Igreja da Grécia

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Igreja Ortodoxa Grega.
Igreja da Grécia
Flag of the Greek Orthodox Church.svg
Bandeira da Igreja da Grécia
Fundador Paulo de Tarso
Independência 1833
Reconhecimento 1850
Primaz Jerônimo II de Atenas
Sede Primaz Atenas, Grécia
Território  Grécia
Posses
Língua Grego koiné
Adeptos 17 milhões
Site www.ecclesia.gr

A Igreja da Grécia (em grego: Ἐκκλησία τῆς Ἑλλάδος, transl.: Ekklisía tis Elládos) é uma igreja autocéfala sediada em Atenas, notadamente a igreja nacional da Grécia.[1] Sua jurisdição corresponde às fronteiras da Grécia anteriores à Primeira Guerra Balcânica, mais uma parte do norte do país cedida em 1928, com o restante do país permanecendo sob a jurisdição do Patriarcado de Constantinopla. Seu primaz é o Arcebispo de Atenas, posto hoje ocupado por Jerônimo II, eleito em 2008.[2][3]

História[editar | editar código-fonte]

O cristianismo foi introduzido na Grécia ainda no ano 50, por Paulo de Tarso, que funda ele mesmo a igreja de Atenas no ano de 52, como consta na Bíblia:

«Paulo, em pé, no meio do Areópago, disse: "Homens de Atenas, em tudo vos vejo muitíssimo religiosos. Percorrendo a cidade e considerando os monumentos de vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: 'A um Deus desconhecido.' O que adorais sem o conhecer, eu vo-lo anuncio!"» (Atos 17:22-23) [4]

A Grécia rapidamente se tornou um dos antigos centros da Cristandade, com diversos apóstolos passando por seu território e livros do cânone do Novo Testamento tendo importantes ligações ao atual território, com epístolas paulinas dedicadas às comunidades de Corinto, Filipos e Salonica, em seu atual território, e o Livro do Apocalipse escrito na ilha de Patmos. Sua igreja local esteve subordinada ao Patriarcado Ecumênico, que em 381, no Primeiro Concílio de Constantinopla, recebeu a primazia da honra sobre o Oriente. Visto isso, por muitos séculos o centro do cristianismo grego esteve em Constantinopla, capital do Império Bizantino brevemente retida pelo Império Latino quando este chegou a conquistar parte do território grego. Neste período, a Ortodoxia subsistia no Despotado do Epiro, enquanto bispos gregos eram expulsos de suas dioceses e, em seu lugar, eram nomeados bispos latinos. Com a expulsão dos cruzados, no entanto, isto foi revertido.[5]

Durante o domínio pelo Império Otomano a partir da queda de Constantinopla em 1453, os governantes muçulmanos deram certa liberdade aos cristãos em seu território, já tendo submetido toda a Grécia a seu controle em 1460, com o rendimento do Castelo Salmênico e a queda do Despotado da Moreia. Neste período, foram concedidos ao Patriarcado Ecumênico amplos poderes políticos como millet-başı (etnarca) dos rumes.[6]

Influenciados pela onda nacionalista que se espalhou pela Europa, o sentimento antiotomano por parte dos gregos se intensificou no século XVIII, resultando finalmente na Revolução Grega, que libertou o sul da atual Grécia do jugo otomano, dando origem à Primeira República Helênica em 1822. Em 1833, após a instalação de uma monarquia no país, regentes bávaros agindo em nome do Rei Oto declararam autocefalia da Igreja nacional, o que só seria finalmente reconhecido pelo Patriarca Ecumênico em 1850.

A Ortodoxia grega vinha se enfraquecendo ao longo do século XIX, prejudicada pelo descaso por parte do governo, mas passou por dois grandes movimentos de reavivamento: o Anaplasis na década de 1880 e o Zoë, fundado em 1911. Em 1928, após o fim do Império Otomano, o Patriarcado Ecumênico cedeu 35 dioceses à administração da Igreja da Grécia, apesar de estas permaneceram canonicamente território do Patriarcado. Durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Civil da Grécia, igrejas foram queimadas e centenas de padres e monges foram mortos, tanto por alemães quanto por comunistas, mas houve um reerguimento geral, com a atual população ortodoxa do país estimada entre 88% e 94%. [7][8][9][10]

Hierarquia[editar | editar código-fonte]

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Metropolitas diocesanos[editar | editar código-fonte]

  • Metrópole da Etólia-Acarnânia: Kosmas Papachristou (2005–)
  • Metrópole da Argólida: Νεκτάριος Αντωνοπουλος (2013-)
  • Metrópole de Arta: Ignatios Alexiou (1988–)
  • Metrópole de Cefalônia: Dimitrios Argyros (2015-)
  • Metrópole de Cálcis, Istieia e Espórades: Chrysostomos (Konstantinos) Triantafyllou (2001–)
  • Metrópole de Corfu, Paxos e das Ilhas Diapontianas: Nektarios (Dimitrios) Dovas (2002–)
  • Metrópole de Corinto: Dionysios (Dimitrios) Mantalos (2006–)
  • Metrópole de Demétrias e Almírio: Ignatios (Panagiotis) Georgakopoulos (1998–)
  • Metrópole de Élida e Oleni: Germanos (Ioannis) Paraskevopoulos (1981–)
  • Metrópole de Glifáda e Exoni: Pavlos (Efstratios) Tsaousoglou (2002–)
  • Metrópole de Gortina e Megalópolis: Ieremias Foundas (2006–)
  • Metrópole de Giteio e Itilo (Metrópole de Mani desde 2010): Chrysostomos (Dimitrios) Korakitis (1996–)
  • Metrópole de Hidra, Spetses e Egina: Ephraem (Evangelos) Stenakis (2001–)
  • Metrópole de Calávrita e Egiália: Amvrosios (Athanasios) Lenis (1978–)
  • Metrópole de Carpenisi: Nikolaos Drosos (1979–)
  • Metrópole de Caristo e Esquiro: Seraphim (Sokrates) Roris (1968–)
  • Metrópole de Cesariani, Vírnoas e Hímeto: Daniel (Dionysios) Pourtsouklis (2000–)
  • Metrópole de Cifíssia, Marusi e Oropo (criada em 2010 a partir da Metrópole de Ática): Kyrillos (Konstantinos) Misiakoulis 1 (2010–)
  • Metrópole de Citera: Seraphim (lambros) Stergioulis (2005–)
  • Metrópole de Ílio, Acarnes e Petrúpolis (criada em 2010 a partir da Metrópole de Ática): Athenagoras (Georgios) Dikaiakos 1 (2010–)
  • Metrópole de Lárissa e Tyrnavos: Ignatios (Iakovos) Lappas (1994–)
  • Metrópole de Lêucade e Ítaca: Theofilos (Konstantinos) Manolatos (2008–)
  • Metrópole de Mantineia e Kynouria: Alexandros Papadopoulos (1995–)
  • Metrópole de Mégara e Salamina: Konstantinos Giakoumakis (2014–)
  • Metrópole de Mesogeia e Lavreotiki: Nikolaos Hatzinikolaou (2004–)
  • Metrópole de Messênia: Chrysostomos (Georgios) Savvatos (2007–)
  • Metrópole de Monemvasia e Esparta: Eustathios (Konstantinos) Speliotis (1980–)
  • Metrópole de Lepanto e Agios Vlasios: Hierotheos Vlachos (1995–)
  • Metrópole de Nea Ionia e Filadélfia: Gabriel (Georgios) Papanicolaou (2014-)
  • Metrópole de Nova Esmirna: Symeon (Periklis) Koutsas (2002–)
  • Metrópole de Niceia: Alexios Vryonis (1995–)
  • Metrópole de Paronaxia (Paros, Naxos e Antiparos) : Kallinikos (Nikolaos) Demenopoulos (2008–)
  • Metrópole de Patras: Chrysostomos (Christos) Sklifas (2005–)
  • Metrópole de Peristeri: Chrysostomos (Gerasimos) Zafyris (1978–)
  • Metrópole de Fócida: Theoktistios (Theodore) Kloukinas (2014-)
  • Metrópole de Ftiótida: Nikolaos Protopappas (1996–)
  • Metrópole de Pireu: Seraphim Mentzenopoulos (2001–)
  • Metrópole de Stagi e Metéora: Seraphim Stefanou (1991–)
  • Metrópole de Siro, Tinos, Andros, Ceos e Milos: Dorotheos Polykandriotis (2001–)
  • Metrópole de Tessaliótida, Fanari e Fársala: Timotheos (Nikolaos) Anthis (2014–)
  • Metrópole de Tebas e Livadeia: Georgios Matzouranis (2008–)
  • Metrópole de Tira, Amorgos e as Ilhas: Epiphanios (Michael) Artemis (2003–)
  • Metrópole de Trifília e Olímpia: Chrysostomos (Alexandros) Stavropoulos (2007–)
  • Metrópole de Trikke e Stagi (a Metrópole de Trikke foi separada da de Stagi em 1981 mas ainda carrega este nome]]): Alexios (Theodoros) Mihalopoulos (1981–)
  • Metrópole de Zaquintos e Estrófades: Dionysios (Dimitrios) Sifnaios (2011–)

Metropolitas titulares[editar | editar código-fonte]

  • Metrópole de Euripo: Vasileios Panagiotakopoulos (2000–)
  • Metrópole de Aqueloo: Euthymios Stylios (2000–)
  • Metrópole de Stavropigi: Alexandros Kalpakidis (2000–)
  • Metrópole de Acaia: Athanasios Hatzopoulos (2007–)

Bispos titulares[editar | editar código-fonte]

  • Diocese de Cristópolis: Petros Daktylidis (1995–)
  • Diocese de Velestino: Damaskinos (Ioannis) Kasanakis (2003–)
  • Diocese de Coroneia: Panteleimon Kathreptidis (2003–)
  • Diocese de Neochori: Pavlos Athanatos (1995–)
  • Diocese de Maratona: Meliton Kavatsiklis (1995–)
  • Diocese de Termópilas: Ioannis Sakellariou (2000–)
  • Diocese de Fanari: Agathangelos (Vasileios) Haramantidis (2003–)
  • Diocese de Fotice: Dionysios (Dimitrios) Siphneos (2010–)
  • Diocese de Tânagra: Polykarpos Chrysikos (2010–)
  • Diocese de Cristianópolis: Prokopios Petridis (2010–)
  • Diocese de Elêusis: Dorotheos Mourtsoukos (2009–)
  • Diocese de Rentina: Seraphim Kalogeropoulos (2009–)
  • Diocese de Andrusa: Theoklitos (Theodoros) Kloukinas (2009–)
  • Diocese de Epidauro: Kallinikos (Konstantinos) Korombokis (2009–)
  • Diocese de Oleni: Athanasios (Aristedis) Bahos (2009–)

Referências

  1. Miller, James Edward (2009). The United States and the Making of Modern Greece: History and Power, 1950-1974. [S.l.]: Univ of North Carolina Press. p. 12. ISBN 9780807832479. The creation of a national church of Greece, which the patriarch reluctantly recognized in 1850, set a pattern for other emerging Balkan states to form national churches independent of Constantinople. 
  2. "Bulletin of the Church of Greece. Accessado em 7 de fevereiro de 2008.
  3. "New Leader Named for Greek Orthodox Church, New York Times, 2008-02-07
  4. Bíblia Sagrada Ave-Maria, 13a edição
  5. http://www.ecclesia.com.br/igreja-ortodoxa/grecia.html
  6. From Rum Millet to Greek Nation: Enlightenment, Secularization, and National Identity in Ottoman Balkan Society, 1453–1821, Victor Roudometof.
  7. Latourette, Christianity in a Revolutionary Age (1961) 4: 523-27
  8. «The Future of World Religions: Population Growth Projections, 2010-2050» (PDF). Pew Research Center. 2015. Consultado em 6 de novembro de 2015 
  9. «Religious Freedom in Greece (September2002)» (RTF). Greek Helsinki Monitor Minority Rights Group - Greece. Consultado em 15 de setembro de 2007 
  10. «Greece». The World Factbook. Consultado em 15 de setembro de 2007