em 4 de outubro de 2018, uma comissão sobre a questão ucraniana foi criada pelo Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Búlgara, com Sua Eminência o Metropolita Cipriano de Stara Zagora sendo nomeado para chefiar seu trabalho. Em 20 de janeiro de 2021, Sua Eminência o Metropolita Gabriel de Lovech, membro do Santo Sínodo Búlgaro, informou que a Igreja Búlgara ainda não havia considerado a "questão ucraniana."[90][91]

Patriarcado da Geórgia[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2018, o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Georgiana anunciou sua intenção de tomar uma decisão sobre a questão ucraniana em sua próxima reunião. Posteriormente, o Locum Tenens do Trono Patriarcal, Metropolita Shio (Mujiri) de Senaki e Chkhorotskuy, esclareceu que antes que o Santo Sínodo do Patriarcado da Geórgia fixe sua posição sobre o assunto, deverá se familiarizar com o texto dos Tomos - ao mesmo tempo, ele não poderia dizer quando exatamente será discutido.[92]

Igreja Ortodoxa da Polônia[editar | editar código-fonte]

Em 2 de abril de 2019, a Assembleia dos Bispos da Igreja Ortodoxa da Polônia divulgou um comunicado. Nele, declara que reiterou sua postura de 9 de maio e 15 de novembro de 2018. O comunicado diz que a Igreja Ortodoxa Polonesa é a favor da concessão de autocefalia à Ucrânia e que a autocefalia deve ser concedida "de acordo com as normas dogmáticas e canônicas de toda a Igreja e não de um grupo de cismáticos. Aqueles que deixaram a Igreja e foram privados de sua ordenação sacerdotal, não podem representar um corpo eclesial são. É um ato não canônico, que viola a unidade eucarística e interortodoxa ”.[93][94]

Igreja Ortodoxa da Albânia[editar | editar código-fonte]

Em 29 de janeiro de 2020, o arcebispo Anastasios de Tirana e Toda a Albânia se reuniu com a delegação da Igreja Ortodoxa da Ucrânia. No encontro, o Primaz da Igreja Ortodoxa Albanesa falou sobre sua atitude em relação à situação religiosa na Ucrânia e destacou que “os cismas são superados pelos Concílios Ecumênicos, e não por cartas ou qualquer outra coisa”[95]. Em 29 de janeiro de 2021, a Igreja albanesa negou a declaração de Epifânio Dumenko de que estaria, supostamente, pronta para reconhecer a Igreja Ortodoxa da Ucrânia.[96][97]

Igreja Ortodoxa Tcheca e Eslovaca[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2019, o Sínodo da Igreja Ortodoxa das Terras Tchecas e Eslováquia anunciou a preservação de uma "atitude contida" em relação à Igreja Ortodoxa da Ucrânia até que um consenso pan-ortodoxo seja alcançado sobre a questão de sua autocefalia, e o Arcebispo de Praga, Metropolita das Terras Tchecas e Eslováquia, Rostislav, expressou apoio ao Primaz da Igreja Ortodoxa Ucraniana, Onufriy (Berezovsky).[98]

Igreja Ortodoxa na América[editar | editar código-fonte]

O Conselho dos Bispos da Igreja Ortodoxa na América  em sua epístola arquipastoral, datada de 28 de janeiro de 2019, anunciou que a respeito da Igreja na Ucrânia, decidiu o seguinte:

  • 1. Continuar a reconhecer e apoiar o Metropolita Onufry como o chefe canônico e primaz da Igreja Ortodoxa Ucraniana;
  • 2. Abster-se, junto com algumas de nossas Igrejas fraternas, de reconhecer a Igreja Ortodoxa da Ucrânia;
  • 3. Não faça mudanças nos dípticos, observando que a Igreja Ortodoxa na América não recebeu um pedido oficial para fazer tais mudanças;

<…> [99]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

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